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rss  Vol. XX - Nº 353         Montreal, QC, Canadá - domingo, 17 de Novembro de 2019
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Aprendizagem e memória de Lagoa

Por Vítor Carvalho

A presente edição do LusoPresse, que inclui um caderno especial (comemorativo) dos 20 Anos de Geminação das cidades de Ste-Thérèse e Lagoa, trouxe-me à memória uma outra edição deste jornal (designada LusoPresse – Lagoa), no já distante ano de 2000 (mais propriamente, 1 de setembro), em que gostosamente colaborei.

Relembro hoje, aqui, parte do que então escrevi.

Lagoa: A Terra do Norberto

Tive o privilégio de participar no jornal LusoPresse-Lagoa, uma «obra» inteirinha do génio aventureiro do Norberto Aguiar e da imensa paixão e entusiasmo pela sua terra.

Quando parti para São Miguel, a convite do meu amigo Norberto, não imaginava ao que ia. Assim mesmo! Nem ele me havia dito, nem eu lhe havia perguntado. Ia, sem cuidar de quaisquer pormenores e nenhuma curiosidade, conhecer a terra do Norberto: A Lagoa, São Miguel, Açores.

A primeira impressão chegou envolta na penumbra de uma aterragem (…), rente à noitinha, mas ainda a tempo de lá de cima mirar uma paisagem vestida de verde, de um lado ao outro da ilha.

Durante dez dias Água de Pau (Caloura) foi o meu dormitório. Sublime o amanhecer. A paisagem verdejante, o sol da aurora e o mar ao fundo, o canto dos pássaros pela madrugada/manhã, e o sonoro tagarelar de um grilo que não descansou todas aquelas noites: gri-gri-gri-gri-gri-gri, gri!

Aprendi a geografia da ilha, terras que conhecia de nome. De um lado ao outro, a presença imponente do mar. De um cume ao outro, a pachorrenta presença de vacas.

Era, porém, a Lagoa que nos interessava. O Norberto idealizara um jornal (uma edição/suplemento LusoPresse-Lagoa) dedicado à sua terra e estávamos ali para dar à estampa o concelho, não só ali, mas também nas terras da emigração micaelense. Um projeto que só o genuíno e apaixonado amor à sua terra e suas gentes seria capaz de fazer nascer.

De acordo com o editorial do seu director à época, Dr. José Vieira Arruda, aquela edição especial tinha o intuito de dar a conhecer Portugal aos seus leitores, particularmente aos mais jovens, um concelho de Portugal. E porque a maioria dos leitores do LusoPresse é composta de açorianos, pensaram começar com o concelho de Lagoa, São Miguel, Açores.

O que se fez.

De facto, com maior ou menor interesse jornalístico, procurou-se levar ao conhecimento de muitos ou à memória esvanecida de outros a atualidade/realidade administrativa, política, económica, social e desportiva do concelho da Lagoa e das suas cinco freguesias, com entrevistas aos respetivos presidentes da Câmara e Juntas de Freguesia, em exercício à época: Eng. Martins Mota (Câmara Municipal); António Augusto (Santa Cruz); Durval Faria (Rosário); Roberto Sousa (Água de Pau); Carlos Ponte (Cabouco); Albertina Oliveira (Ribeira Chã).

Do que então foi dito, respigamos o que nos pareceu mais identitário de cada uma delas, desde já advertindo que sendo um juízo subjetivo pessoal está sujeito à liberdade de opinião e contraditório. Desafio que aqui lançamos a quem nos ler, em especial aos lagoenses: Qual o aspecto que considera(m) mais identitário da sua/vossa terra?

Mas vamos lá ao que mais me ajudou a conhecer/identificar este concelho, criado a 11 de abril de 1522 por carta régia de D. João III, que, de acordo com os censos do ano de 2011, tem 14 430 habitantes, numa área global de 45,7 km2, repartido por cinco freguesias com as seguintes áreas e população (últimos censos de 2011):

Ribeira Chã (2,52 Km2 e 396 habitantes): uma terra de população muito envelhecida, cujos males da agricultura têm levado à emigração para a Bermuda e à saída de muitos jovens para Ponta Delgada, à procura de empregos no comércio e serviços, onde acabam por se radicar;

Cabouco (5,3 Km2 e 1921 habitantes): No Cabouco a agricultura tem ainda um peso tremendo na economia e na vida. Quase todas as famílias possuem um pedaço de terreno, atrás da casa, que foi herdado e que continuam a cultivar;

Água de Pau (17,43 Km2 e 3058 habitantes): «Antes, Água de Pau era um lugar de passagem para Vila Franca do Campo, Povoação, as Furnas, mas hoje, as pessoas, as excursões, os turistas, todos param para apreciarem a beleza das nossas varandas e jardins. Vêm mesmo de propósito, sobretudo no verão, pessoas de todo o lado para verem tantas casas juntas com varandas floridas»;

Rosário (6,21 Km2 e 5396 habitantes: Desde o início do povoamento da Vila da Lagoa, assumiram grande relevo as atividades em torno da pesca, agricultura e criação de gado. Com o desenvolvimento da atividade industrial, a partir da 2ª metade do Séc. XIX, a freguesia do Rosário conheceu uma nova dinâmica económica;

Santa Cruz (14,26 Km2 e 3671 habitantes): Foi por esta freguesia que se deu início ao povoamento do concelho da Lagoa. A sua economia assenta essencialmente em atividades rurais (agricultura e agro-pecuária), devido aos seus bons solos.

Especial
A presente edição do LusoPresse, que inclui um caderno especial (comemorativo) dos 20 Anos de Geminação das cidades de Ste-Thérèse e Lagoa, trouxe-me à memória uma outra edição deste jornal (designada LusoPresse – Lagoa), no já distante ano de 2000 (mais propriamente, 1 de setembro), em que gostosamente colaborei.
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