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rss  Vol. XX - Nº 353         Montreal, QC, Canadá - domingo, 17 de Novembro de 2019
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Editorial

Lagoa, Sainte-Thérèse

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

Desde a metade do século XX que os urbanistas têm vindo a sublinhar a importância das cidades, como polo de atração, como força motora e fonte de inspiração para que as sociedades humanas possam realizar todo o seu potencial.

Estamos longe das cidades estado da antiguidade e ainda mais longe das cidades muradas da idade média onde se vivia em autarcia, os senhores dependendo dos servos para a sua subsistência e poder, e os servos dependendo dos senhores para a sua proteção contra a pilhagem e a conquista.

Na verdade, durante milénios as sociedades humanas, pelas mais diversas razões, mas sobretudo pela dinâmica de dominadores e dominados, viveram isoladas umas das outras, criando assim novas fronteiras, novos limites, novos usos e costumes, desenvolvendo mesmo diferentes formas de falar. E foi assim, que pouco a pouco, mas sobretudo depois que se criaram as fronteiras rígidas, os postos fronteiriços, as alfândegas e todo o arsenal que regula a passagem de viajantes dum lugar para outro da Terra, que se começaram a desenvolver os estados nações com todo o arsenal belicoso que conhecemos e que teve o seu triste apogeu no século passado com duas guerras mundiais.

Com a criação da União Europeia e, quase no final do século, a queda do muro de Berlim, chegou a pensar-se que em breve iriam cair também essas fronteiras artificiais que separam os seres humanos. Que os homens e as mulheres deste mundo iriam finalmente habitar um planeta que nos pertence a todos nós, onde todos temos direito de cidadania. Mas foi uma ideia apressada, utópica. Há muito atavismo, há muitas forças em presença, muito poder em questão, para se pensar em tal utopia.

Felizmente que no meio de toda esta incoerência existencial há homens e mulheres que sentem esse desejo de deitar abaixo as barreiras físicas e culturais, de língua e de costumes, para que os humanos possam partilhar entre si os valores que nos unem e relegarem para a história os desentendimentos que os separavam.

Foi assim que nasceu, um pouco empiricamente, muito por carolice, bastante por amor da cultura alheia, pelo enriquecimento que as relações humanas nos oferecem, esta ideia de geminar comunidades, vilas e cidades, de continentes diferentes, de culturas e línguas diferentes, para que o género humano se sinta mais vinculado a outros povos e outras gentes.

É dentro desta perspetiva que vemos hoje a geminação da cidade da Lagoa, nos Açores, Portugal, com a cidade de Sainte-Thérèse, Quebeque, Canadá, e que o nosso jornal apadrinhou deste a primeira hora. E em boa hora, assim podemos dizer.

O trabalho de reportagem que fomos fazer aos Açores e o que viemos fazer aqui em Sainte-Thérèse é o contributo da nossa equipa redatorial para esta aposta de que o futuro da humanidade passará em primeiro lugar por este compromisso das vilas e cidades para a paz e compreensão entre os povos do mundo.

É nossa convicção que as vilas e cidades vão ter nos anos futuros um papel preponderante para o estreitamento das relações, para criarem laços e pontes entre as comunidades humanas espalhadas pelo mundo fora.

Nesta ocasião fazemos jus a iniciativa que levou à criação deste pacto de amizade entre quebequenses e açorianos, sublinhando à passagem o papel das sucessivas administrações municipais que de um lado e do outro do Atlântico têm mantido e alimentado estes laços de amizade.

 

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Desde a metade do século XX que os urbanistas têm vindo a sublinhar a importância das cidades, como polo de atração, como força motora e fonte de inspiração para que as sociedades humanas possam realizar todo o seu potencial.
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