logo
rss  Vol. XX - Nº 353         Montreal, QC, Canadá - sábado, 24 de Agosto de 2019
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContactos arrowÚltima hora arrowClima arrowEndereços úteis
Partilhe com os seus amigos: Facebook

 

Cidade de Santa-Teresa, Quebeque

 

Cidade de Artes, de Cultura e de Saber

Por Raul Mesquita

 

Localização

No início duma das mais bonitas regiões do Quebeque, as Laurentides, a norte da cidade de Laval e da Ribeira das Mil Ilhas, braço direito do Rio São Lourenço, na grande região de Montreal (província do Quebeque), no cruzamento das autoestradas 15 e 640, no coração das municipalidades mais importantes da região, a cidade de Santa Teresa, sede da MRC (1), polo de vasto setor residencial e parceiro incontornável da economia regional, graças aos seus diversificados parques industrial e comercial, distingue-se pela sua arquitetura típica e pelas suas numerosas atividades culturais de esplendor regional e internacional. Todos estes trunfos facilitaram-lhe um fulgurante impulso imobiliário e económico.

Com 8,2 km² de superfície, uma densidade populacional de 2773 hab./km² e um total de 26 569 habitantes, com a idade média de 42 anos, Santa Teresa constitui o pólo cultural e institucional da MRC de Thérèse-Blainville, acolhendo no seu seio um CLSC (Centro Local de Serviços Comunitários), um CHSLD (Centro de Acolhimento para Doenças de Longa Duração), a Casa do Emprego e do desenvolvimento humano, o Colégio Lionel Groux, a estação intermodalidade (vários tipos de transportes) e o Teatro Lionel Groux.

É também sede social de vários organismos regionais de relevante importância.

Retrospetiva da vertente histórica da cidade desde a data da sua fundação.

História

Conseil_municipal.jpg
Conselho Municipal de Sainte-Thérèse, com a <> ao centro.

Como reconhecimento pelos distintos serviços militares prestados, Joseph-Antoine Le Febvre de la Barre, Governador da Nova França, concedeu a 23 de setembro de 1683, o Domínio das Mil Ilhas a Michel-Sidrac Dugué de Boisbriand cuja exploração só começou em 1714 quando, Marie-Thérèse Dugué de Boisbriand e seu marido Charles Piot de Langloiserie, tomaram possessão da propriedade de 9 milhas quadradas. Porém, um ano mais tarde Langloiserie faleceu e a esposa, não tendo a energia necessária para se ocupar da colonização das terras, deixou o Domínio ao abandono.

Somente vinte e oito anos mais tarde, em 1743, as terras foram tomadas por Suzanne de Langloioserie e seu marido Jean-Baptiste Céloron de Blainville. O Domínio foi legado tempos depois, conjuntamente, a Marie-Anne Thérèse de Blainville e à sua irmã Marie-Hypolite de Blainville que, a 15 de outubro de 1789 inauguraram a paróquia Sainte-Thérèse de Ávila.

Tornou-se a 1 de junho de 1849 em Vila de Sainte-Thérèse, a pedido de Louis Marteau (reconhecido como seu fundador), Paul Filiatrault e Joseph-Benjamin Lachaine, ao Conselho das Paróquias do território de Terrabonne, recebendo oficialmente o foral de cidade em 1916.

John Lonergan 1849-1852, foi o primeiro Presidente da Câmara Municipal.

Na continuação do historial da cidade ultrapassamos anos, séculos e chegamos ao século XXI. Onde se fala de desenvolvimento, de infraestruturas e de gente famosa que lá nasceu.

Santa-Teresa no século XXI

Herança de um Domínio que se transformou em vila e depois em cidade, Santa-Teresa oferece um meio residencial privilegiado, tanto pelos seus espaços verdes abundantes e suas instalações recreativas, como pela sua vida cultural e comunitária exemplar, para além das suas pistas ciclistas que permitem percorrer a cidade com toda a tranquilidade e prazer.

A forte proporção de proprietários ocupantes constituiu uma garantia para a qualidade e manutenção das habitações. Ali encontramos elegantes casas unifamiliares por entre as quais muitas terão sido construídas depois dos anos 80, imóveis de apartamentos e várias habitações em copropriedade. De um modo geral as residências são construídas com linhas graciosas, que permitem uma transparente harmonia no conjunto dos bairros, acompanhando a qualidade do meio de vida, perto da natureza e urbana, a notoriedade dos seus estabelecimentos de ensino e a riqueza e profundidade do seu património arquitetural. Ressaltam por entre a urbanização mais recente, os edifícios de condomínios – tipo de habitação que ganhou a simpatia de muitos jovens casais e que se dissimulam por toda a parte.

Por outro lado, a plurietnicidade constituiu uma das caraterísticas mais marcantes da cidade. Uma forte percentagem dos residentes faz parte das comunidades culturais.

Cidade no eixo de autoestradas nos sentidos Norte-Sul e Este-Oeste, bem servida pelos transportes públicos, autocarros e comboio, a sua proximidade e acessos rápidos à cidade centro, Montreal, são características que justificam o porquê ser bastante procurada. A estrada 117, mais conhecida como Boulevard Curé-Labelle, é outro eixo Norte-Sul que atravessa a cidade e une o Mont-Tremblant a Laval. De um lado, o acesso às pistas de esqui e todo o «charme» das Laurentides, e do outro, o importante polo económico que faz dela a segunda cidade em importância na Província do Quebeque. Santa-Teresa é também reputada pela qualidade dos seus parques, seus terrenos de jogos, sua biblioteca, museu e outros elementos do património cultural, restaurantes que oferecem típicos pratos regionais, e alguns comércios portugueses (a ler noutro espaço deste jornal especial), assim que pelos seus serviços recreativos e comunitários.

A qualidade de vida e particularmente a qualidade do meio ambiente são dois fatores determinantes na escolha de Santa Teresa, como local de residência.

O desenvolvimento da cidade desdobrou-se segundo um arranjo territorial planificado e exemplar dos bairros residenciais, industriais e comerciais desde alguns anos já. As novas figuras dos executivos municipais, têm respeitado e preservado o Plano de Urbanização, procurando enquadrar o antigo com o moderno de maneira a assegurar a quietude dos residentes.

Nasceram em Santa-Teresa diversas e distintas personalidades que marcaram em diferentes atividades a vida quebequense. Destacam-se Joseph-Adolfe Chapleau, primeiro ministro do Quebec; Paul-Émile Charbonneau, Bispo de Hull; Joseph-Olindo Gratton, escultor; Louise Harel, Deputada de Hochelaga-Maisonneuve de 1981 a 2008; Pierre Harel, artista nascido em 1944; Denis Hardy, Deputado de Terrebonne e Damase Lesage, industrial de Santa-Teresa.

O mundo político tem, naturalmente, posição de relevo na organização da cidade. E essa relevância apoia-se no momento atual, na equipa da Presidente da Câmara, cujos membros ocupam os oito Distritos do território.

Formação Política

A cidade de Santa-Teresa é dirigida politicamente pela Presidente Sylvie Surprenant, da Equipa PME Surprenant, contando nesta sua equipa 8 vereadores, que correspondem a outros tantos distritos. Têm o cargo e a responsabilidade de dirigirem as atividades dos funcionários e serviços municipais, gerindo um orçamento de cerca 52 milhões de dólares no ano corrente, de maneira a obterem o melhor dos resultados para a população. São eleitos por quatro anos, por sufrágio universal numa Eleição Geral e dependem apenas do Ministério dos Assuntos Municipais, que raramente se intromete nas decisões do Executivo da Administração Municipal. Enquadra-se nos contextos Provincial e Federal de que são deputados respetivamente, Claude Surprenant (nenhum parentesco com a Presidente da Câmara Municipal), Deputado do Partido Coalition Avenir e, Ramez Ayoub, Deputado do Partido Liberal do Canadá.

Para um desenvolvimento integrado nas necessidades da economia é necessário um organismo para governamental que se ocupe da expansão dos produtos confecionados ou transformados no setor. Numa economia de mercado livre, a Câmara do Comércio e e Indústria de Santa-Teresa é o polo diretor dessa expansão.

Câmara de Comércio e Indústria Thérèse-de-Blainville

Graças à ideal localização geográfica a atividade económica é diversificada e dinâmica, devido à implantação de numerosas empresas importantes nos vários setores, beneficiando dos fáceis acessos aos eixos rodoviários para receção ou expansão dos seus produtos. Em virtude do desenvolvimento equilibrado e duma boa exploração do território, Santa-Teresa soube realizar uma integração harmoniosa do seu crescimento industrial, onde se enquadra o grande espaço ocupado pela PACCAR, fábrica de montagem de camiões que são enviados para toda a América do Norte, protegendo sempre os seus numerosos espaços verdes e a qualidade de vida dos residentes.

A Câmara de Comércio e Indústria Thérèse-de-Blainville, também conhecida pela sigla CCITB, existe há 30 anos. Tem cerca de 800 membros que se aplicam a estimular o desenvolvimento da sua região, oferecendo serviços catalogados como: serviços diretos ao público; manufatureiros e industriais; instituições e organismos sem fins lucrativos; comércio avulso e por grosso. Ela atua como interlocutora privilegiada junto dos governos municipal, provincial e federal, sendo a voz das empresas que representa e dedica especial e insistente atenção a que tudo seja entendido, na perspetiva do meio dos negócios, no que concerne os assuntos da hora em discussão.

Organiza programas e formação para os seus membros, dedicando especial atenção e cooperação aos recentemente inscritos, através de células do empreendedor; serviços de mentor; ajuda na escolha de objetivos e ajuda financeira sem juros, apoiada por um mentor e ajuda técnica. Dá também formação com acompanhamento de profissionais, para ajuda na implantação de estratégias. Promove igualmente toda uma corte de atividades e encontros, facilitando a troca de experiências e conhecimentos entre os seus membros, em ambientes sócio-culturais. De salientar a presença da secção jovem da Câmara, a AJCCITB, que conta 170 profissionais jovens e dinâmicos, com ambição e confiança no futuro.

Dois organismos do mesmo calibre associaram-se em março de 2014 à Câmara do Comércio e Indústria Thérèse-Blainville, enriquecendo e alargando o espaço de apoio à vertente económica da região. São eles: GEST – composto por cerca de 55 comerciantes com a missão de favorecer o desenvolvimento e a caraterização económica de ST; AGAR – grupo de gente dos negócios de Rosemère, com o fim de facilitar permutas e criar uma sinergia sólida e frutuosa favorável aos negócios de Rosemère.

Cidade central da sua MRC, segue-se uma ligeira explicação de que se trata uma MRC, para melhor compreensão dos leitores.

MRC – grupo de municipalidades regionais

As municipalidades regionais de um território, ou MRC (municipalité régionale de comté) são entidades administrativas que asseguram a gestão regional das municipalidades locais, formando grupos de comunidades supralocais, guardando cada uma delas os seus poderes de jurisdição e regulamentação como prescrito na Lei do Governo do Québec. Todavia, a MRC permite uma visão de conjunto na aplicação de projetos de desenvolvimento regional, entre outras competências legais. Cada uma das municipalidades pertencentes a uma MRC, está representada no interior do Conselho Administrativo deste organismo, que é dirigido por um Prefeito (Préfet), escolhido pelo CA ou eleito por sufrágio universal. Neste caso, a MRC Thérèse-de-Blainville, é uma municipalidade regional do território (Québec), situada na região das Laurentides (que conta 8 MRC e 83 municipalidades), constituída pelas municipalidades de Blainville, Boisbriand, Bois-des-Filions, Lorraine, Rosemère, Sainte-Anne-des-Plaines e Sainte-Thérèse. Estende-se sobre 203 km² e, em janeiro de 2009, último censo, contava 147 403 habitantes. Tem como MRC vizinhas a de Rivière-du-Nord, Mirabel e Deux-Montagnes. Foi baptizada em memória de Marie-Thérèse Dugué de Boisbriand.

Especial
No início duma das mais bonitas regiões do Quebeque, as Laurentides, a norte da cidade de Laval e da Ribeira das Mil Ilhas, braço direito do Rio São Lourenço, na grande região de Montreal (província do Quebeque), no cruzamento das autoestradas 15 e 640, no coração das municipalidades mais importantes da região, a cidade de Santa Teresa, sede da MRC (1), polo de vasto setor residencial e parceiro incontornável da economia regional, graças aos seus diversificados parques industrial e comercial, distingue-se pela sua arquitetura típica e pelas suas numerosas atividades culturais de esplendor regional e internacional. Todos estes trunfos facilitaram-lhe um fulgurante impulso imobiliário e económico.
Cidade de Santa Teresa.doc
no
O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2019