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rss  Vol. XX - Nº 352         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 06 de Julho de 2020
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Festival Portugal Internacional de Montreal

Ao sabor de todos os gostos

Anália Narciso

Por Anália Narciso

Realizou-se este ano, pela terceira vez consecutiva, o Festival Portugal Internacional de Montreal. E como tem sido hábito, as festividades andaram à volta de muita música, não fosse o seu fundador e presidente um homem ligado a esta atividade desde criança, e que o levou, até, a vários palcos internacionais como cantor. Falamos, claro, de Joe Puga.

Com um programa assaz preenchido, o Festival Portugal Internacional de Montreal deu o seu pontapé de saída na sexta-feira, pelas 20 horas, com a atuação dos cantores Manel dos D´Alma, Nathalie Pires e Jason Coroa. Jason Coroa, oriundo da comunidade local precisamente, cantou o que melhor sabe fazer, o fado. Fado também foi a especialidade musical apresentada pela jovem Nathalie Pires.

Manel dos D´Alma...

Já Manel dos D`Alma, oriundo do Porto Formoso, no concelho de Ribeira Grande, ilha de São Miguel, mas a viver na Nova Inglaterra, apresentou uma música muito do agrado dos jovens, o rock. E se bem que no parque da Igreja Santa Cruz não estivessem muitos jovens, o que foi pena, Manel dos D´Alma não deixou os seus créditos por mãos alheias, como se costuma dizer, pois a sua atuação foi muito conseguida. Desconhecido da maior parte da assistência, tal como Nathalie – já não acontecendo o mesmo relativamente ao Jason Coroa, que para além de conhecido também é apreciado –, Manel dos D´Alma, pela sua prestança, não nos admira que possa estar de volta em próxima oportunidade...

A sexta-feira no parque da Igreja Santa Cruz, com a temperatura um poucochinho agreste, terminou com a apresentação do filme «O Pátio das Cantigas», gentileza da Coordenação do Ensino de Português no Canadá, representada em Montreal por Inês Faro.

Ágata de regresso

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Depois das crianças terem tido o «seu momento», com a mascote do festival a marcar presença junto delas, o serão festivo começou com as atuações de Filipe Frazão e Bárbara Azevedo, dois jovens vindos dos Açores e que, muito sinceramente, tiveram prestação com brilho, sinal que nas ilhas também já há gente com muito talento e qualidade.

Sara Franco veio depois. E já consagrada como é, a todos agradou. Vai longe o ano em que os responsáveis do LusoPresse a descobriram em Ste-Thérèse, sua terra natal, em cima de um palco a cantar nas Festas do 24 de junho, Dia Nacional do Quebeque.

De seguida subiu ao palco a consagrada Ágata, cantora de méritos firmados em Portugal, sobretudo para quem se lembre da sua passagem pelo grupo «As Doce».

Depois de ter vindo, o ano passado, aos 50 anos do Clube Portugal de Montreal, onde agradou a toda a plateia, este ano Ágata correspondeu ao convite do Festival Portugal Internacional, mas agora acompanhada da sua equipa de músicos. Naturalmente que quem disso beneficiou foi o público da comunidade, que de resto acorreu em bom número. No tempo em que esteve em palco, Ágata foi ao baú das suas melhores canções e tirou-as para as apresentar ao povo caloroso que a esperava.

Atuando ainda no sábado, Júlio Lourenço foi outro artista comunitário que fez parte do festival.

Desfile com tempo agreste

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O Desfile que teve lugar no domingo não teve o efeito esperado. A temperatura isso não permitiu. Não que houvesse pouca participação dos clubes e associações, mas sim por falta de público, afinal para quem é dirigido o desfile – e todo o festival, bem entendido.

Mas isso da temperatura está sempre no segredo dos deuses...

O programa do domingo completou-se com danças folclóricas, e participação de grupos de Angola, Brasil e Cabo Verde. Fechou as festividades Jorge Guerreiro, outro cantor vindo de Portugal. De notar que a temperatura, no domingo, não quis colaborar com a organização do Festival, fazendo mau tempo, o que fez com que houvesse nesta jornada muito menos público do que na véspera.

No Parque de Portugal

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Flagrantes do Festival Internacional de Montreal. Fotos gentilmente cedidas pela organização.

Entretanto, as cerimónias oficiais do Dia de Portugal, como vem acontecendo nos últimos anos, realizaram-se no Parque de Portugal, com a presença de José Guedes de Sousa, cônsul-geral de Portugal, Alexandra Mendes, deputada liberal federal, Alex Norris, vereador municipal e David Loureiro, atual conselheiro das Comunidades Portuguesas. Todos eles usaram da palavra e as mensagens versaram a unidade da comunidade, consubstanciada numa maior e melhor participação nos assuntos comunitários.

Animou a sessão oficial do dia 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas a Filarmónica Portuguesa de Montreal que entoou os hinos do Canadá e de Portugal.

Na ICAO

Dias antes, mais precisamente na quarta-feira, dia 8 de junho, José Guedes de Sousa, cônsul-geral de Portugal, e Maria Helena Faleiro, representante de Portugal na ICAO, ofereceram uma receção ao Corpo consular sedeado em Montreal, assim como a diversas personalidades e representantes da comunidade.

Comunidade
Realizou-se este ano, pela terceira vez consecutiva, o Festival Portugal Internacional de Montreal. E como tem sido hábito, as festividades andaram à volta de muita música, não fosse o seu fundador e presidente um homem ligado a esta atividade desde criança, e que o levou, até, a vários palcos internacionais como cantor. Falamos, claro, de Joe Puga.
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