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rss  Vol. XX - Nº 351         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 12 de Abril de 2021
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A propósito de festas

Alguma vez tinha de ser...

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

As festas sucedem-se na comunidade. Umas mais concorridas do que outras. Umas mais aceites do que outras. A começar pelos objetivos para que são criadas. Muitas delas desprovidas de interesse comunitário. Com os clubes e associações a serem os grandes prejudicados. Sabe-se e fala-se disso, mas ninguém faz nada... Os mais «sábios» limitam-se a dizer que há clubes a mais na comunidade. E que um só organismo resolveria todos os problemas organizacionais do nosso grupo. Nada mais errado! O que falta é poder de liderança para dizer basta a uns quantos. Todos eles à procura de «espaço», arredando na passagem tudo o que vai aparecendo pela frente. E não interessa se nesse «desbravar» se atropela gente com pergaminhos de dezenas de anos. Uma desgraça!

Falta de respeito

Em quase 42 anos de comunidade, a nossa ação já passou por muitos e bons sítios. Em alguns deles tivemos mesmo influência decisiva. Por exemplo, no jornalismo comunitário, não só fundámos o LusoPresse, como tivemos influência determinante em outros projetos. No Jornal do Emigrante – assegurámos a sua sobrevivência durante alguns meses na ausência do diretor José Aranha Eires, «exilado» no norte deste país –, Radio Centre Ville – não só como animador mas igualmente como membro do Conselho de Administração, etc. –, no A Voz de Portugal, onde para além de chefe de redação, liderámos várias promoções – os 25 anos, as festas dos Melhores, o Referendo na comunidade em 1995, etc. Já nem falamos no facto de termos sido, até hoje, o único que se pode dar ao luxo de dizer que escreveu para o La Presse e The Gazette. De propósito olvidamos as nossas colaborações com a Rádio Canadá – rádio e televisão... A lista é longa. Daí que fiquemos por aqui.

Agora a LusaQ TV

Depois de termos aberto os jornais à comunidade, pois quando nela entrámos ainda se andava pelo «corta e cola», mesmo se isso nos custou alguns dissabores com o nosso diretor de então, hoje temos dois órgãos de informação no ativo. Ambos estiveram, estão e estarão ao serviço da(s) comunidade(s) que serve. E sempre com o máximo respeito por todos, como é nosso timbre. O pior é que, em relação a nós, nem sempre o tratamento tem sido o mesmo, isto para nosso desgosto. Foi o que nos aconteceu recentemente quando, depois de convidados (LusoPresse e LusaQ TV) para uma festa comunitária, não fomos tratados com a lisura de processos que merecíamos. Se não vejamos: saímos de casa em direção à referida festa acompanhado pela repórter do LusoPresse e do operador de câmara em serviço para a LusaQ TV. Ao chegar ao local fomos colocados numa mesa longe da cena, ao fundo da sala, sem condições para fazermos o nosso trabalho com minúcia e em condições aceitáveis. Contrariados, lá fomos ocupar o nosso lugar... Mas o pior viria depois, quando o mestre de cerimónia, na leitura dos apoios à festa, refere toda a gente, menos a LusaQ TV e o LusoPresse... Ainda admitimos uma possível falha de memória do animador, nosso conhecido e homem que muito tinha insistido para que não faltássemos à festa. Mas não. O folheto não deixava dúvidas. Ali estava escarrapachado o nome de todos os apoiantes da festa, incluindo dois órgãos de comunicação social, menos o LusoPresse e a LusaQ TV...

Foi nesse momento que nos pusemos a pensar que tínhamos encurtado a festa de aniversário da Anália – faz anos, precisamente, a 4 de junho! – e que estávamos ali para reportar aqueles festejos com uma despesa pessoal de quatro horas de trabalho, a pagar ao operador de câmara, e sabermos que estávamos a ser tratados daquela forma, como diremos, ligeira... Por isso, consultámos os nossos dois acompanhantes. Analisámos a situação e decidimos deixar a sala não sem que gravássemos algumas imagens...

Foi nesta mas podia ser noutra...

Desde o princípio da nossa saga jornalística, e já lá vão quase 40 anos – faltam dois apenas! – que temos assistido a comportamentos pouco lisonjeiros para connosco e isto em relação a todos os órgãos de comunicação social por onde temos passado. Mas diremos que ultimamente as coisas se têm agravado, com alguns organizadores de festas a terem o desplante de pensar – agindo muitas vezes em consequência – que não fazemos mais do que a nossa obrigação. Obrigação, uma figa! O que fazemos, na maior parte do tempo, é dar do (nosso) tempo e dinheiro à causa comunitária... principalmente desde o momento que aparecemos com a LusaQ TV!

Nesta história, para além de haver tratamento diferenciado, mesmo de entidades que julgávamos insuspeitas, ainda temos de pagar do nosso bolso para divulgarmos e promovermos o ego de alguns.

«Passa fora!», como diria a minha falecida mãezinha em bom açoriano.

Crónica
As festas sucedem-se na comunidade. Umas mais concorridas do que outras. Umas mais aceites do que outras. A começar pelos objetivos para que são criadas. Muitas delas desprovidas de interesse comunitário. Com os clubes e associações a serem os grandes prejudicados. Sabe-se e fala-se disso, mas ninguém faz nada...
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