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rss  Vol. XX - Nº 349         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
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O fotógrafo François Nadeau:

 Voo de uma cultura para outra

Jules Nadeau

Por Jules Nadeau

O caçador de imagens François Nadeau voa por cima da crosta terrestre por duas vezes durante o mesmo mês. Primeiro, a 5 de maio último, para participar na «Grande Envolée du Commandant Piché» e para o seu batismo da comunidade portuguesa. Depois, a 19 de maio, para o seu quarto périplo no Império do Meio: um mês de caminhadas para enriquecer a sua coleção de mais de 10 000 clichés da China.

Em Dorval, François Nadeau teve ocasião de apertar a mão do herói Robert Piché, do cônsul-geral Dr. Guedes de Sousa, e de provar os acepipes de Helena Loureiro regados com vinho português. Isto enquanto o diretor do LusoPresse, Carlos de Jesus, e eu, lhe falávamos da pátria de Camões. Bom aluno, o fotógrafo escutava atentamente, mas sobretudo estava de olho aberto para observar tudo o que se passava. No avião sobrevoando o Quebeque e no grande hotel a festa do Comandante.

Iniciação à cultura

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François Nadeau com o comandante Robert Piché.
Foto Jules Nadeau - LusoPresse

No princípio do ano, o LusoPresse deu a notícia da publicação do seu magnífico livro «La Chine, Récit photographique dans l'empire du Milieu». O autor destas linhas (sem qualquer parentesco com ele) teve o prazer de escrever o prefácio, texto que aparece em três línguas. François Nadeau é o primeiro fotógrafo quebequense autorizado a publicar em solo um álbum sobre a grande China e que mostra um grande entusiasmo pela exploração da cultura chinesa.

Enquanto que a sua iniciação à cultura portuguesa não faz que começar, a iniciação do montrealense à cultura chinesa merece que se deem mais informações. Em 2016, convidado de novo pela cidade de Pequim para fotografar os mais belos sítios durante uma semana, François Nadeau não se contentou dum limite de tempo tão curto e lutou durante várias semanas para conseguir um visto dum mês completo. Neste combate para um visa melhor, aproveitou os conselhos amigáveis do cônsul da China em Montreal. Um bom ponto a seu favor.

No dia do lançamento do seu opus, François Nadeau estabeleceu contacto com o jornal montrealense Sept Days (Qi Tian). Depois, a jornalista de terreno Hu Xian e a diretora do hebdomadário Yin Ling, entrevistaram-no longamente. Uma vez que a sua fotografia foi mesmo publicada num artigo na primeira página, François Nadeau teve naturalmente direito a encontros com representantes do governo chinês.

O consulado da China

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François Nadeau durante uma exposição de fotografias junto da Comunidade chinesa.
Foto Jules Nadeau - LusoPresse

Os diplomatas da República Popular convidaram-no a expor o seu método de trabalho nos escritórios da rua Sainte-Catherine, onde estavam presentes uma quinzena de empregados do Estado. «Foi divertido ver os oficiais a folhearem o meu álbum e a fazerem-me todo o género de perguntas», comenta o autor que explica «se ter enamorado da China».

Entretanto, o senhor Long Qi (o seu nome chinês que quer dizer Dragão Especial) seguiu cursos de chinês na Universidade de Montreal. «Não é fácil», confessa-me ele. A professora de experiência, madame Li Xiaofei (nascida na Mongólia Interior) e que vive em Montreal desde 1999, sabe comunicar o seu próprio entusiasmo aos seus estudantes.

François adora tudo até à cozinha chinesa e impressiona os seus hóspedes debicando amendoins com as baguetes. Que seja num restaurante do Shandong no Carrefour Angrignon ou em casa duma família duma etnia do Guangxi, o Quebequense sente-se como na casa dele em Lasalle. Picante, amargo ou açucarado. (Não vai ser difícil iniciá-lo à cozinha portuguesa).

Aplicando a máxima do Grande Timoneiro «Contar sobre as suas próprias forças», o

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diplomado de Concordia multiplica as exposições no estrangeiro (Turquia), os artigos de revista (Estados Unidos) e tudo o que ajuda à difusão do seu livro editado na Cayenne: nova casa de edição fundada por Robert Hébert, especialista em fotografia. Assim, prova dos seus bons contactos chineses, pode ver-se no seu portal (www.aminumerique.com a imagem do cônsul-geral chinês de Montreal oferecendo o livro de François Nadeau ao Primeiro-Ministro Philippe Couillard. Os representantes do Quebeque na Ásia e aqui apoiam ao máximo o percurso deste louco das culturas.

Cultura
O caçador de imagens François Nadeau voa por cima da crosta terrestre por duas vezes durante o mesmo mês. Primeiro, a 5 de maio último, para participar na «Grande Envolée du Commandant Piché» e para o seu batismo da comunidade portuguesa. Depois, a 19 de maio, para o seu quarto périplo no Império do Meio: um mês de caminhadas para enriquecer a sua coleção de mais de 10 000 clichés da China.
FrancoisNadeau.doc
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