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rss  Vol. XX - Nº 349         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
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Por via do Encontro dos Média da Diáspora Açoriana

Vivências açóricas de relevo

Anália Narciso

Por Anália Narciso

O Encontro de Órgãos de Comunicação Social da Diáspora Açoriana: Desafios atuais e futuros, que se realizou de 22 a 26 de abril nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge, terminou como começou: em apoteose!

Com efeito, tudo começou pela manhã daquela sexta-feira, dia 22 de abril, no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, com a sessão de abertura a ser presidida pelo presidente do Governo dos Açores, Dr. Vasco Cordeiro, e seguida da brilhante conferência do jornalista Dr. José Lopes de Araújo, intitulada «A Diáspora e os Média», e que terminou na terça-feira seguinte com a animada sessão de encerramento no aparthotel Cantinho das Buganvílias, em São Jorge, sob a direção do Diretor Regional das Comunidades, Dr. Paulo Teves.

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Pico especial!- No voo da Terceira para o Faial, conseguimos, através da janela do Bombardier da SATA, fazer esta magnífica fotografia.
Foto Norberto Aguiar - LusoPresse

Para nós, uma neófita nestas andanças, estas jornadas passadas nas «Ilhas do Triângulo» foram muito enriquecedoras sob todos os pontos de vista, cultural, político, gastronómico... e social. Desfrutámos, sem nenhuma dúvida, de todos os seus bons aspetos. Numa palavra, saímos deste encontro mais açoriana!

Mas atenção, porque também houve pequenas coisas que podiam ter corrido melhor. Elas aparecerão algures adiante neste texto.

A Comunicação Social

Para este Encontro vieram representantes do Brasil, Bermudas, Canadá e Estados Unidos. Ao todo, 35 representantes dos Média da Diáspora. E, note-se desde já a excelente participação dos Média luso-quebequenses, onde só demos pela falta do programa de rádio Portugalíssimo, certamente ausente por razões de força maior.

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Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores, no uso da palavra no decorrer da sessão de abertura do Encontro de Órgãos de Comunicação Social da Diáspora Açoriana: Desafios Atuais e Futuros.
                                           Foto Norberto Aguiar - LusoPresse

Dos Média açorianos presentes, a lista apontava muitos nomes. No entanto, só pudemos descortinar alguns, os mais conhecidos ou os que faziam parte dos órgãos de comunicação social mais salientes no arquipélago. Neste aspeto faltou, a nosso ver, interação entre todos os jornalistas de forma a haver um conhecimento mais adequado entre os de cá e os de lá.

Entretanto, da única reunião que houve sobre a Comunicação Social, levada a efeito na tarde da sexta-feira, numa das salas do Hotel Horta, o que se pode dizer é que a discussão vagueou mais sobre o futuro da língua portuguesa nas Comunidades do que propriamente nos problemas da Comunicação Social. De resto, alguns até aproveitaram o momento para «bater» na SATA em detrimento da discussão dos nossos reais problemas. Enfim, visões...

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O eminente jornalista Lopes de Araújo, que proferiu a conferência inicial do Encontro, intitulada de «A Diáspora e os Média»
Foto Norberto Aguiar - LusoPresse

Dirigiu esta sessão o credenciado professor universitário Vamberto Freitas, grande conhecedor dos problemas da imigração por ter vivido alguns anos na Califórnia.

O dia de sexta-feira foi concluído com uma visita à Assembleia Legislativa Regional, onde os Médias «estrangeiros» foram recebidos pela sua presidente, a Doutora Ana Luís.

Conferências instrutivas

A primeira de uma série de várias conferências sobre o estado do arquipélago no momento que passa, foi da responsabilidade de Filipe Porteiro, diretor regional dos Assuntos do Mar. A sessão teve por título «O valor do mar nos Açores». Esta dissertação teve lugar na Fábrica da Baleia, tal como a conferência seguinte, sobre o tema «Destino Açores», da responsabilidade do secretário regional do Turismo e Transportes, Dr. Vítor Fraga. Aquele aflorou as riquezas do mar dos Açores, com suas vantagens e, também, alguns inconvenientes; o segundo martelou sobre os Açores modernos do tempo que passa e as vantagens de se acreditar no que se está a fazer para progresso contínuo da nossa região no plano regional, nacional e até internacional. O atual fluxo turístico, que muito tem ajudado a economia das ilhas principalmente no último ano, disso é prova.

Em ambas as conferências, os Média puderam questionar os dois governantes. A SATA, como não podia deixar de ser, voltou à baila. E aqui, sim, com todo o a propósito.

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Paulo Teves
Foto Norberto Aguiar - LusoPresse

Depois de um almoço de «comer e chorar por mais», onde os chicharrinhos e as lapas foram reis e rainhas, no restaurante «Vítor dos Leitões», os congressistas visitaram o Jardim Botânico, a Caldeira Velha e a Casa Manuel de Arriaga, esta última dirigida por Rita Dias, antiga diretora regional das Comunidades.

O passeio foi muito apreciado e instrutivo, a começar pelo jardim, onde se pôde apreciar as espécies autóctones e outras importadas do exterior no decorrer dos séculos. Na Casa Manuel de Arriaga, o contacto com um valioso espólio do primeiro presidente da República, que não teve vida fácil, a começar pelo confronto com um pai monárquico...

O dia terminou com a conferência «O Governo Regional e as Relações Externas: Comunidades, Cooperação e Europa», na sede da Direção Regional das Comunidades, proferida por Paulo Teves, em substituição de Rodrigo Oliveira, subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas, impedido de se deslocar à cidade da Horta (Faial).

O incremento do desporto nos Açores através de provas ciclistas foi apresentado por responsáveis da Associação de Ciclismo dos Açores.

Pico deslumbrante!

Depois de meia hora de barco, o grupo chegou à Vila da Madalena pelas oito horas da manhã de domingo. De imediato percorreu a Paisagem Protegida da ilha – os seus incríveis currais de vinha, que só por si merecerão, em tempo oportuno, um artigo à parte. Logo a seguir o autocarro levou-nos à Casa da Montanha – a pouco mais de mil metros da terra-chã e a outros tantos do seu cume. Aqui, assistimos à conferência «Políticas Ambientais nos Açores», proferida pelo diretor regional do Ambiente, Hernâni Lopes. Pelo que ouvimos e porque desconhecíamos, os Açores ambientalmente estão no bom caminho.

Da Casa da Montanha, muito bem preparada, com bar e tudo, a vista é simplesmente deslumbrante!

O próximo destino foi a Vila das Velas, uma localidade histórica por via da caça à baleia, hoje extinta. Almoçámos no «O Lagoa» e depressa seguimos para o Museu dos Baleeiros. Nuno Lopes, diretor regional da Cultura e grande obreiro do Centro de Interpretação dos Capelinhos – falaremos disso em ocasião oportuna – esperava-nos. A sua apresentação, «A promoção da Cultura nos Açores» foi-nos transmitida no prático auditório do bonito museu. As palavras do respeitado arquiteto afloraram o muito que se tem feito em termos de cultura nos Açores, uma região difícil pela sua dispersão, daí certas dificuldades apresentadas, compreensíveis, claro.

O dia terminou com uma degustação de vinhos e queijos no Museu do Vinho da Vila da Madalena, com atuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo da freguesia da Criação Velha.

São Roque do Pico e a sua Pousada da Juventude foram visitados por nós logo pela manhã. Antes, porém, demos um pulo ao Cachorro e ao Lagido, onde fomos ver as adegas de verão dos habitantes da(s) ilha(s) e suas piscinas naturais.

Entretanto, antes do almoço na Pousada, presenciámos a conferência «Políticas de Juventude nos Açores», da autoria de Pilar Damião, a diretora regional da Juventude que viveu no Ontário durante os anos dos seus estudos universitários.

Na troca de impressões a seguir a sua explanação, muitas sugestões e questionamentos foram deixados ao critério da jovem diretora. Neste particular, Norberto Aguiar, da LusaQ TV e chefe de redação deste jornal, esteve particularmente ativo, como de resto em todas as sessões do Encontro.

Já de regresso ao hotel, ainda fomos visitar o Museu da Indústria Baleeira, ainda em São Roque, e o muito popular Cella Bar, um restaurante futurista, com uma decoração fantástica, situado à beira-mar, já na Vila da Madalena e muito procurado pelos turistas.

O próximo passo foi pegar nas malas no Hotel Caravela, por sinal muito bom, e seguir para a gare marítima da Madalena para tomar o barco em direção à Vila das Velas, em São Jorge.

De referir que a nossa estada no Pico teve como cicerone Manuel Serpa, um ex-deputado totalmente enamorado pela sua terra!

Nota: por já ser muito extenso este texto, no próximo número falaremos da nossa visita à ilha de São Jorge, para além de outros considerandos.

Diáspora
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