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rss  Vol. XX - Nº 348         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 12 de Abril de 2021
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Vasco Cordeiro:

«Rejuvenescer a Autonomia»

O Presidente do Governo defendeu a necessidade de se afirmar a Autonomia também como instrumento para uma melhor Democracia, não apenas ao nível do conforto material que proporciona aos Açorianos, mas também para uma melhor sociedade em termos de responsabilidade, de solidariedade e de participação.

«Teremos todos de assumir o desafio de rejuvenescer a Autonomia, de a tornar mais atrativa para a nova geração de Açorianos que terá, naturalmente, a seu cargo o desígnio de a defender, de a aprofundar e de a fazer perdurar» no tempo, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo dos Açores falava sexta-feira na sessão solene comemorativa do 42.º aniversário do 25 de abril, promovida pela Câmara Municipal de São Roque do Pico, que contou com a participação do antigo Presidente da República, General Ramalho Eanes, e do antigo Presidente da Assembleia Regional, Álvaro Monjardino.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro salientou que este desafio de rejuvenescer a Autonomia, em primeira instância, só depende dos Açorianos, através do empenhamento em novas soluções que reforcem o envolvimento dos cidadãos na sua vida coletiva e democrática, fazendo-os sentir, cada vez mais, como parte integrante e integrada da Autonomia.

«Ou seja, soluções que criem as condições práticas e exequíveis para o reforço de uma cidadania esclarecida, empenhada e criticamente construtiva, que não se limite à convocação dos Açorianos para os atos eleitorais, mas que conte com eles para a construção de uma Autonomia respeitada, prestigiada e reconhecida, também no país, pelas soluções que apresenta para o seu Povo e não pelo conflito ou pela querela institucional que gera», frisou.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro preconizou, por outro lado, que a solução para uma melhor Autonomia não está, como nunca esteve, fora da política, «mesmo que isso hoje possa parecer, demagogicamente, atrativo para alguns».

«Está, sim, dentro e com a política, enquanto função nobre de serviço e ao serviço daqueles a quem se destina, seja ela corporizada nos moldes mais tradicionais dos partidos políticos ou em novos movimentos gerados pela própria sociedade», defendeu Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo salientou, ainda, a importância da Autonomia Regional para o desenvolvimento dos Açores após a sua consagração constitucional, apontando o exemplo do PIB «per capita» da Região que era, em 1974, de apenas 45 por cento do PIB nacional e, atualmente, de acordo com os dados oficiais da União Europeia, já atingiu cerca de 91 por cento da média do país.

«Ao nível da Educação, por exemplo, antes da consagração constitucional da Autonomia, 40 por cento das localidades açorianas nem sequer possuíam escolas, enquanto que hoje a rede pública é composta por 40 Unidades Orgânicas, que cobrem as nove ilhas da nossa Região», sublinhou Vasco Cordeiro, recordando que, também ao nível da Saúde, em 1974, as principais instalações estavam localizadas apenas nas duas maiores ilhas, enquanto hoje, além dos três hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, os Açorianos têm ao seu dispor 18 centros de saúde e mais de uma centena de extensões.

Entre as várias conquistas autonómicas, Vasco Cordeiro destacou também uma componente de extrema importância para a vida dos Açorianos, como se comprovou neste período de maior turbulência dos últimos tempos.

«Falo da capacidade conferida pela Autonomia de termos políticas e apoios sociais dirigidos aos que se encontram numa situação de maior fragilidade, alguns dos quais apenas existentes na nossa Região, criados pelos nossos órgãos de governo próprio, e que constituíram, muitas vezes, um último reduto de dignidade para muitos Açorianos fortemente atingidos pelos tempos conturbados que ainda sentimos», afirmou.

«No fundo, mesmo perante alguma incompreensão nacional, lançamos mão de todos os nossos recursos e de todas as nossas competências para cumprir a função mais nobre da Autonomia: servir o Povo Açoriano», concluiu o Presidente do Governo.

Açores
O Presidente do Governo defendeu a necessidade de se afirmar a Autonomia também como instrumento para uma melhor Democracia, não apenas ao nível do conforto material que proporciona aos Açorianos, mas também para uma melhor sociedade em termos de responsabilidade, de solidariedade e de participação.
Vasco Cordeiro.doc
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