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rss  Vol. XX - Nº 348         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 12 de Abril de 2021
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Coordenação do Ensino do Português

Oficializar responsabilidades

Entrevista com Ana Paula Ribeiro

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

De passagem por Montreal, a Dra. Ana Paula Ribeiro, responsável pela Coordenação do Ensino do Português no Canadá, baseada em Toronto, deu uma entrevista ao nosso jornal e à emissão da LusaQ.TV.

O objetivo desta sua visita foi a de oficializar e apresentar à comunidade portuguesa de Montreal aquela que já é e vai ser o seu braço direito para supervisionar, organizar e dinamizar a atividade da Coordenação do Ensino do Português, em Montreal, Inês Faro, jornalista e colaboradora deste jornal e da LusaQ.TV.

Dra. Ana Paula Ribeiro [APR] – O Canadá é muito grande, a minha missão é muito abrangente, a língua portuguesa está a ir para todo o lado. Por esse facto vi-me na obrigação de pedir ao Instituto Camões para obter algum apoio aqui em Montreal. Em Toronto já tenho uma bolseira a apoiar-me. Cada vez tenho mais cargos que vou acumulando e sozinha não poderei dar conta de tudo. Aqui em Montreal também se tornava necessário esta colaboração, porque Montreal é uma comunidade grande, há muita coisa que pode ser feita, mas à distância é um pouco difícil.

Agora posso contar com a colaboração da Inês Faro, para fazer o seguimento junto das escolas e também na organização de algumas atividades culturais.

LusoPresse [LP] – Como é que encara a sua colaboração com as escolas existentes, que são escolas privadas, com professores pagos pelas escolas daqui e não professores pagos pelo governo português, como acontece na Europa e na África do Sul.

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Da esquerda para a direita, Ana Paula Ribeiro, coordenadora do Ensino de Português no Canadá, Carlos de Jesus, diretor do LusoPresse, e Inês Faro, jornalista e a partir de agora ligada à coordenação do Ensino em Montreal

APR – A nossa colaboração vai ser feita, como aliás já tenho estado a fazer desde que cheguei, organizando uma série de atividades. A Inês já começou a colaborar neste aspeto.

Inês Faro [IF] – Posso dar alguns exemplos daquilo que mais se vê, para além do trabalho que não se vê, como organizar os contactos, as chamadas telefónicas, a preparação dos eventos. Concretamente, há já dois programas na Rádio Centre-Ville, um é «Quem conta um conto acrescenta um ponto» que trata da leitura de estórias infantis, às quartas-feiras no programa da Clementina Santos, e o outro que é feito em parceria com a biblioteca José d´Almansor na Missão Santa Cruz, que trata de leitura para adultos e procura dar a conhecer autores luso-canadianos.

Já organizámos um ciclo de cinema em colaboração com o Consulado-Geral de Portugal em Montreal e em parceria com a Missão Santa Cruz.

Também já iniciei contactos com as duas comissões escolares de Montreal, francófona e anglófona, para avaliar quantas escolas há com os programas integrados do Português [PLO], para ver até que ponto é que podemos apoiá-las com materiais, visitas de escritores às escolas… tenho estado a trabalhar no sentido de aumentar a nossa proximidade com as escolas portuguesas, sobretudo a escola da Missão Santa Cruz e a escola de Laval, havendo também a possibilidade de abrir uma escola em Brossard.

Pensamos também criar visionamentos de filmes portugueses, que poderíamos chamar Cinema e Popcorn, com DVDs fornecidos pela Coordenação, e isto a par da certificação [oficial] dos professores e dos alunos.

APR – Sem a Inês o meu trabalho seria muito mais difícil. Por exemplo, aproveitámos a minha vinda a Montreal para fazer uma entrega de livros à Biblioteca Central e que vão estar em breve à disposição do público. Esta iniciativa já a tinha feito noutras cidades; aqui em Montreal levou mais tempo e foi já com a colaboração da Inês que foi possível fazê-lo também aqui.

LP – Quais são as estratégias que encaram para incentivar os pais a enviar os filhos às escolas, às aulas de português.

APR – A nossa via principal são os meios de comunicação, como é o caso agora. Nós podemos chegar facilmente junto dos professores, dos alunos, mas junto das famílias é mais difícil. É por isso que o vosso apoio para a divulgação da nossa língua é essencial.

IF – Há um aspeto que merece ser mencionado: é que há escolas francesas e inglesas que proporcionam o ensino integrado da língua portuguesa, os chamados PLO e que há talvez muitos pais que ignoram esta possibilidade. Nem sempre é fácil enviar os filhos à escola aos sábados, mas se os filhos puderem aprender o português dentro do programa normal escolar, seria mais outra oportunidade de aprenderem a nossa língua. Para isso basta haver numa dada escola um certo número de alunos entre 17 e 21 para que se organize um grupo de ensino de português.

APR – Isto não significa que estes alunos deixem de ir à escola do sábado. Em Toronto há muitos alunos do PLO, mas que só têm meia hora de ensino e assim aos sábados vão cimentar a aprendizagem. Contamos que com estas entrevistas nos órgãos de comunicação a nossa mensagem chegue ao maior número de famílias e que todos possam beneficiar destes programas de apoio ao ensino da língua portuguesa.

LP – Fazemos nossos os vossos votos.

 

Língua Portuguesa
De passagem por Montreal, a Dra. Ana Paula Ribeiro, responsável pela Coordenação do Ensino do Português no Canadá, baseada em Toronto, deu uma entrevista ao nosso jornal e à emissão da LusaQ.TV.
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