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rss  Vol. XX - Nº 347         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
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16º Dia da Mulher do LusoPresse

«Dezasseis anos a valorizar o talento feminino»

Vitória Faria

Por Vitória Faria

O LusoPresse realizou mais uma vez a sua comemoração do Dia da Mulher, uma tradição que já tem dezasseis anos, razão pela qual foi esse o número de homenageadas. E para que houvesse continuidade nesta celebração, o jornal pediu às mulheres homenageadas em 2015 para escolherem uma para a festa deste ano, reservando-se a escolha da 16ª.

O Clube Portugal em Montreal foi o local escolhido para o jantar e a sua bela e ampla sala encheu-se completamente, mal deixando livre a pista de dança para que mais tarde a festa pudesse continuar numa soirée dançante animada por Júlio Lourenço.

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16° Dia da Mulher- Momento em que Carlos de Jesus, diretor do nosso jornal, recebia, na companhia de Norberto Aguiar, editor do LusoPresse e produtor da LusaQ TV, e de Ludmila Aguiar, apresentadora na LusaQ TV, a tela oferecida pela pintora Maria de Lurdes Sabino Cavaleiro.
Foto Jules Nadeau - LusoPresse

Finda a refeição, deliciosa e bem servida como sempre, Ludmila Aguiar, que já nos tinha exposto brevemente o programa da noite, convidou o diretor do LusoPresse, Carlos de Jesus, e o chefe de redação do jornal e diretor da LusaQ TV, Norberto Aguiar, para que fizessem um pequeno histórico desta celebração da mulher portuguesa.

Seguiu-se a chamada duma primeira homenageada do ano passado, Luísa Querido, para que viesse contar as razões da sua escolha. Porém, antes mesmo de o fazer, ela pediu que viesse à mesa uma mulher que sempre tem atuado na sombra, seja em prol do jornal, seja do programa de televisão, Anália Narciso. Só depois desta pequena homenagem ela revelou ter escolhido Fernanda Salgueiro e por uma razão muito simples: pelos seus 32 anos como conselheira social no Centro de Ação Sócio-Comunitária de Montreal e 20 anos de empenho como professora na Escola Português do Atlântico.

A convidada seguinte a apresentar a sua mulher foi Odete Cláudio que anunciou ter escolhido Olga Loureiro, uma senhora que apesar dos seus 83 anos continua a trabalhar ativamente nas diversas obras da Missão Santa Cruz, e isto desde a sua chegada ao Canadá há mais de vinte anos.

Jacinta Amâncio, a diretora da Caixa Desjardins Portuguesa declarou que a sua escolha recaia sobre Cristina da Silva, uma pessoa cheia de mérito na comunidade e que dirige dois infantários.

Foi então a vez de Paula de Vasconcelos apresentar a mulher sua escolhida, mas na realidade esta não precisava de apresentação, pois tratava-se de Joaquina Pires. Quem não a conhece no Plateau, assim como o seu trabalho junto da Câmara Municipal e a sua luta contra a pobreza?

A deputada do Partido Liberal do Canadá de St-Lambert/Brossard Alexandra Mendes achou que merecia a homenagem Elizabete Silva, não só pela sua dedicação à Escola Portuguesa de Brossard, mas também pelo apoio generoso que deu à sua campanha eleitoral.

Para Maria Fernanda Oliveira, outra mulher das quinze homenageadas no ano passado, a escolha recaiu sobre Inês Gomes. Ao longo de muitos anos esta senhora tem sido uma força muito ativa no Grupo Coral da Missão Santa Cruz.

Quanto a Sílvia Garcia quis dar a conhecer uma mulher que muito a estimulou, e que é talvez a mais jovem do grupo deste ano, Anabela Monteiro. Esta jovem é a assessora política de Jean Rousselle, deputado do Partido Liberal do Quebeque de Vimont, em Laval.

Ana Maria Rodrigues defendeu a sua candidata à homenagem deste ano, a Dr.ª Adélia Ferreira, como uma advogada que dedicou grande parte da sua carreira a defender os mais oprimidos da nossa sociedade, as mulheres e as crianças vítimas de violência doméstica.

Isabel dos Santos, como artista que é – teatro, cinema, televisão – escolheu por sua vez uma artista, esta da canção. São Medina, fadista que gravou vários discos e que canta também em francês e inglês, abriu o caminho a uma nova geração de cantores da nossa comunidade.

Julie Pereira, que não podia estar presente, fez-se representar por Raul Mesquita para dar a conhecer a sua escolhida. Tratava-se de Olga Raposo, a diretora da Escola Portuguesa de Laval, pela sua dedicação ao ensino da nossa língua.

Helena Loureiro, a chefe proprietária dos restaurantes PortusCalle e Helena, achou que era altura de tirar da sombra discreta em que sempre se manteve Júlia Soares, e contou como ela a ajudou nos seus princípios a achar os produtos que precisava para os seus restaurantes. A homenageada estava de férias em Portugal, mas estavam presentes as suas filhas Fátima e Manuela, que seguem elas mesmas os passos da mãe, gerindo com a mesma eficácia a empresa familiar (Épicerie Soares et Fils) e sempre com um sorriso para todos os clientes.

A escolha de Clementina Santos, uma das vozes do Radio Centre-Ville, recaiu sobre Alice Cabral Ribeiro. Mas, exatamente porque nesse dia tinha sido o funeral-nacional de Marie-Claire Kirkland-Casgrain, não pôde deixar de começar por uma homenagem a essa mulher de exceção que foi a primeira mulher deputada, ministra e juíza no Quebeque. Em seguida, a própria homenageada explicou a razão da sua participação desde há 10 anos na maratona do Hospital Geral Judeu, assim como a organização de jantares de gala, com o fim de angariar fundos para a pesquisa sobre os cancros femininos.

Coube a Cristina Paulino apresentar a última mulher escolhida por outra mulher e anunciou que era Maria de Lourdes Sabino Cavaleiro. Contou então como foi ela que lhe deu o gosto da língua através das peças de teatro que montava na escola portuguesa. Maria de Lourdes é pintora, mas este talento era um segredo quase desconhecido fora do círculo de amigos. Contudo, pudemos vê-lo patente no quadro que teve a gentileza de oferecer para ser vendido em leilão a fim de angariar fundos para o programa da LusaQ TV.

Foi então a vez do diretor do jornal, Carlos de Jesus, apresentar a escolha do LusoPresse: Nisa Remígio. Tendo nascido em Montreal dum pai açoriano e duma mãe lisboeta voltou para os Açores quando tinha apenas nove anos. Depois dos estudos e ter sido professora de português e francês, voltou para o Canadá onde estudou biologia e cinema. Tem trabalhado em documentários sobre a emigração, nomeadamente com Humberta Araújo (Os 50 anos da emigração portuguesa) e recentemente com Joaquina Pires. Digitalizou milhares de documentos respeitantes aos emigrantes açorianos e faz parte da organização do «Café com Letras», evento em que participam amantes de poesia de muitas nacionalidades. Em curta mensagem ela apelou a que não nos esqueçamos nunca das pioneiras, aquelas que abriram o caminho às gerações vindouras.

No final, Norberto Aguiar veio fazer os seus agradecimentos a António Moreira, presidente do Clube, à Caixa Portuguesa, assim como a todos os colaboradores do jornal e do programa televisivo; também deu um lamiré sobre os projetos para o futuro.

Clementina Santos leu então uma mensagem de Daniel Loureiro, que não pudera estar presente, e que enquanto Conselheiro das Comunidades Portuguesas aproveitou a ocasião para desejar as maiores felicidades à LusaQ TV, ao jornal LusoPresse, à celebração do Dia da Mulher, assim como a toda a equipa. Fez votos de grande sucesso para continuarem a informar a comunidade, aproveitando ainda para felicitar todas as mulheres homenageadas nesta festa.

Além do quadro oferecido por Maria de Lourdes Sabino Cavaleiro com acima dissemos, o qual foi adquirido por Joaquina Pires, houve outro presente. Helena Loureiro ofereceu um cupão válido para quatro pessoas para o restaurante Portus 360, o qual será inaugurado ainda este mês, e que foi arrematado pela Fátima e Manuela Soares.

Esta tradição do Dia da Mulher do LusoPresse que já dura há dezasseis anos tem-se renovado ao longo do tempo, procurando formas novas de homenagear as mulheres da comunidade portuguesa. Assim, já houve um ano dedicado às empresárias e outro às cantoras, por exemplo. Também tem contado com a presença de mulheres em destaque, como foram a Dr.ª Maria Barroso, primeira dama portuguesa e a Dr.ª Manuela Aguiar, antiga vice-presidente da Assembleia da República. Teve ainda presentes nos seus almoços e conferências deputados e ministros do governo, como Nathalie Rochefort e Lise Thériault, então ministra da Imigração e hoje vice-primeira-ministra. Decerto, para o próximo ano uma outra fórmula inovadora vai ser encontrada para honrar as Mulheres da Comunidade; enquanto este ano ainda há que festejar os 20 anos de existência do LusoPresse.

Destaque
O LusoPresse realizou mais uma vez a sua comemoração do Dia da Mulher, uma tradição que já tem dezasseis anos, razão pela qual foi esse o número de homenageadas. E para que houvesse continuidade nesta celebração, o jornal pediu às mulheres homenageadas em 2015 para escolherem uma para a festa deste ano, reservando-se a escolha da 16ª.
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