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rss  Vol. XX - Nº 346         Montreal, QC, Canadá - sábado, 24 de Outubro de 2020
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Editorial

Para acabar com o terrorismo

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

A notícia dos atentados em Bruxelas não surpreendeu muita gente, a começar pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel, cujas primeiras palavras foram: «Receávamos um atentado e foi o que aconteceu».

Uma vez mais os fanáticos do grupo armado Estado Islâmico resolveram passar ao ataque e desta vez não procuraram visar às cegas. O objetivo não eram as vítimas civis inocentes apenas. Desta vez procuraram atacar-se ao coração da Europa, à capital europeia de facto e ao coração do poder militar que é a NATO. Os dois alvos visados foram mais que significativos. Primeiro, o aeroporto internacional por onde passam diariamente milhares de diplomatas, parlamentares, militares e funcionários. Segundo, a estação de metro que dá acesso ao bairro das embaixadas, mas sobretudo que fica a dois passos dos edifícios onde se encontram a Comissão Europeia, o Conselho da Europa e o Parlamento Europeu e não muito longe do quartel-geral da NATO.

Foi, portanto, um ataque com um objetivo político e militar. Um objetivo para destabilizar a Comunidade Europeia e por extensão todo o mundo ocidental.

Isto no dia seguinte às declarações incendiárias que a presidente do Partido Front National da França, Marine Le Pen fez aqui em Montreal, contra a política canadiana e quebequense no que respeita ao multiculturalismo, à entrada dos refugiados sírios e à independência do Quebeque.

Apesar de toda a aversão que aquele partido xenófobo, antissemita e racista nos causa, há um aspeto do seu discurso com o qual somos inclinados a aderir. Isto é, à falta de princípios que anima uma boa parte da classe política ocidental no que diz respeito aos movimentos terroristas islâmicos e à forma de os combater. É que para se ganhar esta guerra ideológica e religiosa não se pode pactuar de forma alguma com o inimigo. E o inimigo não é apenas o chamado Estado Islâmico com todos os terroristas que eles têm vindo a formar nos seus campos de treino do Iraque e da Síria (quase todos eles nascidos e criados no Ocidente), mas são sobretudo todos esses pregadores de Alá que têm vindo a cultivar o ódio pelo Ocidente, e que são eles quem procura arregimentar os soldados da jihad para vingar todos os «ultrajes» que o Ocidente «tem feito» à religião de Maomé.

Ora estes pregadores são quase todos eles oriundos da Arábia Saudita ou pelo menos financiados pelos petrodólares daquela monarquia totalitária. É mais que tempo que o Ocidente comece por cortar todas as relações diplomáticas e comerciais com aquele estado medieval propriedade da família Saudita, onde as mulheres são tratadas como crianças menores que nem sequer podem conduzir um carro, andar de bicicleta ou saírem sós sem a companhia dum homem da família e muito menos andarem de cabeça descoberta.

É mais que conhecida a razão pela qual os sauditas financiam estes pregadores fanáticos que querem que todo o mundo viva como no tempo do profeta. A esta doutrina dá-se o nome de Wahhabismo, uma corrente religiosa rigorista, criada no século XVIII. Para conterem a paz no interior das suas fronteiras, os dirigentes sauditas fizeram um pacto com aqueles fanáticos. Estes aceitam o domínio dos Sauditas sobre aquele estado, e o estado financia as escolas corânicas por todo o mundo.

E é assim, como o dinheiro do petróleo tem vindo a espalhar pelo mundo fora, incluindo aqui no Canadá, as escolas corânicas, as livrarias e os cursos de wahhabismo onde se ensina, sobretudo, o ódio aos infiéis do ocidente, aos «cruzados» que é a designação que aqueles fanáticos nos dão.

Portanto, chegou a altura de todos os países ocidentais fecharem essas escolas, expulsarem esses pregadores do ódio e cortarem as relações económicas com todos os países que, direta ou indiretamente, financiam o terrorismo internacional.

Os nossos dirigentes políticos devem ter a coragem política de fazer frente a esses países retrógrados, cortar-lhes os víveres, e não se deixarem embalar pelas palavras melífluas dos mercadores de armas que estão prontos a vender a própria mãe para fazerem dinheiro.

Enquanto esse dia não chegar, a evangelização wahhabista vai continuar a criar prosélitos, esses loucos de Alá que estão prontos a imolar-se para ganhar o paraíso onde os esperam 72 virgens…

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A notícia dos atentados em Bruxelas não surpreendeu muita gente, a começar pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel, cujas primeiras palavras foram: «Receávamos um atentado e foi o que aconteceu».
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