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rss  Vol. XX - Nº 346         Montreal, QC, Canadá - sábado, 28 de Março de 2020
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Coisas divertidas da nossa política

Osvaldo Cabral

Por Osvaldo Cabral

Sentido de oportunidade I – Há mais de cinco anos que  se vem falando do fim das quotas leiteiras.

Há um ano que elas acabaram.

E só agora, a seis meses de terminar o mandato, é que o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, descobriu que a agricultura açoriana está a caminho de uma «tempestade perfeita».

Está perdoado. 

É que a região continua a não possuir os radares de meteorologia. 

                                           ***

Sentido de oportunidade II – Vamos ter eleições regionais daqui a seis meses. 

O líder do PSD-Açores, Duarte Freitas, apercebendo-se da importância do momento, resolveu fazer forte campanha... na Califórnia! 

                                           ***

Sentido de oportunidade III – Já imaginaram o Ministro da Economia a percorrer o estrangeiro para apresentar a mudança do nome da TAP? 

E o Ministro britânico dos Transportes a percorrer o mundo para apresentar a mudança de nome da British Airways?

E o Secretário de Obama a fazer o mesmo com a United Airlines?

Pois é, aqui nos Açores temos esta originalidade. 

Um Secretário Regional, que não tem mais nada para oferecer, anda há mais de um mês numa roda viva a apresentar a mudança do nome da SATA Internacional. 

O próximo «road show» é na Feira dos Brinquedos.

                                                       

                                          ***

Sem sentido de oportunidade I – O ex-líder do CDS-PP, Paulo Portas, só agora descobriu que o governador do Banco de Portugal não está no lugar certo.

Isto depois de ter apoiado a recondução de Carlos Costa, enquanto membro do governo anterior.

Benvindo à cidadania.  

O cidadão Paulo Portas só vem provar que, fora dos partidos, a realidade do país é bem diferente. 

                                                   

                                         ***

Sem sentido de oportunidade II – Passos Coelho parece Cavaco Silva no seu pior.

O líder do PSD mandou que votassem contra o apoio financeiro, inscrito no Orçamento de Estado, aos refugiados na Turquia, que ele próprio se comprometeu no governo anterior.

Alguém devia dar-lhe uma bengala. 

Os invisuais, quando querem passar para o outro lado, geralmente tropeçam se não pedem ajuda. 

                                               

                                         ***

Sem sentido de oportunidade III – O novo PR deixou o país embevecido com os seus números à Marcelo. 

Até quem vociferou os maiores impropérios à sua candidatura, durante a campanha eleitoral, aplaudiu o homem de pé e rendeu-se de joelhos às cerimónias populares destes dias.

A hipocrisia, na política portuguesa, é muito maior que um melão...

                                            ***

Oportunidade para estar calado I – Ricardo Rodrigues justifica a sua candidatura à presidência do Conselho de Ilha de S. Miguel por ser «um cidadão da sociedade civil»!

Ao que chegamos.

Os políticos, enterrados até ao pescoço nos partidos e nos cargos para que foram nomeados, já nem se assumam como pertencentes à classe política, à casta partidária, à oligarquia da escolha dos lugares.

Querem ocupar, também, o espaço da sociedade civil.

É cada artista.

                                            ***

Oportunidade para estar calado II – O conceito do Ministro da Economia no aumento dos impostos é uma verdadeira arte circense. 

O iluminado governante, se pudesse, proibia os portugueses de irem a Espanha abastecer de combustível as suas viaturas.

Estão a imaginar Sérgio Ávila a pedir aos açorianos para não viajarem nas low-cost, para não darem dinheiro a empresas estrangeiras?! 

Temos outro artista.

                                            ***

Oportunidade para estar calado III – Sete juízes de Lisboa acham que uma Região – que a Constituição diz ser Autónoma – com 240 mil almas, não tem capacidade para gerir o seu mar. 

Sete pessoas contra 240 mil.

Estão a imaginar os sete magníficos a recusarem aos lisboetas gerirem o rio Tejo?

Grandes artistas. 

                                            ***

Conclusão da diversão – 40 anos depois, o que é que a Autonomia produziu? 

Pescadores em resgate, agricultores em resgate, construção civil falida, indústria tradicional desaparecida, ilhas pequenas desertificadas, desemprego a dar com um pau...

Ninguém vai ter vergonha de nos pedir o voto em outubro próximo?

Crónica
Sentido de oportunidade I – Há mais de cinco anos que  se vem falando do fim das quotas leiteiras.
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Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
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