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rss  Vol. XX - Nº 345         Montreal, QC, Canadá - sábado, 28 de Março de 2020
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Nova época da Major League Soccer

Vinte equipas à procura de um título

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

A nova época da Major League Soccer já começa domingo, com a realização da primeira de uma competição que conta com 34 jornadas, referentes, claro, à participação de 20 equipas, 10 em cada zona, Este e Oeste. Será o último ano que a Major League Soccer contará com 20 clubes, pois em 2017 juntar-se-ão mais duas formações, o Atlanta United FC e o Los Angeles FC. Um ano depois, será a vez de se juntar o Minnesota United FC, já para não falar no clube de David Beckham, a nascer na cidade de Miami e que tem como prazo de entrada na liga o ano de 2020.

É, está bem de ver, uma liga que está a crescer exponencialmente. E recordar que em 1994, ano do Campeonato do Mundo nos Estados Unidos, esta liga era zero, embora houvesse já planos para que surgisse, de resto como garantia dada à FIFA, no rescaldo do Mundial.

A MLS, para quem ainda não saiba, começou a sua atividade em 1996, ano do aparecimento deste jornal. E começou com 10 equipas, pouco, como foi visto na altura, o que deu azo a que logo se dissesse que esta liga não teria muito futuro. Afinal, 20 anos depois ela aí está de vento em popa, cheia de vitalidade e com um futuro como nenhuma outra liga no mundo. Já aqui dissemos: que país está em condições de formar equipas altamente profissionalizadas em tão poucos anos, sobretudo quando nesse país há muitos outros desportos de primeiro plano? Só mesmo nos Estados Unidos!

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Depois de muita especulação, o grande Didier Drogba está de volta ao Impacto.

Como adepto de futebol, isto regozija-nos, sobretudo quando nos vem à ideia que, em 1975, quando aqui chegámos, o futebol era uma modalidade desportiva de terceira ou quarta ordem... Nunca nos cansaremos de dizer, e prever, que o futebol nesta parte do mundo ainda há de dar cartas à Europa...

Que época para o Impacto?

O Impacto de Montreal entra este ano na sua quarta temporada na MLS. E em três anos, dois o Impacto chegou à fase eliminatória de fim de época. Muitas equipas, como por exemplo o Toronto FC, com o dobro de anos nesta liga, não conseguiram sequer metade do que fizeram os montrealenses.

Em 2015, o Impacto realizou a sua melhor participação nesta importante divisão de futebol, a mais potente do continente norte-americano. Foi à final da Liga de Campeões da CONCACAF, embora perdendo para o América, o clube mais popular do México, e chegou à segunda eliminatória de fim de temporada da Major League Soccer, onde foi eliminado pelo finalista Columbus Crew. Uma carreira só manchada pela perda do título de campeão do Canadá, ganho pelo seu rival Whitecaps de Vancouver.

Agora, para 2016, o Impacto é obrigado a fazer melhor, isto sob pena de retroceder. Para já a equipa reteve os jogadores que queria, com Didier Drogba à cabeça, e reforçou-se com atletas de calibre, como seja o caso de Ontivero, vindo do Galatasaray da Turquia depois de ter feito parte da sua formação no Real Madrid.

A maior incógnita estará na figura do treinador, Mauro Biello, um homem cheio de qualidades humanas, mas estará vocacionado para liderar um grupo de jogadores altamente profissionalizados e cheios de vícios no decorrer de uma época inteira?

Se o Impacto começar a ganhar, como aconteceu na parte final da época passada, pode ser que Mauro Biello conquiste a confiança e o respeito dos seus subordinados. Mas se os pontos começarem a escassear, como vão eles reagir? Substituir um treinador por um determinado período de tempo, sobretudo quando não há nada a perder, não é a mesma coisa que assumir uma equipa para orientar durante uma temporada inteira, longa e desgastante.

Oxalá que, para a equipa e para os adeptos, Mauro Biello seja o treinador certo para liderar o Impacto, isto na medida em que ele bem o merece, não fosse Biello um homem cheio de qualidades, merecedoras, por isso, de que tenha êxito no seu trabalho.

Um campeonato sem favoritos

Ao invés do que acontece na quase totalidade dos países onde o futebol é rei e senhor, o campeonato da MLS não tem favoritos declarados à partida. Veja-se o caso do atual campeão, o Timbers de Portland. Trata-se de uma equipa de uma cidade pequena e sem grandes nomes internacionais. Mas forte do apoio de um público entusiasta e entusiasmante – o seu estádio de 21 mil pessoas está sempre repleto de adeptos, tornando-se num dos estádios mais espetaculares de toda a liga –, o Timbers ganhou pela primeira vez a competição em 2015, mandando às malvas as equipas La Galaxy, da poderosa cidade de Los Angeles – a segunda cidade dos Estados Unidos, só batida por Nova Iorque – e o Sounders de Seattle, a vizinha rival, com a maior média de espetadores por jogo – acima dos 40 mil! –, isto na Zona Oeste apenas.

É por isso que mesmo o Impacto, nesta liga, tem algumas hipóteses de chegar longe na competição, agora que é uma formação com mais traquejo, pois já conhece o terreno que pisa.

Não, não temos o Impacto como favorito ao título. Esse favoritismo ficará para outras equipas, mesmo da zona Este, da qual faz parte o Impacto de Montreal. Uma delas, porque não?, seria o Toronto FC, uma das organizações mais ricas da MLS e que conta com um lote de belos jogadores. Consiga o Toronto FC reforçar a sua defensiva e nada nos admiraríamos que os torontoenses pudessem chegar longe este ano. Para mais, como reforço do interesse à volta da equipa, os dirigentes vermelhos foram obrigados a aumentar a capacidade do estádio, que passou dos 21 mil espetadores em 2015 para um pouco mais dos 30 mil atuais.

Outra equipa que nos parece muito equilibrada e por isso com possibilidades de dar nas vistas é o Sporting Kansas City, que por acaso foi buscar o Nuno André Coelho à Turquia, ele que já jogou em clubes como o Porto e o Sporting... Outro reforço nesta formação, acaso as lesões o deixem em paz, é Justin Mapp, o jogador de melhor recorte técnico que jamais passou pelo Impacto.

Mas as boas equipas na MLS abundam, razão porque é difícil fazer prognósticos. Já falámos na La Galaxy, que foi a Itália buscar o holandês do Milão Nigel de Jong e à Bélgica buscar Jelle Van Damme (Standart de Liège), para juntar, vejam só, a Giovani dos Santos, Steven Gerrard, Robbie Keane, entre outros craques. Já o Sounders, que adquiriu o prodígio norte-americano Jordan Morris, perdeu um dos seus melhores elementos, Obafemi Martins (China), que fazia uma dupla temida juntamente com Dempsey, o capitão da Seleção dos Estados Unidos, continuará a ser tida em consideração. Mas há, nesta zona mais equipas com imenso potencial. Por exemplo, o Dallas FC e, porque não, o Whitecaps de Vancouver.

Na Zona Este, para além do Toronto FC, há o Nova Iorque City, com as vedetas Villa, Lampart e Pirlo. Esta equipa, este ano mais rodada, poderá fazer das suas. A dúvida vem do seu treinador, o cabo-verdiano-francês Patrick Vieira, que deixou as reservas do Manchester City para pegar nesta equipa, sua irmã gémea, pois pertence, em parte, ao mesmo proprietário. Há ainda a equipa do Orlando, onde Kaká continuará a fazer das suas. Com ele está a grande vedeta canadiana, Cyle Larin, um jovem avançado que nos próximos anos vai dar muito que falar. A terminar a pré-época, Orlando City goleou o Bahia do Brasil por 6-1! Recorde-se que neste clube está o português Rafael Ramos, um dos poucos portugueses com sucesso nesta liga. Já o seu colega Estrela, nascido em Angola, mas com passagens pelas seleções jovens portuguesas, acaba de ser dispensado.

Outra equipa que na temporada passada deu nas vistas apesar do seu jovem plantel e que gostaríamos de ver ao mesmo nível, se possível chegando-se ainda mais acima, é o Nova Iorque Red Bull, que ganhou o Campeonato mas, na Taça, prova rainha da liga, viu-se eliminada nas meias-finais de zona pelo Columbus Crew. Particularmente interessantes foram as vitórias sobre o Benfica (2-1) e a goleada (4-2) que infligiu ao Chelsea de José Mourinho no verão passado mesmo se alinhou com as segundas escolhas.

DC United, a segunda equipa mais vitoriosa da MLS, só atrás da La Galaxy, e o Revolution da Nova Inglaterra, de quem gostamos particularmente, continuam a prometer mas a não dar quase nada. No caso do Revolution, que há dois anos perdeu a final para a La Galaxy, continua a somar finais perdidas, mas com um ano de 2015 para esquecer.

Pontapé de saída

Jogos das equipas canadianas para domingo, na disputa da primeira jornada:

Em Vancouver, às 17h30, com jogo a ser transmitido pelo canal TSN, defrontam-se Whitecaps x Impacto.

Já o Toronto FC bate-se contra o Nova Iorque Red Bull, em Nova Jersey, também domingo, às 13h30.

Desporto
A nova época da Major League Soccer já começa domingo, com a realização da primeira de uma competição que conta com 34 jornadas, referentes, claro, à participação de 20 equipas, 10 em cada zona, Este e Oeste. Será o último ano que a Major League Soccer contará com 20 clubes, pois em 2017 juntar-se-ão mais duas formações, o Atlanta United FC e o Los Angeles FC. Um ano depois, será a vez de se juntar o Minnesota United FC, já para não falar no clube de David Beckham, a nascer na cidade de Miami e que tem como prazo de entrada na liga o ano de 2020.
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