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rss  Vol. XX - Nº 345         Montreal, QC, Canadá - sábado, 28 de Março de 2020
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Na Associação Portuguesa do Canadá

«Poker night» bem conseguido

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

O Luís Timóteo, conhecido treinador de futebol juvenil na comunidade, já organiza esta noite de poker na Associação Portuguesa do Canadá há três anos a esta parte. E segundo o que sabemos, esta promoção tem vindo a crescer de nível ano após ano, com mais participação popular, de portugueses, mas também de muitos outros jogadores e jogadoras de outras origens, sobretudo de gregos e italianos, como o jornalista pode testemunhar.

Em anos anteriores, a equipa do Luís Timóteo contava, para além dos habituais colaboradores, com a presença de Simão Mendes, agora a viver em Portugal onde, segundo nos informaram, estará seguindo um curso de treinador de futebol. Desta vez, aquele importante elemento foi substituído pelo Tony Carvalho, um jovem empresário de sucesso e que muito recentemente se associou ao Luís Timóteo.

Poker Vencedor DSC_2079.JPG
A alegria do vencedor, Roberto Amaral.
Foto  - LusoPresse

Assim sendo, ambos puseram mãos a este terceiro «Poker nigth» e fizeram dele um êxito muito engraçado. Para além disso, que saibamos, eles inovaram desta vez com a realização de um antecipado jantar-volante de grande qualidade, onde se podia comer de tudo, da galinha ao peixe, passando pela bela feijoada, tudo preparado na perfeição pelas gentes da Associação, já com marca feita, diga-se em abono da verdade, nos jantares das sextas-feiras da Associação. Para quem quisesse, e pudesse, a fartura era desmedida... Não admira por isso que a «sala baixa» da Associação, chamemo-la assim, estivesse plena de gente para jantar, com alguns e algumas a entrarem já no decorrer do repasto, revezando-se. Não contámos, mas houve para cima da centena de convivas que aproveitou para degustar o belo jantar.

«Profissionais e amadores»

Ainda alguns davam as últimas garfadas ou tomavam os últimos golos de cerveja ou vinho, não importa, e já os organizadores davam sinal de que a sessão de poker ia começar na «sala alta» da Associação. E como estávamos ali para assistir «ao jogo», também subimos a meia dúzia de escadas que medeiam uma sala da outra.

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Momento em que os finalistas se preparam para o «assalto» final.
Foto  - LusoPresse

À entrada foi-nos pedido o bilhete de jogador da soirée pelas duas jovens sentadas à mesa da porta da sala. Nesse instante, o Luís Timóteo veio em nosso socorro: – Não, este senhor não é jogador. Ele vem para assistir como jornalista. Com a Anália a meu lado, entrámos e logo fomos buscar duas cadeiras para nos sentarmos à espera do «apito do árbitro» para começo da jogatana da noite.

A sala estava bem organizada. Dez eram as mesas dispostas nas laterais. Uma ao centro. O resto do espaço dava para as pessoas passarem de uma parte a outra sem empecilhos. O bar, agora restaurado, tinha um voluntário, provavelmente um dirigente da Associação para servir quem tivesse sede pela noite dentro. E pode dizer-se que sem ser espetacular, o movimento no bar se intensificou. E ainda bem, pois estes organismos, devido às despesas que têm, precisam de recursos financeiros... Ainda ao centro, por sobre o palco, um grande relógio, que daria o tom de cada partida...

As cartas rolam...

Dada a voz de comando, não sem que o coordenador da noite fizesse o ponto da situação de como tudo se desenrolaria, os jogadores debruçaram-se sobre as mesas de poker à procura do prémio taluda, avaliado em 800 dólares.

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O quarteto organizador.
Foto  - LusoPresse

Evidentemente que a maioria das pessoas que ali estava era para se divertir, para ver até que ponto os 20 ou 30 dólares postos de lado as levaria no decorrer da noite... Uns dar-se-iam por satisfeitos se conseguissem aguentar meia hora à mesa. Outros uma hora, e assim sucessivamente. Sensação inesperada foi para aqueles e aquelas que logo começaram por ganhar alguns «jetons» mas que tão depressa se viram sem «tostão»...

Entretanto, é justo dizer que as mesas, desta vez e ao contrário do primeiro ano, em que estivemos presentes como repórter da LusaQ TV, elas estavam completas e completas ficaram até ao momento do tudo ou nada do sempre imprevisível momento da eliminação... De 10 mesas, duas não foram utilizadas desde o princípio, com o tempo elas foram ficando despidas, pois os seus melhores jogadores foram se juntando de mesa em mesa, até apurar os 10 melhores jogadores da noite, de forma a reuni-los na mesa de todas as decisões.

Roberto Amaral, o vencedor

Sob a direção do croupier de origem portuguesa Sérgio Linhares, que haveria de se revezar com um outro companheiro, a mesa dos 10 melhores jogadores foi, também a seu tempo, ficando reduzida, até ficarem somente três jogadores, dois deles (Vítor Carneiro e Roberto Amaral) já com cartaz na comunidade, segundo a opinião de quem os conhece.

Verdade se diga que desde o início do certame e quando andávamos de mesa em mesa para apreciar quem jogava e como se jogava, aqueles dois elementos logo nos chamaram a atenção, por terem mais facilidade, digamos assim, no arriscar das apostas.

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No final da competição, que se tem de dizer decorreu muito bem, porque todos os presentes se respeitaram, é também verdade, tínhamos a sensação de que o vencedor só poderia sair do duo Roberto Amaral e Vítor Carneiro. No entanto, entre os dois, a nossa aposta inclinava-se mais para este último, o grande animador da noite na maior parte do tempo.

Afinal, acabou por ser vencedor Roberto Amaral, que nos momentos finais melhor soube arriscar nas suas apostas, deixando os seus dois adversários longe do seu palmarés... Além disso, Alexandre Remelgado, o mais jovem dos três jogadores, que estava a dar grande réplica aos seus antagonistas ao ponto de se crer na sala que podia vencer a contenda, cometeu um erro imperdoável em momento decisivo que logo lhe valeu cair para o terceiro lugar...

Mas, pelos vistos, os três jogadores acabaram por respeitar a ordem classificativa final mesmo se os prémios tinham significativa diferenciação, mormente em relação ao primeiro lugar, sortido de um cheque de 800 dólares quando o segundo levou 400$ e o terceiro 300$.

Refira-se que houve prémios até ao décimo lugar, mas não em numerário.

Esta sessão do «Poker nigth» de sábado passado na Associação Portuguesa do Canadá, que por sinal gostámos de ver muita animada de gente, e organizada por uma equipa chefiada por Luís Timóteo e Tony Carvalho, terminou com os ponteiros do relógio a assinalar as duas horas da madrugada...

Finalmente, uma frase para dizer que todo este trabalho teve, e tem, a ver com a criação da Academia de Futebol posta de pé recentemente pelos nossos jovens compatriotas Luís Timóteo, Tony Carvalho e seus colaboradores.

Destaque
O Luís Timóteo, conhecido treinador de futebol juvenil na comunidade, já organiza esta noite de poker na Associação Portuguesa do Canadá há três anos a esta parte. E segundo o que sabemos, esta promoção tem vindo a crescer de nível ano após ano, com mais participação popular, de portugueses, mas também de muitos outros jogadores e jogadoras de outras origens, sobretudo de gregos e italianos, como o jornalista pode testemunhar.
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