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rss  Vol. XX - Nº 345         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
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Editorial

O partido acima do país

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

Para quem tem seguido o debate político provincial, sem se deixar arrastar pelo seguidismo partidário, não pode deixar de considerar como afligentes as posições dos dois líderes da Oposição na Assembleia Nacional do Quebeque.

À falta de melhor argumento para criticarem o governo do Partido Liberal, tanto o senhor Pierre-Karl Péladeau do Parti Québécois (PQ) como o senhor François Legault da Coalition Avenir Québec (CAQ) há várias semanas que têm vindo a bater no mesmo prego, isto é, que o primeiro-ministro, Dr. Philippe Couillard, é um mau gestionário e que não soube negociar como devia com a empresa Bombardier quando decidiu investir 1,3 milhar de milhões de dólares no projeto do novo avião da «C-Séries».

Evidentemente que o melhor teria sido que o governo do Quebeque não tivesse precisado fazer uma injeção tão maciça de fundos naquele fabricante de aviões. Mas atendendo às dificuldades financeiras e à perspetiva pouco animadora de levar a empresa à falência com a perca de milhares de empregos bem remunerados num setor da alta tecnológica, o governo do Quebeque não teve outro remédio senão de abrir os cordões à bolsa.

É preciso lembrar que uma das principais causas da crise com a construção deste avião, apesar de todos os conhecedores considerarem como um dos mais avançados em termos de economia, de barulho e de conforto, é o facto de não ter havido muitos compradores para este novo tipo de avião. Por conseguinte, vai do interesse de todos os quebequenses e todos os canadianos que esta empresa consiga o sucesso esperado e para tal é preciso insistir na promoção da superioridade tecnológica deste aparelho.

Se os líderes da Oposição tivessem realmente a peito os interesses do país e de todos os trabalhadores que dependem do sucesso da «C-Séries» não andavam a apregoar por todas as tribunas públicas que o governo fez um mau investimento neste avião.

Isto equivale a dizer que o governo apostou num cavalo coxo. Como é que querem que os estrangeiros se interessem por este novo aparelho se os próprios dirigentes do Quebeque não se cansam de o denegrir?

Conclusão, a partidarite aguda está pronta a afundar o barco se isso ajudar a levar a água ao seu moinho.

É triste, mas é verdade. O partido acima do país!

Editorial
Para quem tem seguido o debate político provincial, sem se deixar arrastar pelo seguidismo partidário, não pode deixar de considerar como afligentes as posições dos dois líderes da Oposição na Assembleia Nacional do Quebeque.
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