logo
rss  Vol. XX - Nº 345         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 30 de Março de 2020
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContactos arrowÚltima hora arrowClima arrowEndereços úteis
Partilhe com os seus amigos: Facebook

A nova imagem da SATA

Osvaldo Cabral

Por Osvaldo Cabral

A SATA Internacional tocou a finados no passado fim de semana com o anúncio, nos EUA, da nova Azores Airlines e da vontade de disponibilizar mais 50 mil lugares para a rota de Bóston.

Fez bem a administração da empresa em apresentar a nova imagem junto da nossa comunidade, que tem sido bastante sacrificada com uma política de tarifas pouco realista e com um serviço de duvidosa qualidade, onde não faltam queixas e lamentações de muitos dos açorianos ali radicados.

Esta aproximação e este contacto mais afetivo com a diáspora é sinónimo de ventos de mudança, a que certamente não é alheia a sensibilidade do novo presidente da companhia.

A necessidade de uma maior aposta neste mercado era coisa que toda a gente via a olho nu, menos a anterior administração da SATA.

Mas esta aposta não se faz apenas com uma mudança de nome.

Já nem se põe em causa o gosto pelo desenho do cachalote com rabo verde, o que levou a empresa a atribuir a conceção da nova imagem a uma agência de comunicação que é a mesma que fez a desastrosa campanha eleitoral do PS de António Costa (quem foi o intermediário? qual foi o critério? foi por concurso público ou por ajuste direto? e quanto custou?), ou se faz sentido um membro do governo apresentar a nova imagem de uma companhia aérea, quando não se vê isto em mais lado nenhum do mundo, nem mesmo aqui ao lado com a TAP...

Não bastam discursos e profissões de fé.

A nova imagem faz-se com novas ofertas de qualidade, como muito bem salientou o Presidente da SATA, desde logo com tarifas mais realistas, mais conforto nos aviões, melhor tratamento no serviço prestado aos emigrantes e mais respeito por uma comunidade que deveria beneficiar das mesmas condições que os açorianos aqui residentes.

Estas últimas condições estão bem encaminhadas, com a aquisição do novo avião A330, e com a nova política de proximidade implementada pelo novo representante da companhia em Fall River, provando que há quadros da empresa que são muito melhores do que a maioria dos administradores.

Falta agora o resto.

E o resto tem a ver com a revisão do tarifário – até porque agora vai ter a concorrência da TAP em Bóston, perdendo o mercado dos continentais –  e com uma maior coordenação na sede da companhia, evitando erros operacionais, como aconteceu nos últimos dois verões, originando atrasos inconcebíveis e cancelamentos inexplicáveis na rota das Américas.

A presença da TAP em Bóston até pode ser benéfica, espevitando o Grupo SATA para inovar neste destino e olhar com outros olhos um mercado tão mal trabalhado e tão desprezado nos últimos anos, com inúmeras asneiras protagonizadas pela anterior administração e tutela.

Basta, apenas, ter mais sentido empresarial.

E menos ingerência política.

                                                              ****

ELOGIO AO ENTENDIMENTO – Quando dois políticos, de partidos diferentes, se entendem, é meio caminho andado para termos o paraíso na terra.

A cimeira entre os governos dos Açores e da Madeira, que permitiu desbloquear uma desavença tonta de vários anos, já começa a dar frutos.

O entendimento entre os responsáveis da Saúde, de ambos os governos, é uma decisão que se saúda e representa um excelente exemplo de como é possível os dois arquipélagos, unidos nas suas ambições, apesar das diferenças políticas, irem mais longe na nossa caminhada autonómica.

A deslocação do Secretário Regional das Pescas à Madeira, com um grupo de cientistas e empresários, já tinha sido uma aragem fresca nas relações políticas entre os dois arquipélagos.

É uma das melhores notícias dos últimos anos.

                                                                 ****

O FIM DA LAVOURA? – O cenário pós-quotas é desolador, em todos os sentidos.

Ninguém se preparou devidamente e a intervenção do Ministro da Agricultura durante o encontro sobre o Congresso do Milho, em Ponta Delgada, foi um desastre.

O leite pesa mais de 70% no mundo da nossa agropecuária, que por sua vez já representa quase metade da nossa economia.

E não vale a pena atirar mais dinheiro para cima do problema, porque não resolve o fundo da questão.

Ao não tratar, com o devido tempo, os problemas que agora estão a entrar pela porta dentro, onde até se pratica dumping com leite de outros países europeus, os Açores vão sofrer nos próximos tempos uma grave crise na absorção de empregos e na criação de riqueza neste setor em decadência.

Poderá não ser o fim da lavoura, mas nunca mais será como dantes.

Tudo porque não se acordou a tempo.

Crónica
A SATA Internacional tocou a finados no passado fim de semana com o anúncio, nos EUA, da nova Azores Airlines e da vontade de disponibilizar mais 50 mil lugares para a rota de Bóston.
A nova imagem da SATA.doc
no
O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020