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rss  Vol. XX - Nº 345         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 07 de Julho de 2020
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A LusaQ TV versus comunidade

Não tem sido fácil o projeto LusaQ TV, que assumimos vai para três anos. Questões financeiras, por falta de apoio publicitário, têm sido o nosso maior problema, como sempre acontece de resto com qualquer projeto de envergadura. Quando, do nosso ponto de vista, tudo poderia ser menos complicado se houvesse mais colaboração da parte de quem tem condições naturais para o ajudar. Mas, por falta de interesse, de visão, ou outros, a verdade é que temos feito das «tripas coração» para aguentar o barco ao cimo da água... E nessa safra contamos com algumas (muito poucas) colaborações. Sem elas, claro que já nos tínhamos afundado.

O programa LusaQ TV continua no ar, apesar das dificuldades, porque somos teimosos, porque temos uma equipa competente e dedicada, porque somos um homem de comunidade, e porque não gostamos de começar um projeto e deixá-lo cair a meio. Mas, nestas circunstâncias, a que preço? Valerá, depois de dito isto, a pena continuar?

Telefonema de Joliette

LUSAQ TV Ludmila Carlos do Rio.jpg

Vale a pena continuar porque o programa é acarinhado pelas pessoas da comunidade, que não se fazem rogadas em nos parar na rua para dizer o quanto gostam do que faz e apresenta a LusaQ TV. Dos programas e dos colaboradores, alguns deles merecendo rasgados elogios, seja pela facilidade com que lidam com a pressão de estarem diante das câmaras, seja pela qualidade dos assuntos trazidos a público. Neste domínio, pese embora haver aqui e ali algo a melhorar, a verdade é que estamos (moderadamente) satisfeitos.

Essa satisfação vem, acima de tudo, como aliás já deixámos dito, da força que nos dá o público que nos segue cada semana. Como faz fé, ainda há poucos dias, um telefonema que recebemos de Joliette, uma cidade na região de Lanaudière – a mais de 100 km de Montreal, no interior centro do Quebeque.

Com efeito, Joaquim Nunes, homem já reformado e a viver naquela cidade por força de um segundo casamento foi quem nos ligou. «Cheguei a ser casado com uma açoriana – por ele ser do continente e saber das nossas origens – e agora vivo aqui, de resto muito feliz, com a minha mulher quebequense, natural desta região», haveria ele de nos dizer logo antes de acrescentar que «Gosto muito do vosso programa. Tem bons colaboradores. Aquela rapariga é sua filha...».

Esta conversa telefónica com o senhor Joaquim Nunes, que passou de surpresa para um diálogo mais amplo, acabou por versar sobre as suas origens, a sua vinda para o Canadá, a sua família, o seu trabalho, e agora a sua reforma. Todas estas questões, prometemos ao nosso compatriota, que ficariam somente entre nós.

Já a terminar, Joaquim Nunes ainda nos acrescentaria que vê todos os dias a televisão portuguesa – a RTP –, porque agora tem muito tempo disponível. Também nos disse que tem pena que a LusaQ TV tenha deixado de apresentar a telenovela «Pai à força»; e que se tivesse uma sugestão a fazer era que a LusaQ TV passasse a apresentar um episódio semanal de uma qualquer telenovela, fosse ela portuguesa ou brasileira. Dissemo-lo, naturalmente, que nas condições atuais isso seria inviável, com muita pena nossa, claro.

Eis porque é que apesar das dificuldades financeiras por que passa a LusaQ TV, continuamos a dar vida a este projeto televisivo virado, totalmente, para o entretenimento da comunidade.

Norberto Aguiar, produtor

Comunidade
Não tem sido fácil o projeto LusaQ TV, que assumimos vai para três anos. Questões financeiras, por falta de apoio publicitário, têm sido o nosso maior problema, como sempre acontece de resto com qualquer projeto de envergadura. Quando, do nosso ponto de vista, tudo poderia ser menos complicado se houvesse mais colaboração da parte de quem tem condições naturais para o ajudar. Mas, por falta de interesse, de visão, ou outros, a verdade é que temos feito das «tripas coração» para aguentar o barco ao cimo da água... E nessa safra contamos com algumas (muito poucas) colaborações. Sem elas, claro que já nos tínhamos afundado.
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