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rss  Vol. XX - Nº 343         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 01 de Abril de 2020
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Um Pouco de História sobre a Índia...

– A chegada de Vasco da Gama e outros navegadores portugueses!

Em Jeito de Pequena Introdução (Parte I)

Fernando Pires

Por Fernando Pires

Antes de entrar diretamente no cerne do assunto que nos interessa, tentaremos dar um pequeno apanhado histórico da Índia, antes do século XIV. Certos estudiosos debruçaram-se sobre as múltiplas formas e períodos glaciários que ocorreram durante milhões de anos nesse continente, e não só aí, como, por exemplo, alguns duma duração de 600 milhões de anos na região do Saara. Do chamado éon Pré-Cambriano, que representa 7/8 da história da Terra, pouco se sabe. Temos mais vestígios das eras que se seguiram, como a era Pérmica ou Permiana, duma duração de 200 milhões de anos, assim como dos períodos Mioceno e Plioceno, seguindo-se-lhe o Holoceno ou Holocénico, este o mais recente, que se iniciou há 11 500 000 anos e vem até ao presente. Há muito mais informação pré-histórica, mas ela é longa e escapa a este vosso autodidata.

Vamos então entrar noutro paradigma, dado que os vários sistemas de milhões de anos dos mundos anteriores são complexos. Avancemos assim com mais datas do Continente Indiano, englobando a era pliocénica dos altos do Dekkan, que incluía a Cordilheira do Himalaia, no Hemisfério Norte a 39 graus de latitude; isto no período interglacial Gunz-Mindel, cerca de 6 000 000 anos, onde segundo certos dados históricos avançam que uma cultura da indústria pré-histórica já estaria presente nos Himalaias!

A civilização do Vale do Indo, na fronteira com o Paquistão, é conhecida como Civilização Harappiana, e tem datação do carbono 14 como indo do ano 2900 a 2700 antes de Cristo. Cinco séculos mais tarde esta civilização se tornaria uma sociedade urbana, mas durante milénios teria sido dominada pela religião védica e pela cultura ariana. Houve, no entanto, outros impérios e dinastias que durante 500 anos reinaram entre estas datas. Segundo uma pesquisa arqueológica e cronológica do historiador e arqueólogo francês Roman Girshman, a datação de 600 anos teria acontecido antes da era cristã, até aos 100 anos antes da mesma era, segundo a interpretação dos megálitos encontrados em Dekkan. Não abordaremos aqui outras datas históricas porque isso daria pano para mangas. As religiões neste complexo e vasto subcontinente indiano foram sempre fatores de predominâncias homogénicas de reinos ou invasões. Sobretudo no que diz respeito ao comércio cobiçado por potências e invasores deste continente (diz-se até que Vasco da Gama, na sua primeira chegada à Índia, teria raptado pescadores e autóctones). Algumas dessas invasões provocaram a implantação de Persas, Turcos, Mongólicos e Indo-Gregos, que não conseguiram dominar todo o Norte da Índia. Mesmo se Alexandre o Grande esteve às portas do Norte, onde se teria encontrado com Darius, rei dos Persas. Estas ocupações mantinham-se já no «Norte e Oeste do Punjab e Saurashtra», onde o sânscrito se tornou «língua oficial» e religião dos Pró-Drádivas (de raça branca) aí implantados. Isto, segundo a opinião unânime de certos historiadores. Ora o «reino de Kanishka», situa-se entre os anos 78 e 144 da era cristã.

A língua sânscrita vinda do Ocidente tem a ver com uma língua parente da língua elamita, língua importante e falada no Elam. Ou seja, nos confins da Pérsia e da Mesopotâmia durante o primeiro milénio, e inventada pela Suméria. Ainda segundo o mesmo arqueólogo e historiador «as inscrições da segunda dinastia indicam que Kanishka, reinou do ano 1 até ao ano 29. Sabe-se também que Kanishka tinha sido o iniciador dum calendário até à entrada na era cristã, em 144 depois de Cristo».

A pergunta que aqui se levanta: durante este período, em que ano a era cristã se situava no ano 1 da era Kanishka? Será que o homem Cristo teria chegado a este continente na enxurrada da cultura indo grega e da religião dos Drádivas? E que dizer da cultura elamita?

Crónica
Em Jeito de Pequena Introdução (Parte I)
Historia da India Parte 1.doc
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O tempo no resto do mundo

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