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rss  Vol. XIX - Nº 341         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
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Santa Catarina não é o Brasil – Marcelo Corrêa Petrelli

«Nosso Estado se mantém sólido e competitivo e cresce cada vez mais e melhor. Nossa geografia econômica, equilibrada e diversificada, com empresas liderando rankings globais, enfim, as peculiaridades catarinenses nos permitem enxergar Santa Catarina como um Estado descolado do resto do Brasil.» Marcelo Petrelli, Presidente executivo do Grupo RIC em Santa Catarina.

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Marcelo Corrêa Petrelli.

A mídia nacional tem reforçado a ideia de que o Brasil está mergulhado em crise, projetando um cenário de dificuldades para o futuro, com graves reflexos econômicos. Os noticiários mostram reportagens negativas, revelando indicadores que apontam para uma recessão. O papel da imprensa é legítimo ao retratar o momento que o país atravessa. Sua missão é apontar os problemas – não de forma histérica e estéril – e também propor soluções, o que nem sempre acontece. Ocorre que nem todos esses veículos nacionais conhecem as realidades regionais. Por ser um Estado diferenciado, Santa Catarina foge à lógica nacional, servindo de exemplo para o resto do país. Se a crise existe, seus efeitos aqui, com certeza, serão menores – e sairemos dela mais rapidamente. Temos indicadores positivos que contrariam a realidade nacional e que não se enquadram no contexto de pessimismo generalizado. O Estado liderou a geração de emprego nos meses de janeiro e fevereiro, com destaque para a indústria de transformação. As exportações cresceram em março, e o setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) projeta um crescimento de 15%. Não faltam dados excepcionais na educação e na saúde, que exibem um desempenho bem melhor do que nos demais Estados – ainda que apresentem muitos problemas. O mesmo vale para a qualidade média de vida da população, para os padrões de consumo, para a empregabilidade, alguns superando países desenvolvidos. Nossos operários produzem para competir com o mundo, nossas empresas exportam para o mercado global. A etiqueta «made in SC» chega a todos os continentes. Temos o melhor modelo de cooperativismo do Brasil, o êxito do Sistema Acafe, o sistema bem-sucedido da integração na agroindústria, o desenvolvimento regional diversificado. Índices internacionais de qualidade de vida atestam que é bom viver aqui. No litoral, o mercado da construção civil emprega e gera negócios; no oeste, a agroindústria bate recordes de produtividade. Em muitos setores existem vagas e faltam empregados. Portanto, Santa Catarina não é o Brasil – é melhor que o Brasil. Sem bairrismo prepotente ou separatismo, precisamos comunicar que a desconfiança e o receio de investir não assustam o empresário catarinense. Nosso Estado se mantém sólido e competitivo e cresce cada vez mais e melhor. Nossa geografia econômica, equilibrada e diversificada, com empresas liderando rankings globais, enfim, as peculiaridades catarinenses nos permitem enxergar Santa Catarina como um Estado descolado do resto do Brasil. Como empresário da comunicação e diretor de um grupo de mídia que tem no seu DNA o regionalismo, tenho defendido publicamente esta posição junto a dirigentes empresariais, líderes políticos e governantes, reforçando a necessidade de comunicar esta Santa Catarina diferente – que muitos brasileiros e até os catarinenses desconhecem. Desta forma, com certeza, sofreremos menos com a crise e nos recuperaremos mais rapidamente, com o empresário investindo, e o cidadão, sem angústia ou receio, consumindo. Esta perceção, de uma Santa Catarina diferente, tornou-se agora realidade com o lançamento de uma campanha de comunicação que a Assembleia Legislativa vai promover, por iniciativa de seu presidente, o deputado Gelson Merisio. Esta campanha, certamente, vai sensibilizar os empreendedores de que não é hora de aderir à crise, mas continuar investindo. Deverá estimular a confiança na classe produtiva, gerando segurança para o capital, revertendo em emprego e renda, consumo, impostos e serviços públicos. É o ciclo virtuoso da economia que se movimenta. O Grupo RIC, que tenho a honra de dirigir, sempre apostou no desenvolvimento regional e acredita nesta Santa Catarina melhor, divulgando suas potencialidades por meio dos nossos veículos e comunicadores. Esperamos que esta campanha ajude o governo, o parlamento, as entidades e toda a sociedade a reconhecer estes diferenciais. Mesmo entendendo este momento de desaquecimento, acreditamos, de forma realista, que navegamos numa economia com estabilidade, que emprega e gera riquezas, apesar do cenário nacional mostrar outra realidade.

Nota: Artigo publicado originalmente na coluna Opinião do Notícias do Dia de 9/4/2015 e enviado por Lélia Pereira Nunes, com a devida autorização do Autor para publicar.

Crónica
«Nosso Estado se mantém sólido e competitivo e cresce cada vez mais e melhor. Nossa geografia econômica, equilibrada e diversificada, com empresas liderando rankings globais, enfim, as peculiaridades catarinenses nos permitem enxergar Santa Catarina como um Estado descolado do resto do Brasil.» Marcelo Petrelli, Presidente executivo do Grupo RIC em Santa Catarina.
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