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rss  Vol. XIX - Nº 341         Montreal, QC, Canadá - domingo, 12 de Julho de 2020
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Sobre o animado segundo debate democrata

Por António da Silva Cordeiro

Hillary Clinton estava preparada para, neste segundo debate, mostrar que era a candidata mais preparada para ser Comandante-chefe dos Estados Unidos. No entanto, no dia a seguir aos horrorosos acontecimentos de Paris, encontrou forte e polida oposição dos últimos dois candidatos ainda na corrida: o Senador Bernie Sanders e o ex-Governador Martin O’Malley. O Senador Sanders começou por, delicadamente, responsabilizar o voto de Clinton, então Senadora, a favor da guerra do Iraque, que resultou no desenvolvimento do Estado Islâmico que acabava de aceitar responsabilidade pelo terror de Paris. O’Malley, por sua vez, apresentou um cenário muito escuro do Médio Oriente por causa da política do Presidente Barack Obama naquela região do mundo, quando a Senhora Clinton era Secretária de Estado. Síria, Líbia, Iraque e Afeganistão, tudo desastres completos devido à política de Clinton como Secretária de Estado. As respostas de Hillary Clinton não foram grandemente convincentes.

O debate passou então para assuntos domésticos. Tanto o Senador Sanders como o ex-Governador O’Malley criticaram a Senhora Clinton pelas ligações financeiras com Wall Street. Em toda a vida política de Hillary Clinton, Wall Street tem sido o maior doador financeiro. Segundo Sanders, há que ser muito ingénuo para acreditar que os doadores não esperam nada em recompensa pelas doações. Hillary acusou veementemente o Senador, afirmando que essa afirmação era uma ofensa à sua integridade. Indicou, com entusiasmo e aplauso da assistência, que a maioria dos seus doadores na presente campanha eleitoral é constituída por mulheres (Sanders tem problemas com o eleitorado feminino) com pequenos contributos. Os ataques de Bernie Sanders e Martin O’Malley foram muito mais fortes do que no primeiro debate, o que mostra que a posição desta nas eleições primárias está cada vez mais firme. O apoio à Senhora Clinton cresceu com o testemunho dela perante o Comité do Congresso, que continua a investigar os acontecimentos de Bengazi e o problema dos e-mails.

A discussão mudou para o eterno problema de posse de armas de fogo, que é um dos pontos fracos de Sanders. Clinton, mudando o tema do debate, teve um comentário muito bom sobre a teoria de Sanders e a sua proposta de uma educação superior grátis para todos. Clinton respondeu que não concorda que os contribuintes americanos tivessem de pagar a educação superior aos filhos de Trump. Sanders mantém a mesma opinião sobre os e-mails de Clinton como Secretária de Estado (diz ele que é tempo de mudar de assunto), mas continuou a atacar a ligação dela com os grandes bancos e empresas financeiras que tiveram grande responsabilidade na crise de 2008/2009.

Os analistas concederam a evidente vitória a Hillary Clinton. Mas muitos apontam para assuntos que a democrata tem que esclarecer a tempo, isto é, antes do início da campanha presidencial, ou antes das convenções dos dois partidos. Sanders afirmou que Hillary tem recebido de Wall Street e do Silicon Valey quantias enormes de dinheiro e forçou-a a uma resposta não muito convincente. A resposta dela foi que, quando aconteceu o 11 de Setembro, ela era Senadora do estado de New York e que trabalhou muito para ajudar New York City, onde fica Wall Street, recuperar daquele ataque terrorista. O Twitter explodiu com perguntas para saber que contribuições foram recebidas por ela por parte dos grandes bancos e companhias de Wall Street. Há dados económicos dos Clintons que preocupam. Desde 2001, o casal ganhou mais de 125 biliões por discursos proferidos por ambos. Os mais caros (250 000$) foram feitos a grupos de finanças. Cerca de 15 anos depois de 2001, Hillary Clinton ganhava mais de 200 000$ por cada discurso de 20 minutos, e a maioria deles à porta fechada em bancos ou outras empresas da Wall Street. Não esquecer que a classe média americana responsabiliza a Wall Street pela crise ecnomómica de 2009 em que se perderam milhares e milhares de casas e as poupanças que se tinham arrecadado durante vidas inteiras de trabalho. O que ela disse sobre possíveis reformas dos grandes bancos e de Wall Street em geral teve poucos ou nenhuns pormenores. Mrs. Clinton precisa, de apresentar um programa detalhado de medidas que protejam a classe média de uma eventual nova crise económica.

A título de P.S., gostaria de, com muito pesar e até com vergonha, chamar a atenção dos leitores para o que se passa neste país no que se refere a receber 10 000 refugiados da Síria e Iraque nos Estados Unidos. Absolutamente tudo contra a tradição de alma e fronteiras abertas para refugiados (lembrar Cuba, por exemplo) ou catástrofes naturais (a recetividade aos sinistrados aquando do vulcão dos Capelinhos). Agora querem fechar as fronteiras à imigração e aos refugiados que pedem asilo. É triste a imagem que certa América está hoje a dar de si própria ao mundo.

Whiting, New Jersey

Crónica
Hillary Clinton estava preparada para, neste segundo debate, mostrar que era a candidata mais preparada para ser Comandante-chefe dos Estados Unidos. No entanto, no dia a seguir aos horrorosos acontecimentos de Paris, encontrou forte e polida oposição dos últimos dois candidatos ainda na corrida: o Senador Bernie Sanders e o ex-Governador Martin O’Malley. O Senador Sanders começou por, delicadamente, responsabilizar o voto de Clinton, então Senadora, a favor da guerra do Iraque, que resultou no desenvolvimento do Estado Islâmico que acabava de aceitar responsabilidade pelo terror de Paris. O’Malley, por sua vez, apresentou um cenário muito escuro do Médio Oriente por causa da política do Presidente Barack Obama naquela região do mundo, quando a Senhora Clinton era Secretária de Estado. Síria, Líbia, Iraque e Afeganistão, tudo desastres completos devido à política de Clinton como Secretária de Estado. As respostas de Hillary Clinton não foram grandemente convincentes.
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