logo
rss  Vol. XIX - Nº 341         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContactos arrowÚltima hora arrowClima arrowEndereços úteis
Partilhe com os seus amigos: Facebook

Confissões de uma artista:

Jazz em francês com alma portuguesa

Novembro, dia 27, de 2015 – O velho teatro de Saint-Jean-sur-Richelieu estava cheio! Sim, a curiosidade das pessoas não deixou que a chuva as guardasse em casa e vieram até ao teatro para ver, ouvir e descobrir um pouco mais sobre a pequena portuguesa que canta jazz em francês! Fiquei radiosa de ver uma plateia tão bonita e entusiasta.

Mas recuando um pouco no tempo, eis a aventura do teatro e como se desenvolveu.

No início do mês de setembro, mal tinha eu começado o semestre de outono na universidade, fui contactada por Pierre-Armand Tremblay, diretor musical do Cabaret Jazz Band de Saint-Jean-sur-Richelieu. Na sequência da minha participação no verão passado no Festival Internacional de Percussões de Montreal, com o tema da canção francesa, PA queria convidar-me a ser a artista convidada do Cabaret-Théâtre para o mês de novembro. Aceitei na hora, pois uma oportunidade destas não surge todos os dias.

SUZI SILVA Matt Eastwood photo.JPG

Desde então foi o malabarismo das aulas, dos concertos da faculdade com o Big Band, das noites de sexta com o trio Jazz em Saint-Lambert, dos trabalhos de casa, dos arranjos e exames e da preparação deste espectáculo… Quase três meses de trabalho para chegar a esta noite e, felizmente (!), ter a sala cheia de gente entusiasmada para me ouvir!

O Cabaret-Théâtre de Saint-Jean tem uma programação variada ao longo de todo o ano, mas apenas uma vez por mês há um espetáculo de jazz. Cada espetáculo é diferente e só é feito uma única vez. É uma honra ser a «vedeta» do mês de novembro!

No palco, cinco músicos de calibre: Pierre-Armand Tremblay ao piano e responsável por todos os arranjos, na guitarra Mario Hébert, na bateria Bruno Roy, no contrabaixo Jean-Sébastien Clémente e no saxofone, o recém-regressado de uma tournée na China, Roberto Murray.

Jazz, em francês: o nosso repertório baseou-se nos clássicos da canção francesa de Aznavour a Piaf e de Gainsbourg a Nougaro. Com excelentes músicos a dar-me todo o apoio necessário a noite foi fantástica e todos os presentes demonstraram a sua apreciação.

Pierre-Armand Tremblay deu início ao concerto com um minuto de silêncio dedicado às vítimas de terrorismo de Paris e do mundo, mas logo depois abrimos o espetáculo com «Armstrong», de Claude Nougaro, uma homenagem aos músicos de jazz negros que se debatiam com os problemas do racismo e da segregação racial nos Estados-Unidos nos anos 30 e 40.

O espetáculo teve vários momentos de destaque, mas para mim, fadista de alma e coração, foi a canção de Edith Piaf que me arrebatou. Para interpretar «La Vie en rose», neste ano do centenário desta magnífica artista, vesti o xaile. O público emocionou-se… E eu emocionei-me ao ver que aquelas pessoas que estavam ali para me ver a «pequena portuguesa» gostaram da minha homenagem a Madame Piaf. Com requebres de fado na voz, a balada imortalizada por Piaf ganhou outro folego.

No final do concerto o público solicitou um encore… e nós atendemos ao pedido, fechando a noite com «For me, formidable».

Obrigada Saint-Jean-sur-Richelieu por me acolherem tão calorosamente. Obrigada Pierre-Armand Tremblay por acreditar em mim e obrigada aos restantes músicos por serem uns companheiros de palco inestimáveis!

Até breve!

Suzi Silva

Música
Novembro, dia 27, de 2015 – O velho teatro de Saint-Jean-sur-Richelieu estava cheio! Sim, a curiosidade das pessoas não deixou que a chuva as guardasse em casa e vieram até ao teatro para ver, ouvir e descobrir um pouco mais sobre a pequena portuguesa que canta jazz em francês! Fiquei radiosa de ver uma plateia tão bonita e entusiasta.
Confissoes de uma artista (4).doc
yes
O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020