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rss  Vol. XIX - Nº 339         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 09 de Julho de 2020
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Carminho...

«Vesti a saia rodada para esperar a chegada do meu amor…»

Foi com este fado-canção – não sei se o termo será o mais adequado para identificar esta música – que faz parte do seu terceiro trabalho discográfico, Canto, que a Carminho deu início ao espectáculo há muito desejado pelos seus admiradores, que encheram o espaço do Teatro Outremont em Montreal.

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Sexta-feira 13, dia de sorte para uns, com acções bárbaras em Paris para outros, acontecimento que teve da artista um momento de recolhimento e de pesar, antes de dar início ao concerto.

E o Fado começou a fazer-se ouvir. Com os seus maiores êxitos.

A dado momento apresentou os seus colaboradores, músicos de craveira reconhecida, como Luís Guerreiro, Flávio Cardoso e J. Manuel de Freitas, respectivamente na guitarra, viola e viola baixo ou percussão.

O silêncio era mote e toda a gente escutava com religiosa atenção os timbres da voz forte, em perfeita harmonia com o trinar dos instrumentos musicais. Descontraída, perfeitamente à vontade no palco, sobriamente vestida mas com elegância, Carminho teve um contacto permanente com o público que lhe retribuiu com entusiásticos aplausos.

É que a Carminho não canta o fado das lamentações. Tem novos autores que nos poemas envolvem mensagens e situações, e se adaptam melhor aos tempos que se vivem presentemente, escrevendo o fado do futuro, que é já uma afirmação forte no mundo de amanhã.

Outros tempos, outras épocas. Outros Fados.

É sabido que cada passo da história se faz acompanhar de uma semântica específica. A essa semântica corresponde muitas vezes a criação de um novo vocabulário. As novas palavras inserem-se naturalmente na linguagem representando factos ou coisas novas, aproveitando paralelismos muitas vezes frutos do acaso, duma forma de vida ou das experiências desta.

São depois transportadas para fados – ora com linguagem culta ora popular – dicotomia que a interpretação do artista faz depois viver, imprimindo-lhe a graça e o tom que cativa e cultiva.

Carminho DSC_0322.JPG

Os fados e as músicas – não me atrevo a classificar o outro tipo de música que a Carminho também e tão bem interpreta, meio caminho do Fado e da canção – são obra de gente culta que adora o fado. Ela própria, licenciada da Universidade com um curso de marketing, está dentro do grupo de fadistas que cursaram nas universidades e se dedicaram ao Fado.

E ainda bem. Para prazer de todos quantos apreciam a nossa canção nacional e muito mais, quando o intérprete tem voz e os guitarristas têm unhas… uns e outros afirmando-se com saber e arte.

Foi isso que aconteceu no Teatro Outremont e que deixou os espectadores encantados. Carminho foi chamada ao palco duas vezes, já depois de se ter despedido do público.

Sintetizando algumas opiniões que entendi, o espectáculo foi simplesmente excepcional.

Espetáculos
Foi com este fado-canção – não sei se o termo será o mais adequado para identificar esta música – que faz parte do seu terceiro trabalho discográfico, Canto, que a Carminho deu início ao espectáculo há muito desejado pelos seus admiradores, que encheram o espaço do Teatro Outremont em Montreal.
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