logo
rss  Vol. XIX - Nº 338         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContactos arrowÚltima hora arrowClima arrowEndereços úteis
Partilhe com os seus amigos: Facebook

Sistema educativo

O «melhor baluarte» da defesa dos falares açorianos

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou, na Horta, que o sistema educativo «é talvez o melhor baluarte» da defesa da genuinidade dos falares açorianos.

Avelino Meneses, que falava na Assembleia Legislativa durante a discussão de uma iniciativa que recomendava a proteção, dignificação e divulgação dos falares açorianos, frisou que «a preservação dos nossos léxicos dispensa a imposição de procedimentos e o artificialismo de todas as opções, porque elas gerariam a cristalização».

Para Avelino Meneses, a cristalização «é o atributo maior» das línguas e dos dialetos mortos, já que «de facto, quando apenas determinada pela obstinação, a insistência na tradição conduz ao definhamento cultural que acarreta inevitavelmente o retrocesso material».

«A defesa da cultura, da língua e dos falares implica um exercício de liberdade e uma prática de estudo», frisou, realçando, a propósito, o trabalho de investigação e debate efetuado pela Universidade dos Açores.

Avelino Meneses salientou ainda que o ensino de português no Sistema Educativo Regional «não exclui o reconhecimento das variantes lexicais da língua», acrescentando que o currículo regional determina «a abordagem da problemática da Açorianidade em todas as disciplinas" e que, nas línguas, determina «a exploração em contextos de compreensão oral e escrita de textos de natureza e funções diversificadas, com especial ênfase na literatura e nos autores ou temáticas açorianas».

Por outro lado, no âmbito do Plano Regional de Leitura, frisou que é recomendada às escolas uma lista de obras de autores e de temáticas açorianas que integra livros onde as variações dialetais dos Açores «ganham expressividade e imortalizam as especificidades fonéticas, sintáticas e lexicais, dando voz à mundividência e aos falares das respetivas comunidades».

Por todas estas razões, a iniciativa em discussão, segundo o Secretário Regional, «recomenda ao Governo a execução daquilo que já se pratica».

Na sua intervenção, o Secretário Regional da Educação e Cultura salientou que «importa fazer uma distinção clara entre o essencial e o acessório», considerando que o essencial reside no propósito de que todos os jovens «aprendam corretamente o português», enquanto o acessório «reside no alerta para a existência de diferentes falares».

 

«Um alerta com comedimento, que apela ao enriquecimento cultural, jamais um alerta com exagero, que corre o risco de coabitar paredes-meias com o grotesco», afirmou.

Comunidade
O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou, na Horta, que o sistema educativo «é talvez o melhor baluarte» da defesa da genuinidade dos falares açorianos.
Sistema educativo.doc
yes
O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020