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rss  Vol. XIX - Nº 338         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
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Na Universidade de Montreal

Sinais sobejantes do passado foram tema de palestra

Vivemos um tempo em que através de palestras realizadas por especialistas em Arte, recordamos a existência de um património artístico urbano onde se cruzam a azulejaria portuguesa, a pintura ou a gravura, aliadas a estilos arquitectónicos que perduram nos tempos.

São memórias que testemunham um tempo de vivências que participaram nos fenómenos que as definem. Esses objectos são na maioria dos casos uma demorada recolha de nostálgicas recordações do passado. São painéis históricos que relatam vidas e acções projectando-as nos tempos.

O distinto Prof. Dr. Moura Sobral, titular da Cátedra da Arte Portuguesa na Universidade de Montreal, ofereceu na passada semana uma palestra sobre azulejaria açoriana e outros componentes de Arte Sacra com grande incidência sobre a Companhia de Jesus ou, se preferirem, os Jesuítas.

Azulejos Igreja_do_Colégio_dos_Jesuítas.jpg
Igreja dos Jesuítas, em Ponta Delgada.

É grande o acervo artístico nas igrejas, conventos e colégios desta Ordem que se instalou no Arquipélago no século XVI, aí fundando as suas Residências e Colégios nomeadamente a partir do ano de 1591 em S. Miguel. De referir que os Jesuítas se instalaram em outras cidades como a Ribeira Grande ou Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

A Igreja do Colégio dos Jesuítas de Ponta Delgada tem como principais características arquitectónicas a fachada barroca caiada, combinada com basalto escuro e a exuberância de elementos decorativos esculpidos em pedra vulcânica, sobressaindo largos painéis de azulejos com mais de 400 anos.

A expulsão dos Jesuítas em 1760, não permitiu que a actual frontaria da Igreja fosse terminada.

Com destaque para a Coroação da Virgem, de Vasco Pereira Lusitano, são dominantes as pinturas e esculturas dos séculos XVII e XVIII, assim que as pinturas representando passagens da vida de S. Francisco Xavier, atribuídas a Bento Coelho.

Paralelamente, construíram-se outros edifícios religiosos com ornamentações e linhas arquitectónicas idênticas em Portugal e Brasil, destacando-se a Igreja de S. Roque em Lisboa e a Igreja e Convento de S. Francisco em Angra do Heroísmo. Em várias destas obras sobressaem os azulejos de Nicolau de Freitas e a semelhança das fachadas barrocas.

Foi igualmente questão a explicação da simbologia emblemática e as questões teológicas representadas nas imagens projectadas, acompanhando a erudita apresentação do especialista universitário, que exemplificou as relações das sumptuosas festas com que a Companhia de Jesus celebrou a canonização de Santo Ignácio de Loyola e S. Francisco Xavier nas Casas e Colégios de Lisboa, Coimbra, Évora, Braga, Bragança, Vila Viçosa, Porto, Portalegre, Ilhas da Madeira e Terceira, com carros alegóricos e o Triunfo da Fé.

Gratos ficamos ao emérito professor.

Melo e Castro

Artes
Vivemos um tempo em que através de palestras realizadas por especialistas em Arte, recordamos a existência de um património artístico urbano onde se cruzam a azulejaria portuguesa, a pintura ou a gravura, aliadas a estilos arquitectónicos que perduram nos tempos.
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