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rss  Vol. XIX - Nº 338         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 09 de Julho de 2020
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No Théâtre Maisonneuve

Mariza deslumbra!

Anália Narciso

Por Anália Narciso

Foi a terceira ou a quarta vez que assistimos a um espetáculo de Mariza, a maior e melhor voz do Fado de Portugal dos tempos modernos. E se das outras vezes ficamos impressionados desta, sem dúvida, ainda o ficamos mais!

Com o Théâtre Maisonneuve praticamente cheio, notando-se um significativo número de portugueses, Mariza entusiasmou tudo e todos, mercê das suas belas interpretações, ritmadas por uma voz única, na linha do que fez e foi a grande Amália Rodrigues.

De regresso a Montreal depois de alguns anos – pareceu ontem! – Mariza, agora mãe, veio ainda com mais fogosidade e energia de forma a (re)conquistar o seu vasto público canadiano, e português, bem entendido. Na sua contagiante atuação, Mariza repassou pelas suas melodias mais conhecidas e avançou-se pelas mais recentes, retiradas do álbum «Mundo», editado no dealbar do passado mês de outubro. Aliás, foi com o objetivo de lançar este novo trabalho que Mariza se decidiu por esta digressão, iniciada na Suécia, continuada nos Estados Unidos (Virgínia, Carolina do Norte, Newark, Nova Iorque) e terminada em Toronto – um dia depois do concerto em Montreal. Esta primeira apresentação de «Mundo» vai ter o seu primeiro epílogo em Portugal, no Coliseu do Porto, nos dias 26 e 27 de novembro, e no Meo Arena, em Lisboa, no dia 7 de dezembro.

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Mariza.

Este novo disco de Mariza tem composições de Mário Pacheco, Rui Veloso, Tiago Machado, Jorge Fernando e Paulo de Carvalho, músicos que já colaboraram em álbuns anteriores.

Mas a principal novidade foi que Mariza cantou pela primeira vez em espanhol. Ela recuperou um tema argentino «Caprichosa», da autoria de Froilán Aguilar e também interpretou «Alma» do espanhol Javier Limón – ele é igualmente produtor do disco. Escusado será dizer que a vasta plateia reagiu muito bem, aplaudindo demoradamente as duas interpretações. E foi mais longe o público ao aprovar «Padoce de céu azul», uma morna cantada em crioulo, sem reticências. Foi o que se pode dizer, um público rendido à grande classe da artista e ao seu charme, que desta vez veio muito mais ao de cima, pois Mariza esmerou-se no contacto com o público, ao dialogar com ele quase a cada interpretação... Uma questão de maturidade adquirida pela maternidade? Seja pelo que for, o público «saboreou» esse seu comportamento, aplaudindo fortemente cada uma das suas canções.

De tal maneira foi assim que, no fim do concerto, que durou duas horas!, foram várias as vezes que subiu ao palco para corresponder ao pedido dos fãs.

«Foram cinco anos sem gravar, onde deu para fazer uma reflexão de vida. E quando se faz uma reflexão, aparece sempre uma nova forma de encarar o mundo, a vida, enfim, tudo o que nos rodeia. Acaba sempre por se reflectir na forma de cantar e de estar em palco», afirmaria recentemente.

Aqui está a resposta para o que procurávamos.

Espetáculos
Foi a terceira ou a quarta vez que assistimos a um espetáculo de Mariza, a maior e melhor voz do Fado de Portugal dos tempos modernos. E se das outras vezes ficamos impressionados desta, sem dúvida, ainda o ficamos mais!
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