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rss  Vol. XIX - Nº 338         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
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O artista de Macau Wah Wing CHAN

e Jean-Michel Correia expõem em «branco»

Jules Nadeau

Por Jules Nadeau

O gravurista montrealense Wah Wing CHAN expõe durante um mês obras onde «o branco adota um papel predominante», no salão do espaço cultural de Alfred Dallaire. Ao todo, são sete artistas que expõem quadros saídos de uma reflexão sobre o branco. A inauguração da exposição na semana passada foi a ocasião de conhecer ou de retomar contacto com pessoas de Macau e de Portugal, no local do Boulevard Saint-Laurent.

Originário de Macau, cidade que deixou para se instalar com a família no Quebeque, Wah Wing CHAN explica que «se interessa de perto à relação entre o preto e o branco», no comunicado do 29 de outubro. Foi o que os representantes do LusoPresse já tinham podido ver há algum tempo noutra exposição que se realizou num local da rua Rachel. Este ano, foi o desafio técnico de se exprimir só em branco, «reter a atenção sem cores e com um mínimo de contrastes». A sua inspiração? Aquilo de que se apercebe no quotidiano, como manchas de água no passeio ou marcas de passos no betão fresco. O resultado é digno do interesse de cada um de nós como observadores.

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O artista Wah Wing CHAN e Manuel Martins são os dois nascidos em Macau e deixaram aquela antiga possessão portuguesa ainda muito jovens antes de virem viver para Montreal. Ao centro, Fernando Pires é o filho do homem que foi um grande amigo de Manuel Martins.
Foto Jules Nadeau - LusoPresse

Organizado por Madame Malgosia Bajkowska, o evento foi a ocasião para o jornalista do LusoPresse de estabelecer um primeiro contacto com Jean-Michel Correia, diretor da galeria do Théâtre em Magog. Como o nome indica, o Sr. Correia é filho de pais portugueses, mas foi em França que veio ao mundo, antes de atravessar o Atlântico. Ele e Madame Bajkowska, ela mesma artista, expõem atualmente obras em «azul» nesta galeria de arte contemporânea. Jean-Michel convida-nos a ver as obras em questão no Au Vieux Clocher da rua Merry Nord, em Estrie.

Em Montreal, todos podem admirar até ao dia 28 de novembro a «Exposição Branco» no 2º andar do Memoria Alfred Dallaire. Para um pequeno número de compatriotas, a inauguração da exposição foi o momento de trocar preciosas recordações de família. Wah Wing CHAN deixou Macau com a idade de doze anos e terminou mais tarde os seus estudos no Universidade Concordia. Manuel Martins, patrão do restaurante Boca Iberica, deixou a colónia portuguesa com a idade de cinco anos. O seu pai faleceu de maneira trágica em 1959. Ele prometeu ao LusoPresse de contar a história extraordinária da descoberta recente dos restos de seu pai, quase 60 anos depois da morte do homem do Minho. A ler em breve nas nossas páginas.

Artes
O gravurista montrealense Wah Wing CHAN expõe durante um mês obras onde «o branco adota um papel predominante», no salão do espaço cultural de Alfred Dallaire. Ao todo, são sete artistas que expõem quadros saídos de uma reflexão sobre o branco. A inauguração da exposição na semana passada foi a ocasião de conhecer ou de retomar contacto com pessoas de Macau e de Portugal, no local do Boulevard Saint-Laurent.
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