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rss  Vol. XIX - Nº 338         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 03 de Junho de 2020
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Do Canadá: de vez em quando em notas breves

Por João de Medeiros Constância

1 – Medida acertada

Há poucos dias li no Correio dos Açores, se não estou em erro, que fora nomeada uma comissão encarregada de modificar os programas escolares do 2º e 3º ciclos, com vista a dar maior desenvolvimento ao ensino da Geografia, da História e da Cultura dos Açores. Considero esta medida muito acertada, louvável mesmo. Lembro-me perfeitamente de na década de 80, na companhia de outros colegas do ensino secundário, termo-nos batido, junto da Secretaria Regional de Educação e Cultura, para que fosse implementada medida semelhante. Entre outros argumentos então invocados, dizíamos, por estarmos convencidos de que a iniciativa poderia contribuir para esclarecer a açorianidade dos alunos. O nosso trabalho não encontrou eco nos dirigentes da altura. Não sei bem porquê. Talvez tivessem um certo receio de Lisboa, do MEC.

2 – Livros

Penso que talvez se revista de algum interesse partilhar com os possíveis leitores o que ando a ler presentemente. Nada mais do que um livro sobre Biometeorologia intitulado Les barometres humains, de Gilles Brien, conceituado meteorologista desta província do Quebeque Trata-se de uma obra que cativa em virtude dos temas escolhidos, abordados sempre com impressionante clareza e simplicidade. Como exemplo, aqui fica o título de um capítulo: «Os efeitos do clima sobre o nosso corpo, emoções e comportamento.»

Atrevo-me a fazer uma sugestão: num arquipélago, como o nosso, caraterizado por instabilidade meteorológica, mormente no outono, inverno e primavera, talvez fosse aconselhável encetar estudos de Biometeorologia na nossa Universidade, com vista a determinar a influência que a variabilidade de alguns elementos como temperatura, humidade, nebulosidade e pressão atmosférica exercem sobre a fisiologia e psicologia dos açorianos.

Terminei há poucos dias a leitura de dois livros, publicados este ano, versando a vida e obra de um amigo de longa data – Onésimo Teotónio Almeida (OTA). O primeiro intitula-se Onésimo. Único e multímodo e foi organizado por João Maurício Brás e editado pela Opera Omnia. Trata-se de quarenta e quatro depoimentos, ao longo de 325 páginas, escritos por personalidades bem conhecidas da cultura portuguesa e por alguns estrangeiros, sobre os mais variados aspetos da vida e obra do Onésimo.

O segundo, Identidade, Valores, Modernidade. O pensamento de Onésimo Teotónio Almeida, é da autoria de João Maurício Brás e editado pela Gradiva.

Desejava salientar o seguinte: o nosso conterrâneo OTA é conhecido por imensa gente como sendo uma pessoa bem-humorada, exímio contador de histórias e de anedotas, e ainda como autor de crónicas publicadas em livros e jornais. Esta é, para usar uma imagem bem conhecida, a parte do iceberg que está à superfície. Quem desejar conhecer a parte submersa deve ler atentamente as duas importantes obras atrás referidas. É nelas que irá encontrar a faceta de ensaísta e de filósofo do Onésimo, assim sem mais, como ele gosta de ser tratado.

Para terminar esta nota sobre livros, gostaria de dizer que acabo de encomendar o livro recentemente publicado pelo arquiteto Soares de Sousa, Crónicas – Urbanismo, património e ambiente. Tive conhecimento da sua existência através da leitura da recensão crítica, a todos os títulos excelente, feita por Santos Narciso, no último número do Atlântico Expresso (12-10-2015). Por conhecer Soares de Sousa desde os bancos do Liceu e por ter acompanhado de perto a sua atividade profissional e artística em S. Miguel, estou bem colocado para corroborar tudo o que ficou dito, tão claramente, na referida recensão.

3 – Passeio inesquecível

Todos os anos, na primeira semana de outubro, resolvemos dar um passeio, durante um dia inteiro por uma das muitas regiões densamente florestadas do Quebeque com o objetivo de observar o espetáculo, difícil de descrever, que nos é oferecido nesta época do ano pela imensidade de árvores, muito variadas, revestidas de folhas que apresentam uma diversidade impressionante de cores que vão desde o vermelho muito vivo a várias tonalidades de amarelo, laranja e castanho.

Só vendo... Este ano deslocámo-nos à região denominada Laurentides (aproximadamente a 40 km a norte de Montreal), onde encontramos dezenas e dezenas de turistas, com predomínio de asiáticos, todos entusiasmados a tirar fotos e mais fotos. Em resumo: este passeio proporciona imagens que dificilmente esquecem. Agrada a todos, mesmo os possuidores de uma retina muito exigente.

Crónica
Há poucos dias li no Correio dos Açores, se não estou em erro, que fora nomeada uma comissão encarregada de modificar os programas escolares do 2º e 3º ciclos, com vista a dar maior desenvolvimento ao ensino da Geografia, da História e da Cultura dos Açores. Considero esta medida muito acertada, louvável mesmo.
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