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rss  Vol. XIX - Nº 336         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 07 de Abril de 2020
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Mais de 100 medalhas para o atleta de Orientação Pedestre

Adelaide Vilela

Por Adelaide Vilela (texto) e António Batista (fotos)

João António dos Santos Bernardino é um jovem atleta, na área de Orientação Pedestre, a residir na Marinha Grande.

Com esta visita descobrimos duas ricas maravilhas, o atleta que já ganhou mais de 100 medalhas, algumas de ouro, em provas de corta mato. Logo a seguir, conhecemos mais um recanto natural e belo de Portugal. O João proporcionou-nos uns dias em beleza numa das casas de seus pais, que usam normalmente para trocar com outros visitantes, através da empresa: www.trocacasa.comNaquele cantinho do paraíso, a 10 Km da Nazaré, desfrutamos de uns momentos de prazer, alegria e bem-estar, à beira da praia. Um sincero obrigado ao João por ter convidado o Jornal LusoPresse, disposto a compartilhar com os leitores a sua história de atletismo e momentos de lazer. O João é um atleta que ama e valoriza o desporto ao ar livre. Interagindo com a natureza, não se incomoda com os riscos que esta modalidade lhe possa trazer. Soubemos que já teve alguns problemas com os joelhos e que se perdeu algumas vezes, mas não se preocupa com tal facto.

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João Bernardino, o jovem «papa medalhas », é caso para dizer.

Atravessa o caminho, disponibilizando tempo e energias com o objetivo de adquirir melhores resultados. Assim, estrategicamente nunca falta aos treinos nem às suas competições. Pedimos-lhe para nos explicar ou descodificar alguns códigos desta modalidade e foi notória a sua resposta: «No tempo limite, o sprint é uma prova urbana de curta distância. Na distância média, a prova mais técnica é no pinhal. A maior distância é a escolha de itinerários». França, Espanha, Macedónia, Eslovénia, Turquia e Roménia são lugares conquistados pelo jovem atleta que, no cumprimento da sua missão, tem trazido para Portugal algumas medalhas e troféus.

Uma das tristezas de que nos fez parte é que: «Hoje em dia quem quer seguir uma carreira desportiva tem que viajar para o estrangeiro». O que quer dizer que a «pedagogia» governativa não dá apoio suficiente, ou talvez nenhum conforto aos nossos jovens atletas. Depois queixam-se que Portugal perde os seus melhores profissionais. Não me admira… pois, não vai ainda há muito tempo que ouvimos o próprio primeiro-ministro convidar os jovens licenciados a saírem do País, a emigrarem. Que bela política (ou politiquice) vai no país de Luís Vaz de Camões.

O jovem contou-os que começou a correr com 10 anos com o seu professor escolar, e ainda hoje é seu treinador. A sua curiosidade levou-o a pesquisar sobre a dinâmica desta modalidade e, com o incentivo do mestre em educação física, em dois passos e meio, pôs-se a milhas por serras e montes, de Portugal e do mundo.

É com o Clube de Orientação do Centro de Leiria que o jovem segue viagem, inovando com o apoio da Federação - Clube Coc de Leiria - que lhe paga metade das despesas. «Contudo, os meus pais são responsáveis por tudo o que possa vir a necessitar no que respeita a cada prova».

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Este rapazinho é tão querido como bela é a sua humildade, confessou-nos que não fica alarmado quando se dá conta que comete algum erro no percurso, ou se perde no tempo para atingir a meta. Neste seu projeto, para além de construir desafios que o ajudarão a crescer no futuro, também lhe traz dificuldades e dissabores que ele aprende a contornar. Contou-nos que a elevação do tereno pode constituir um problema para este género de atletismo, e deu-nos por exemplo o Gerês onde o terreno é rochoso, elevado e com uma densa vegetação.

A cultura não morre solteira, para este atleta de ORIENTAÇÃO PEDESTRE, por isso arranjou outra ocupação. Nos tempos livres vai surfar com o irmão Diogo. Evidentemente que ele e o irmão já se especializaram naquelas praias dos arredores da Nazaré, conseguindo competir com os melhores. Não há nenhuma onda que lhes faça frente, eles derrotam-na rapidamente e sem medo.

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Os irmãos João e Diogo na praia Paredes da Vitória, na Nazaré.

O Diogo Bernardino entrou este ano na Universalidade Católica, em Viseu. É evidente, se o tempo for bem aproveitado, daqui a uns anos já temos mais um dentista que nos permita conservar, com saúde, o sorriso que Deus nos deu. Quanto ao nosso atleta ainda tem alguns anos pela frente até chegar à escola de altos voos, à universidade, pelo que pode continuar a desafiar a natureza adquirindo dados que lhe venham a servir de apoio a muitas das suas decisões futuras. Notícia de última hora, o João tem 16 anos, mas tal é a sua experiência que compete muitas vezes com profissionais mais velhos.

Meu querido João contamos com o teu talento e com mais medalhas para a Portugal. Sentimos por ti admiração e grande orgulho.

Maior sorte, equilíbrio e vontade de estudar também para o Diogo.

Reportagem
João António dos Santos Bernardino é um jovem atleta, na área de Orientação Pedestre, a residir na Marinha Grande.
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