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rss  Vol. XIX - Nº 336         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020
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Eleições Legislativas em Portugal

Mas valerá mesmo a pena votar?

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Há eleições em Portugal no próximo domingo, dia 4 de outubro. Desta vez os portugueses são convidados a votar para as Legislativas, que darão na escolha de 230 deputados, em representação de algumas forças políticas – a maioria dos partidos concorrentes não tem hipóteses de eleger deputados... Depois, o partido, ou coligação, mais votado será mandatado pelo Presidente da República para formar governo. Para sermos mais precisos, esse desígnio está destinado à coligação «Portugal à Frente», formada pelo PSD e CDS (atualmente formam governo) ou ao PS. E os candidatos a primeiro-ministro são naturalmente apenas dois: Passos Coelho e António Costa.

Pela Emigração

Pela emigração temos quatro deputados em cada legislatura. Dois representam os portugueses a viver na Europa e os outros dois marcam presença pelo círculo eleitoral de «Fora da Europa», o que quer dizer que representam todos os portugueses das Américas, África, Ásia e Oceânia. Um verdadeiro «andamento»...

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Alzira Silva, cabeça de lista pelo Partido Socialista, que se apresenta pelo círculo eleitoral «Fora da Europa».
Foto  - LusoPresse

Até agora, se a memória me não atraiçoa, os deputados que têm sido eleitos pelo círculo «Fora da Europa», que é evidentemente o nosso, têm sempre feito parte das listas do Partido Social-Democrata. Na legislatura que agora acaba, isso não foi diferente, pois os nossos deputados foram José Cesário, oriundo de Viseu, e Maria João Ávila, natural do Faial (Açores), mas radicada em Nova Jérsia, nos Estados Unidos.

Entretanto, para a legislatura que se avizinha, os candidatos a deputados pela coligação «Portugal à Frente» são os mesmos da magistratura anterior: José Cesário e Maria João Ávila. A completar a lista estão Carlos Páscoa, residente no Rio de Janeiro, e o popular António Simões, antigo jogador do Sport Lisboa e Benfica.

Já o Partido Socialista, que como já se disse, nunca elegeu nenhum deputado por este círculo eleitoral, apresenta como cabeça de lista Alzira Silva, conhecida neste lado do Atlântico por ter sido diretora regional das Comunidades Açorianas durante vários anos. Acompanham-na Jorge Rosmaninho, de São Paulo, Tiago Pereira, de Macau, e Nélia Alves-Guimarães, de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Apelo ao voto

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José Cesário, cabeça de lista pela Coligação «Portugal à Frente», que concorre pelo círculo eleitoral «Fora da Europa
Foto Port. com

Ambas as listas, nos seus panfletos de propaganda, apelam ao voto nos seus candidatos, certos de que podem ser os nossos melhores representantes. Mas serão mesmo?

De quem nos tem representado até agora, uns dizem que nada foi feito de jeito em relação à comunidade... Outros, os mais otimistas, dirão que sim, que alguma coisa foi feita em relação ao apoio às escolas e outros organismos.

Como deputado investido em funções governamentais (secretário de Estados das Comunidades) José Cesário tem tido pelo menos o mérito de ter visitado a comunidade com alguma frequência, o que deixa marcas de positivismo, sobretudo em pessoas «sensíveis»...

Da parte do Partido Socialista, que agora parece ter adotado uma política de maior aproximação com a(s) comunidade(s) local, por via da visibilidade de Alzira Silva, estiveram anos a fio sem ter mostrado nenhum interesse por nós. É verdade que não tinha deputado eleito. Mas, caramba, nunca houve ninguém no partido que pensasse que uma visita ao Quebeque seria apreciada pela comunidade e que isso poderia trazer dividendos no futuro?...

Agora, para esta eleição, é possível que muitos abdicam de votar socialista precisamente por terem sido ostracisados todos estes anos.

Seja qual for o partido que vença

Vença quem vencer este ato eleitoral de domingo próximo, o ideal para a comunidade do círculo eleitoral «Fora da Europa» seria que tivéssemos a partir de domingo próximo dois deputados eleitos por partidos diferentes. Porquê? Porque fazendo um (ou uma) parte do governo, o outro poderia «fiscalizá-lo» nas suas ações e relacionamento com os eleitores e organismos, puxando as coisas mais para o equilíbrio que, agora, nitidamente não existe.

Têm a palavra os eleitores. E não se esqueçam que o seu voto tem de dar entrada nos correios canadianos até amanhã, sexta-feira.

Eleições
Há eleições em Portugal no próximo domingo, dia 4 de outubro. Desta vez os portugueses são convidados a votar para as Legislativas, que darão na escolha de 230 deputados, em representação de algumas forças políticas – a maioria dos partidos concorrentes não tem hipóteses de eleger deputados... Depois, o partido, ou coligação, mais votado será mandatado pelo Presidente da República para formar governo. Para sermos mais precisos, esse desígnio está destinado à coligação «Portugal à Frente», formada pelo PSD e CDS (atualmente formam governo) ou ao PS. E os candidatos a primeiro-ministro são naturalmente apenas dois: Passos Coelho e António Costa.
Eleicoes Legislativas em Portugal.doc
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