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rss  Vol. XIX - Nº 332         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
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Mundial de Futebol Feminino

Meias-finais dramáticas...

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

As meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol Feminino, disputadas terça e quarta-feiras tiveram dois jogos sensacionais. Sobretudo o Alemanha x Estados Unidos, que os ianques venceram por 2-0. Mas ambos enfermaram por momentos dramáticos, neste caso o mais espetacular teve lugar na quarta-feira, no Estádio de Commonwealth, em Edmonton, quando o Japão, campeão em título, eliminou a Inglaterra com um golo no último minuto e que para maior dramatismo, o tento foi marcado por uma inglesa na própria baliza... Para uma equipa (Japão) que já havia eliminado, nos quartos-de-final, a Austrália, por um a zero e também em cima do fim (faltavam três minutos) do encontro, é caso para dizer que os deuses estão com as jogadoras do país do Sol nascente...

Alemanha x Estados Unidos, 0-2

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Estará Francis Millien, o grande timoneiro do Mundial em Montreal, de olhos ao céu agradecendo a Ele o tudo de bom que foi feito?...
Foto  - LusoPresse

Se havia uma favorita, em teoria, claro, para este embate, era a equipa alemã, por estar classificada pela FIFA como a n° 1 no Mundo e porque no decorrer do torneio canadiano, exceto dois empates contra a Noruega ainda na fase grupal, e contra a França, nos quartos-de-final, sempre bateu os seus antagonistas com alguma facilidade. Já os Estados Unidos, embora só tenham tido um empate, contra a Suécia ainda no decorrer da primeira fase, as suas vitórias foram sempre mais laboriosas. Além disso, as americanas não encontraram, à parte as escandinavas, nenhuma equipa do seu nível e, apesar disso, as vitórias sempre foram escassas, por um ou dois golos...

Veio a meia-final e o que é que se viu?

Os Estados Unidos parecem ter aprendido a lição e subiram ao terreno do Estádio Olímpico – também fabuloso de cor e alegria, motivada pela presença de 51 176 espetadores, na sua maior parte americanos – dispostos a contradizer as previsões.

Mundial Morgan GOLO.jpg
A alegria da vitória. Os Estados Unidos acabavam de eliminar a Alemanha.
                                                                                  Foto Fifa

Depois de um período, curto é certo, de estudo, as americanas puseram-se ao trabalho e impuseram-se em jogo jogado e em oportunidades de golo. Houve momentos, até, que se pensou que os golos iriam aparecer cedo, tal eram as oportunidades, quase todos do lado das ianques... Mas umas vezes por imperícia das mulheres do país das estrelas, outras porque havia um pé, um corpo, uma cabeça para evitar que os remates das «brancas» entrassem na baliza alemã... E quando assim não era, lá estava a eficiente Nadine Angerer, guardiã alemã, para evitar o impossível. Foi assim, pelo menos, quatro ou cinco vezes, com maior incidência na primeira parte, o melhor período das americanas.

A primeira parte, com surpresa, acabou por terminar com zero golos.

Veio a segunda parte e com ela veio um jogo mais repartido, de parada e resposta, adivinhando-se que de um momento para o outro o golo poderia aparecer de ambas as partes, coisa que não aconteceu nos primeiros 45 minutos. Apesar disso, o sinal mais continuou a ser das americanas, sempre muito galvanizadas por um público entusiasmado.

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Carli Lloyd, capitã e melhor jogadora do desafio,na companhia da excelente Hope Solo, hoje por hoje a melhor guarda-redes de futebol feminino do Mundo.
Foto Fifa

Mas como o futebol é uma caixinha de surpresas, de repente, num dos seus agora cada vez mais venenosos contra-ataques, a Alemanha vê-se beneficiadora de uma grande penalidade, num lance de último recurso da defensora Julie Johnston. Encarregada de executar o castigo máximo, Célia Sasic, a maior goleadora da competição, enganou a imponente Hope Solo, mandando-a para o lado contrário para onde enviou o esférico, mas com tanta infelicidade que a bola saiu para fora, rente ao poste esquerdo. Era a deceção total nas hostes alemãs que desde o início do jogo nunca tinham tido uma oportunidade tão flagrante – ao contrário das suas adversárias.

Sentindo que o perigo rondava a sua qualificação, as americanas como que foram buscar um segundo fôlego e avançaram mais no terreno, trocaram duas jogadoras extenuadas e lançaram duas atacantes, Abby Wambach e Kelley O’Hara. As trocas não podiam ter sido melhores. Foi mesmo O’Hara que matou o jogo, marcando o segundo golo, depois de mais um excelente trabalho de Carli Lloyd, a capitã, a organizadora do jogo ianque, e a sua melhor jogadora. De resto, já tinha sido Lloyd a dar vantagem aos Estados Unidos, aos 68 minutos, quando transformou a grande penalidade assinalada pela árbitra romena num lance de queda aparatosa de Alex Morgan que se viu, depois na televisão, que a falta começou fora da área.

Resumindo, vitória mais do que certa dos Estados Unidos. No entanto, houve o dramatismo do penálti falhado pela Alemanha, que poderia ter dado outro rumo ao jogo; as várias oportunidades perdidas pelas avançadas dos USA; o penálti que deu golo e que não tinha razão de ser, pois corretamente daria a um livro à entrada da área com possibilidades de golo ou não; e a incerteza do resultado até aos 85 minutos, altura em que O’Hara marcou o segundo golo. Aqui foi o delírio de todo um estádio, coberto de um manto azul e vermelho bordado de estrelas.

Japão x Inglaterra, 2-1

Ao contrário do jogo anterior, a que assistimos in loco, vimos este desafio pela televisão.

O Japão x Inglaterra, referente à segunda meia-final, não foi inferior aquele em emoção. Em futebol jogado, esteve nitidamente uns pontos abaixo. Houve muitos passes mal feitos, momentos jogados aos repelões, raramente houve jogadas de princípio, meio e fim... Mas, como já dissemos, houve muita emoção, num encontro jogado denodadamente, pois ninguém queria perder com o jogo da final à vista...

Por ser verdade, temos de dizer que a Inglaterra acabou por ser a melhor equipa. Lances, apesar de poucos com um futebol mais objetivo, que lhe deram algumas oportunidades de golo iminente, como, por exemplo, as duas bolas que foram à madeira (barra) da baliza nipónica. E, apesar disso, foi eliminada. Com alguma burrice sua, diremos. Estivessem mais atentas e as inglesas teriam levado o embate para o prolongamento, apesar de injustiçadas. Um contra-ataque rápido das japonesas a um minuto do fim, acabou por criar pânico na defensiva de Sua Majestade e vai daí a n° 6 faz um corte impossível, metendo a bola no ângulo superior esquerdo da sua keeper, não lhe dando nenhuma hipótese de defesa... O resto já perceberam o que aconteceu. Muita deceção; muitas lágrimas e encontro marcado para sábado, mas para participar no jogo que dará apenas lugar à medalha de bronze.

Precedentemente, as duas equipas haviam beneficiado de uma grande penalidade, que ambas concretizaram.

Jogo para o terceiro lugar

Alemanha x Inglaterra (sábado)

Final

Estados Unidos x Japão (domingo).

 

 

Destaque
As meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol Feminino, disputadas terça e quarta-feiras tiveram dois jogos sensacionais. Sobretudo o Alemanha x Estados Unidos, que os ianques venceram por 2-0. Mas ambos enfermaram por momentos dramáticos, neste caso o mais espetacular teve lugar na quarta-feira, no Estádio de Commonwealth, em Edmonton, quando o Japão, campeão em título, eliminou a Inglaterra com um golo no último minuto e que para maior dramatismo, o tento foi marcado por uma inglesa na própria baliza... Para uma equipa (Japão) que já havia eliminado, nos quartos-de-final, a Austrália, por um a zero e também em cima do fim (faltavam três minutos) do encontro, é caso para dizer que os deuses estão com as jogadoras do país do Sol nascente...
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