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rss  Vol. XIX - Nº 332         Montreal, QC, Canadá - quinta-feira, 09 de Julho de 2020
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Campeonato do Mundo de Futebol Feminino

Canadá imerecidamente eliminado

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Durante a primeira fase do Campeonato do Mundo de Futebol Feminino, o Canadá, que integrou o Grupo «A» desta fabulosa competição, já o dissemos, teve algumas dificuldades para se apurar para a fase derradeira, aquela que, após um jogo, nada há a fazer se a vitória não estiver do nosso lado... E essas dificuldades tiveram a ver, por um lado, com a qualidade das adversárias, muito competitivas para aquilo a que estávamos à espera. Desta forma não foi a equipa canadiana que perdeu qualidades. Foram as adversárias que subiram de nível, como provaram a China, que nos quartos-de-final deu água pela barba às americanas e a Austrália, que mandou para casa prematuramente o Brasil, portanto classificadas como segundas e quartas mundialmente. A China, como se sabe, ficou em segundo lugar no Grupo «A», atrás do Canadá.

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John Herdman, treinador inglês do Canadá, no momento de justificar a carreira da sua equipa.
Foto  - LusoPresse

Depois da quase obrigação que era ganhar o seu grupo, ou pelo menos ficar em segunda para passar à frente, a formação canadiana esbarrou na equipa da Inglaterra, a segunda seleção mais acessível dos quartos-de-final, depois da Austrália, isto pelo menos em teoria... Esbarrou, perdendo, mesmo se dominou a maior parte do tempo de jogo, criando mais oportunidades, tantas que, a esta hora, as canadianas poderiam estar nas meias-finais, para medir forças com o Japão, o último campeão – Alemanha 2011.

Mas dois erros graves da mesma jogadora (Lauren Sesselmann) em três minutos, ainda não estavam decorridos os 15 minutos da partida, começaram por pôr em dúvida as capacidades da formação local, que mesmo apoiada por cerca de 55 mil espetadores começou a duvidar se seria capaz de recuperar os dois golos de desvantagem... E pode dizer-se que até a três minutos do final da primeira parte, quando Christine Sinclair reduziu a diferença, foi notória a descrença das canadianas.

Para a segunda parte, o Canadá veio revigorado com o golo da capitã Sinclair. No entanto, o domínio exercido era feito ao sabor dos nervos, com as opções, por vezes, a serem tomadas com precipitação, tanta era a ânsia de chegar ao golo da igualdade que pudesse relançar a eliminatória, nem que fosse através de prolongamento, ou mesmo pelo meio das grandes penalidades. Mas a verdade é que o tempo ia passando e cada vez menos se acreditava no milagre do empate... Por outro lado, a Inglaterra jogava com os nervos da equipa da casa, retendo a bola e perdendo tempo sempre que possível. Para mais, as inglesas, uma vez por outra lançavam venenosos contra-ataques que logo deixavam os cabelos em pé às suas briosas mas impotentes adversárias. «E se levamos, numa dessas fugas o terceiro golo?», frase que deve ter perpassado pela mente das canadianas que por muito que quisessem atacar, hesitavam com receio de se verem irremediavelmente fora da prova...

Christine Sinclair BC.jpg
Christine Sinclair, a grande vedeta do Canadá, que esteve uns furos abaixo do que dela se esperava...

O desafio dos quartos-de-final entre o Canadá (8ª equipa mundial) e a Inglaterra (6ª mundial) terminou com as canadianas a pressionar... E mesmo a troca da guardião titular, que saiu lesionada, nada acrescentou às possibilidades do Canadá vencer o desafio, isto para desgosto das mais de 55 mil pessoas no interior do BC Place de Vancouver e mais alguns milhões através do país.

Apesar de tudo, as jovens canadianas não deixam de ter mérito pelo que fizeram: ganharam o seu grupo sem derrotas, venceram a Suíça (1-0) nos 16 avos-de-final e bateram-se denodadamente pelas meias-finais. É caso para dizer que se em futebol as vitórias fossem obtidas por critérios abstratos, certamente que o Canadá estaria a esta hora pronto para defrontar o campeão Japão (a horas do referido embate).

Outros jogos

Já escrevemos que os Estados Unidos bateram (1-0) com dificuldades a China para passar às meias-finais, contra a Alemanha. E que esta, mesmo se se diz que é a maior candidata ao cetro, passou pelas passas do Algarve para eliminar a França, que no jogo contra a Alemanha demonstrou o melhor futebol de todo o Campeonato. Mas perdeu... de forma incrível, depois de ter estado a ganhar durante o jogo quase todo, vindo a consentir o golo do empate, que levou a decisão para o prolongamento, sem resultados práticos e depois para as grandes penalidades, através de uma grande penalidade que nos pareceu forçada. A este propósito, o que podemos dizer é que a árbitra canadiana foi firme na sua tomada de decisão.

No outro jogo, como prova de que também no futebol das mulheres não há jogos fáceis, foi a dificílima vitória do Japão sobre a Austrália, por 1-0, quando tudo parecia que o confronto se decidiria no prolongamento.

Vejamos, entretanto, os resultados dos 16 avos-de-final:

China x Camarões, 1-0

USA x Colômbia, 2-0

Alemanha x Suécia, 4-1

França x Coreia, 3-0

Brasil x Austrália, 0-1

Japão x Holanda, 2-1

Noruega x Inglaterra, 1-2

Canadá x Suíça, 1-0

Resultados que se aceitam, apesar das dificuldades das equipas mais poderosas, sinal de que o futebol feminino está em franco progresso e que a decisão da FIFA de passar o Campeonato de 16 para 24 equipas foi uma medida muito acertada.

Grande surpresa, no entanto, foi a eliminação do Brasil aos pés (e cabeça!) da Austrália.

Quartos-de-final

Alemanha x França, 1-1 (5-4 gp)

China x USA, 0-1

Austrália x Japão, 0-1

Inglaterra x Canadá, 2-1

Pela lógica apuraram-se para as meias-finais as equipas mais bem classificadas internacionalmente. A saber: Alemanha (1ª classificada), USA (2ª colocada), Japão (4ª posicionada) e Inglaterra (6ª da tabela).

E que belo acasalamento:

Alemanha x USA

Japão x Inglaterra.

Desporto
Durante a primeira fase do Campeonato do Mundo de Futebol Feminino, o Canadá, que integrou o Grupo «A» desta fabulosa competição, já o dissemos, teve algumas dificuldades para se apurar para a fase derradeira, aquela que, após um jogo, nada há a fazer se a vitória não estiver do nosso lado... E essas dificuldades tiveram a ver, por um lado, com a qualidade das adversárias, muito competitivas para aquilo a que estávamos à espera. Desta forma não foi a equipa canadiana que perdeu qualidades.
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