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rss  Vol. XIX - Nº 331         Montreal, QC, Canadá - sábado, 22 de Fevereiro de 2020
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Editorial

Congresso do PLQ

Carlos de Jesus

Por Carlos de Jesus

No passado fim de semana, durante o 32º congresso do PLQ (Parti Libéral du Québec) cerca de 1500 militantes estiveram reunidos para discutirem as linhas do partido. Escusado é dizer que a grande maioria se sentia de vento em popa com o resultado positivo das duas últimas vitórias dos candidatos liberais nas eleições complementares da região de Quebeque. Não obstante os grandes clamores dos partidos da oposição, secundados pela maioria dos órgãos de informação nacionais contra as medidas de austeridade do atual governo, os eleitores resolveram renovar a confiança ao Partido Liberal num caso, e preferi-lo, no outro, ao partido da CAQ (Coalition Avenir Québec) que detinha o lugar anteriormente.

Os novos deputados liberais Véronyque Tremblay e Sébastien Proulx, no final do congresso, apresentaram-se ao lado do primeiro-ministro para avivar o ardor das tropas. Em relação à vitória dos novos deputados Philippe Couillard sublinhou que os «cidadãos de Quebeque [ao votarem liberal] disseram-nos que estamos a fazer o que devia ser feito e que devemos continuar nesta via. Sobretudo, não desistam! [Os quebequenses] disseram sim ao rigor orçamental e ao relance [económico] do Quebeque».

Entre as várias medidas que foram discutidas neste congresso o que mais deu que falar foi o de se prolongar a data da reforma, dos 65 para os 67 anos, medida que o ministro das finanças Carlos Leitão considera como inevitável, mas que o primeiro-ministro, Philippe Couillard rejeitou de imediato afirmando que não é intensão do governo de promulgar uma lei para obrigar os quebequenses a trabalharem mais tempo para terem direito à reforma.

Em relação aos últimos projetos de lei propostos pelo governo na Assembleia Nacional do Quebeque, houve uma franja dos militantes que se mostrou crítica sobre o alcance de alguns diplomas, como foi o caso do novo projeto de lei sobre a neutralidade religiosa do estado que obriga todos os funcionários a trabalharem de rosto a descoberto mas que não interdita a utilização de símbolos religiosos na função pública. Mesmo se as novas disposições do projeto de lei da ministra da Justiça, Stéphanie Vallée, permitem aos praticantes de certa regiões de trabalharem com a ovale da cara a descoberto, houve quem propusesse neste congresso a interdição pura e simples do tachador ou de qualquer outra forma de vestimenta que cubra o corpo todo. A lei já proíbe o uso da burca e do nicabe. Vários militantes insistiram no facto de que o novo projeto de lei devia inspirar-se das recomendações da comissão Bouchard-Taylor que proscrevia a utilização de qualquer símbolo religioso para todos os funcionários que representam a autoridade do Estado.

Da parte da ala da juventude liberal a principal crítica ao partido foi relativamente aos cortes feitos nos orçamentos da educação. Alguns militantes das regiões criticaram também o facto de terem sido eliminados os CLD (Centres locaux de développement) que foram atingidos pelas restrições orçamentais do governo.

No seu discurso no fecho do congresso, Philippe Couillard não deixou de enviar algumas setas para o partido independentista de Pierre Karl Péladeau. «A palavra “Québécois” não é propriedade dum partido político. Há quem pense que o projeto independentista é a solução mágica, querem tirar-nos a nossa cidadania canadiana em vez de pensarem construir a nossa herança comum. Mas nós, o Partido Liberal, sabemos que os quebequenses construíram este país, o país real. Não o país das ilusões».

Editorial
No passado fim de semana, durante o 32º congresso do PLQ (Parti Libéral du Québec) cerca de 1500 militantes estiveram reunidos para discutirem as linhas do partido. Escusado é dizer que a grande maioria se sentia de vento em popa com o resultado positivo das duas últimas vitórias dos candidatos liberais nas eleições complementares da região de Quebeque. Não obstante os grandes clamores dos partidos da oposição, secundados pela maioria dos órgãos de informação nacionais contra as medidas de austeridade do atual governo, os eleitores resolveram renovar a confiança ao Partido Liberal num caso, e preferi-lo, no outro, ao partido da CAQ (Coalition Avenir Québec) que detinha o lugar anteriormente.
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