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rss  Vol. XIX - Nº 331         Montreal, QC, Canadá - domingo, 05 de Julho de 2020
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Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Vastas comemorações em Montreal

Por Norberto Aguiar

 

As festividades do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Montreal tiveram, pelo segundo ano consecutivo, um variado leque de promoções musicais, com presença de muitos artistas, muitos da comunidade e vários de outras procedências, como do Ontário e de Portugal – continente e Açores. A organização, tal como em 2014, esteve a cargo do Comité responsável pelo Festival Portugal Internacional de Montreal.

Receção protocolar

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Recuando no tempo, o atual cônsul-geral de Portugal em Montreal, José Guedes de Sousa, retomou o hábito de oferecer uma receção à comunidade e entidades diversas em honra do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, uma atividade abandonada há anos, mas que agora voltou. E essa receção desenrolou-se no passado dia 8 de junho, nas instalações da organização internacional de aviação civil, ICAO (sigla internacional). Do convite também fazia parte a cônsul de Portugal, Maria Helena Faleiro, destacada na ICAO.

De resto, foi mesmo Maria Helena Faleiro que abriu a matiné, dirigindo-se à vasta e seleta plateia, falando de Portugal, das suas epopeias, ao aflorar o nome do grande génio que foi Camões; e falou sobre economia, cultura, língua, comunidades e por aí adiante. Antes, porém, houve espaço para se ouvir os hinos do Canadá e de Portugal.

De seguida, interveio o cônsul-geral de Portugal, José Guedes de Sousa. As suas palavras, como se compreende, focalizaram, sobretudo, a Comunidade Portuguesa do Quebeque que «... se eleva a cerca de 63 mil portugueses e está muito bem integrada...», apontando para o exemplo de Carlos Leitão, atual ministro das Finanças da província e ali presente. O Centro Canadiano de Arquitetura e Siza Vieira também foram mencionados, isto por força do que está para vir ainda no decorrer de 2015, quando chegar o acervo daquele conceituado arquiteto a Montreal..

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Shawn Desman, que grande atuação!
Fotógrafo Carlos Gouveia

O Dr. José Guedes de Sousa haveria de terminar o seu discurso endereçando condolências à família de Jacques Parizeau, ex-primeiro-ministro do Quebeque e entretanto falecido.

Dizendo-se lisonjeado por ter sido convidado para a cerimónia comemorativa do Dia 10 de junho, Carlos Leitão enalteceu a comunidade de que faz parte e elogiou o Quebeque por ser uma terra de oportunidades para os imigrantes, vide o seu caso: Ministro das Finanças.

Terminada a parte protocolar, o convívio prosseguiria por mais umas horas, passadas a degustar um golo de vinho, a provar os acepipes e outras iguarias da responsabilidade do restaurante PortusCalle e da pastelaria Bela Vista.

Cerimónia no Parque de Portugal

A cerimónia referente ao Dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foi efetuada no Parque de Portugal sob chuva incomodativa. Valeu que algumas dezenas de pessoas presentes não arredaram pé... Quem mais deve ter sofrido com a temperatura foi a banda de música e os ranchos folclóricos... Mesmo assim, a Filarmónica Portuguesa de Montreal prestou-se à função de tocar os hinos de Portugal e do Canadá. Seguiu-se-lhe os discursos, da vereadora local (distrito Jeanne-Mance), aplaudida pelo facto de ler o seu texto somente em português, um esforço louvável, e o cônsul-geral de Portugal. José Guedes de Sousa, no decorrer do seu discurso apelou para que os portugueses e luso-descendentes não deixam de falar a nossa língua «uma das mais importantes do mundo e falada por 250 milhões de pessoas»; falou da ligação dos jovens a Portugal, da união que é preciso haver na comunidade entre o meio associativo – e não só, acrescentamos nós! – e reforçou o pedido para que a comunidade se recenseie. As suas últimas palavras foram dirigidas para os voluntários de todas as organizações da Comunidade, incluindo o comité do Festival Portugal Internacional de Montreal. «O vosso trabalho diário em prol do nosso país faz-me sentir particularmente orgulhoso em ser, de há nove meses a esta parte, também membro da Comunidade Portuguesa do Canadá, e do Quebeque em particular».

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Carlos Leitão, ministro das Finanças, quando se dirigia à plateia.
Foto Jules Nadeau - LusoPresse

A cerimónia prosseguiu, apesar da chuva, com a participação das cantoras Viviana Lourenço (Montreal) e Micaela, que veio de Portugal.

Melhor espetáculo

A grande noite do Festival Portugal Internacional de Montreal deveria ser na sexta-feira, dia 12 de junho. E isto porquê? Simplesmente porque subiu ao palco um dos melhores cantores canadianos da atualidade. E para maior regozijo nosso, ele é de origem portuguesa, dos Açores. Trata-se, como já adivinharam, de Shawn Desman, natural de Toronto e com carreira na música internacional, já com centenas de milhares de discos vendidos. Para além disso, e mercê do seu enorme talento, Shawn Desman já ganhou vários prémios, incluindo Junos – os óscares da música canadiana.

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Muita gente na receção do 10 de Junho, na ICAO.
Foto Jules Nadeau - LusoPresse

Pois foi esse mesmo artista que veio até Montreal e decidiu tomar parte nas festividades do 10 de Junho com o maior prazer, como teve oportunidade de dizer aos jornalistas do LusoPresse e da LusaQ TV. Ele cantou e encantou, com as suas extraordinárias melodias vanguardistas e ritmadas, de deixar, principalmente a juventude, extasiada, como vimos. As suas interpretações, é verdade, não deixaram ninguém indiferente, bastando para isso ver o entusiasmo do público presente, numa percetível maioria de jovens que não tiveram medo da água que chovia. Shawn Desman, que ainda há dias foi homenageado pela comunidade portuguesa do Ontário com o seu nome registado no «Passeio da Fama», atuou no parque da Igreja Santa Cruz acompanhado dos seus músicos. Mais um sinal do prazer e seriedade que pôs ao atuar nas festividades do 10 de junho da comunidade.

Completaram a soirée, o humorista Mike Rita – explorou o falar das gentes dos Açores e o modo de vida dos portugueses – e o DJ Sousa, que veio dos Açores. Foi uma noite que só não foi perfeita por causa da chuva.

Sábado: Noite virada para o fado

Mas antes houve a bela atuação de Suzi Silva, uma fadista que agora virou jazzista. E pode dizer-se que virou e bem, tal a qualidade do jazz que apresentou na companhia do seu trio musical.

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DJ Souza

Depois, sim, vieram os fadistas. Primeiro, o Paulo Filipe, que costumava vir (de Toronto) a Montreal com mais frequência. Depois, a Marta Raposo local, logo seguida de Zé Perdigão, fadista vimaranense que desconhecíamos mas que mostrou muita qualidade. Zé Perdigão, para gozo dos presentes, trouxe de Portugal três guitarristas de fina qualidade.

Cantando (bem!), ao mesmo tempo que dialogava com o público, não há dúvida que Zé Perdigão ficará na mente das pessoas que assistiram ao seu espetáculo. Para mais, numa prova de real simpatia, elogiou os cantores locais e até convidou a Marta para um fado a dois.

O serão musical de sábado foi encerrado pela jovem e talentosa Michelle Madeira, uma luso-descendente mesclada de açoriana e minhota.

Encerramento

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No domingo, dia de encerramento do Festival, o programa foi preenchidíssimo. Começou ao meio-dia, com um desfile nas ruas à volta da Igreja Santa Cruz e prosseguiu noite dentro, com Rui Madeira, que veio de Portugal, a ter a primazia de concluir as festividades. No entremeio, houve danças folclóricas e atuação dos vencedores do recente concurso de Karaoke promovido na comunidade.

O Festival Portugal Internacional de Montreal ainda teve, no domingo, um lamiré de lusofonia com as atuações de Sango One, oriundo de Angola, e Jully Freitas, natural do Brasil.

Destaque
As festividades do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Montreal tiveram, pelo segundo ano consecutivo, um variado leque de promoções musicais, com presença de muitos artistas, muitos da comunidade e vários de outras procedências, como do Ontário e de Portugal – continente e Açores. A organização, tal como em 2014, esteve a cargo do Comité responsável pelo Festival Portugal Internacional de Montreal.
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