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rss  Vol. XIX - Nº 328         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 01 de Abril de 2020
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Natércia Rodrigues...

Honra o seu marido José e a sua mãe Cipriana Moita

Jules Nadeau

Por Jules Nadeau

Rodeada por algumas dezenas de amigos vindos manifestar-lhe o seu afeto, Madame Natércia Rodrigues prestou uma homenagem bem merecida ao seu marido José Rodrigues e à sua mãe Cipriana Moita, por altura duma cerimónia que teve lugar no «Chez le Portugais». A ocasião foi bem escolhida para fazer um balanço do trabalho, e sobretudo da devoção, destas três pessoas bem conhecidas.

«Quando o patrão Henrique Laranjo me pediu para expor os meus quadros aqui, comecei por responder pela negativa, depois aceitei com a condição de fazer uma homenagem ao meu marido e à minha mãe. Já tive a honra duma quarentena de vernissages um pouco por todo o lado», começou por explicar a modesta senhora da Ribeira Grande ao jornalista do LusoPresse. De facto, nas paredes, várias fotografias descrevem o trabalho do fotógrafo José Rodrigues (1948-2012) ao longo dos anos. Começamos por ver o bonito rapaz, depois o homem maduro na companhia de diversas personalidades – do presidente da Câmara de Montreal até ao presidente dos Açores.

Natercia DSC_0142.JPG
Natércia Rodrigues rodeada dos amigos Maria e Humberto Cabral (de Lagoa), à sua direita; e a Senhora Gisèle Lemay, sua vizinha de longa data.
Fotógrafo Jules Nadeau - LusoPresse

Henrique Laranjo ajuda-me a melhor situar o casal Rodrigues. A ambos ele se refere em termos de «pessoas simples, alegres e prestáveis. Natércia está sempre pronta a ajudar e nunca espera nada de volta. Poucas vezes é paga», diz o sociável restaurador sem hesitar. Boa organizadora de eventos, devem-se-lhe entre outras coisas uma festa portuguesa em Shawanigan, um desfile em Montreal, e assim de seguida. Resumindo, tudo para difundir a cultura portuguesa no Quebeque. Lançou-se igualmente na política com a equipa de Pierre Bourque em Jeanne-Mance. O seu marido também era muito ativo na comunidade com, entre outras coisas, a organização da festa do Espírito Santo.

Nos poucos quadros expostos no restaurante, pode ver-se uma cena de cabane à sucre, a prova que Natércia vive no Quebeque há mais de cinquenta anos. Também «O pastor alentejano» faz lembrar que a mulher da Ribeira Grande foi criada na terra da sua mãe no Baixo Alentejo. Madame Moita adorava tudo o que era cultural.

Num texto em três línguas intitulado «A vida é um caminho», Natércia escreveu:

Natercia DSC_0156.jpg
José Rodrigues

«Comecei pois há alguns anos atras a pintar, e para alem das varias exposições de grupo foi com imenso orgulho que do dia 15 de Abril ao 9 de Maio de 2003, homenageei os nossos pioneiros através da pintura a óleo. Esta exposição teve lugar no Consulado Geral de Portugal em Montreal e foi um prazer enorme ao ter reunido ainda alguns desses pioneiros que ainda se encontravam entre nós.

Acho que não há estilo para pintar nem critério de perfeição: o artista utiliza meios para exprimir certas sensações ou ideias e não deve ser julgado pela maneira como os utiliza mas pela capacidade de transmitir esse sentimento...

Tudo isto é o resultado do vulcão interior que está dentro de mim e que começou a libertar algumas fumarolas.

Sou portuguesa, orgulhosa das minhas raízes e da gente que me rodeia e feliz ao mesmo tempo por viver no Quebeque há 50 anos.»

Comunidade
Rodeada por algumas dezenas de amigos vindos manifestar-lhe o seu afeto, Madame Natércia Rodrigues prestou uma homenagem bem merecida ao seu marido José Rodrigues e à sua mãe Cipriana Moita, por altura duma cerimónia que teve lugar no «Chez le Portugais». A ocasião foi bem escolhida para fazer um balanço do trabalho, e sobretudo da devoção, destas três pessoas bem conhecidas.
Natercia Rodrigues.doc
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