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rss  Vol. XIX - Nº 328         Montreal, QC, Canadá - domingo, 16 de Fevereiro de 2020
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Festival Metropolis Bleu

Camões declamado, por aí, na rua...

Reportagem de Nuno Cansado, estagiário

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor foi comemorado de forma criativa no seio da comunidade portuguesa em Montreal. Com a presença do antigo secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas, que veio também para participar no Festival Internacional de Literatura Metropolis Bleu, realizado de 20 a 26 de abril, o Centro de Estudos Lusófonos da Universidade de Montreal viu a sua proposta ser a escolhida e apoiada na comemoração desta data. Depois de nos últimos 20 anos se ter visto todas as outras culturas representadas, chegou a vez da literatura portuguesa receber finalmente alguma atenção.

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Luis Aguilar a declamar Camões
Fotógrafo Nuno Cansado/LusoPresse

A proposta apresentada para aquele dia consistia em incentivar as pessoas a comparecerem entre as 16 e as 19 horas, do dia 23 de abril, dia em que se comemorou o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, num dos 12 bancos existentes no Boulevard Saint-Laurent que foram construídos como símbolo da presença portuguesa nesta cidade. Em conjunto com o grupo «Lisez l’Europe» e com o apoio do «Fonds du Livre du Canada, de Patrimoine canadien», da «Société de développement des entreprises culturelles», do «Conseil des arts du Canada» e do «Ministère de l’Éducation, du Loisir et du Sport» e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, este encontro tinha como propósito a possibilidade das pessoas trocarem entre si um livro escrito na língua de Camões. Um gesto simples é verdade, mas simbolicamente com valor acrescido para todos os membros da comunidade portuguesa que participaram.

Este encontro junto das peças de mobiliário urbano com citações escritas em português/francês de escritores portugueses, contou também com a presença e participação na troca de livros do ex-secretário de Estado Português da Cultura, professor, romancista, radialista, jornalista e político, Francisco José Viegas; de Manuel de Carvalho e Laureano Soares; da atriz Isabel dos Santos; do escritor quebequense que escreveu três livros passados na cidade de Lisboa Patrice Lessard; Mary Soderstrom;

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Metropolis Blue - Na presença de José Guedes de Sousa,cônsul-geral de Portugal, os dois escritores, Francisco José Viegas e Patrice Lessard, trocam os seus respectivos livros.
 
Fotógrafo Nuno Cansado

o cônsul-geral português em Montreal José Guedes de Sousa; o chefe de redação do jornal LusoPresse e produtor do programa LusaQ TV Norberto Aguiar, o diretor do jornal LusoPresse Carlos de Jesus e sua esposa Vitória Faria, Adelaide Vilela, Ana Paula Ribeiro, responsável do ensino de Língua portuguesa no Canadá, etc.

Se no dia 23 o objetivo fora a troca de livros, no dia 24 o professor Francisco José Viegas participou na «oficina de escrita» no Goethe-Institut, Bureau 100, 1626 Boulevard Saint-Laurent, como indicava o programa do evento Metropolis Bleu.

Durante duas horas, o romancista, político, jornalista, ou seja, o multifacetado escritor, esmiuçou perante cerca de uma dúzia de pessoas como se constrói um romance policial.

Segundo Francisco José Viegas, «O medo da vida. Um medo de morte», é a frase que sintetiza a história do romance policial. Refere que a história da Literatura policial é um jogo e toda a história está feita em nome desse jogo. «O romance policial é um romance moral, aborda o interdito que é a morte e a função do autor é provocar pânico no leitor, é provocar medo de morte ao leitor».

Como referências da literatura policial mundial, ouviu-se na sala nomes como: Agatha Christie, Carter Dickson, Carr Dickson ou Roger Fairbairn, Dashiell Hammett, Philip Marlowe, Raymond Chandler, Ross Macdonald, etc...

O programa Metropolis Bleu continuou no dia 26 de abril com a Lecture-Espresso na Livraria do Festival, no Hotel 10, sito em 10 Sherbrooke Ouest, Montreal e terminou com a «Eurapéro littéraire», também no dia 26 de abril, no Blu Il Ristorante, 1112, rue Sherbrooke Ouest, Montreal.

O jornal LusoPresse tentou obter junto de Francisco José Viegas alguma pista sobre o seu próximo romance e, ao que parece, a próxima obra do romancista policial português terá como pano de fundo a cidade de Montreal e as personagens principais serão figuras reais ou ficcionadas desta metrópole da América do Norte.

Destaque
O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor foi comemorado de forma criativa no seio da comunidade portuguesa em Montreal. Com a presença do antigo secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas, que veio também para participar no Festival Internacional de Literatura Metropolis Bleu, realizado de 20 a 26 de abril, o Centro de Estudos Lusófonos da Universidade de Montreal viu a sua proposta ser a escolhida e apoiada na comemoração desta data. Depois de nos últimos 20 anos se ter visto todas as outras culturas representadas, chegou a vez da literatura portuguesa receber finalmente alguma atenção.
Francisco Jose Viegas visita Montreal.doc
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