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rss  Vol. XIX - Nº 328         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 03 de Junho de 2020
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Quando é que Portugal vai reconhecer o genocídio arménio?

Jules Nadeau

Por Jules Nadeau

A comunidade arménia do Quebeque e outras coletividades vítimas de genocídio através do mundo tinham razão de estar orgulhosas da sua imponente marcha de domingo passado nas ruas de Montreal. Uma multidão imensa marchou de forma recolhida e disciplinada para denunciar todos os genocídios do século XX. A iniciativa partiu dos Arménios que comemoram o 100º aniversário das exações sofridas às mãos dos Turcos antes e depois de 1915.

O presidente da Câmara Municipal de Montreal, Denis Coderre, abria a marcha; podiam-se reconhecer outras personalidades como Gilles Duceppe e Bernard Drainville. Vários chefes religiosos arménios de batina preta eram perfeitamente visíveis no desfile de vários milhares de pessoas, onde os jovens estavam fortemente representados – vários com o uniforme de escuteiros. Apesar dum convite recebido do Partido Liberal no LusoPresse, e contrariamente à nossa expectativa, o chefe Justin Trudeau não estava presente.

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O «maire» Denis Coderre, ao centro, abre a marcha em nome da Câmara de Montreal, que reconheceu o genocídio arménio.
Fotógrafo Jules Nadeau - LusoPresse

Nos últimos dois anos, marchas semelhantes diante do Parlamento de Otava foram mais ruidosas com slogans gritados nos megafones e cartazes muito explícitos. Em 2014, vários Turcos apresentaram-se no mesmo local da capital nacional para se oporem com grandes gritos aos Arménios que eles acusam de mentir relativamente aos acontecimentos sangrentos da Anatólia. O que não impediu os descendentes dos mártires de benfazer passar a sua mensagem diante da embaixada de Istambul. Os negacionistas turcos foram vivamente denunciados.

Na Place des Spectacles alguns oradores insistiram sobre o facto que os Arménios não foram os únicos a sofrer massacres. Um Africano falou do Ruanda. Na multidão, havia um pequeno grupo de Khmers exibindo a bandeira vermelha e azul. Os Khmers Vermelhos mataram um número de inocentes equivalente ao dos Arménios: mais de um milhão e meio. Também foi questão dos Judeus, dos Ucranianos e do Darfur. Contudo, nem uma palavra sobre o genocídio cultural dos Tibetanos.

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Uma jovem arménia distribue cravos aos manifestantes como se fosse o 25 de abril português.
Fotógrafo Jules Nadeau - LusoPresse

Sublinhemos, enfim, que o Canadá, o Quebeque e a cidade de Montreal reconheceram oficialmente o genocídio arménio. Os agradecimentos aos governos tendo feito este gesto de solidariedade afixavam-se numa grande bandeirola. Como os Estados Unidos e Israel, Portugal ainda não reconheceu oficialmente o genocídio arménio. Para quando esta simples admissão dos factos? Milhares de cravos (que faziam pensar no 25 de abril) foram distribuídos aos participantes desta marcha memorável do dia 3 de maio de 2015.

Internacional
A comunidade arménia do Quebeque e outras coletividades vítimas de genocídio através do mundo tinham razão de estar orgulhosas da sua imponente marcha de domingo passado nas ruas de Montreal. Uma multidão imensa marchou de forma recolhida e disciplinada para denunciar todos os genocídios do século XX. A iniciativa partiu dos Arménios que comemoram o 100º aniversário das exações sofridas às mãos dos Turcos antes e depois de 1915.
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