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rss  Vol. XIX - Nº 328         Montreal, QC, Canadá - domingo, 05 de Julho de 2020
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A vez de Bolieiro

Por Osvaldo Cabral

Duarte Freitas fez com que as próximas eleições para a Assembleia da República sejam um referendo à sua liderança.

Perante um partido dividido, a estratégia adotada para a escolha dos candidatos já era desastrosa, mas ao optar por um dos lados tornou-se suicida.

É óbvio que a lista do PSD, agora proposta ao Conselho Regional, não é a lista dos sociais-democratas açorianos.

É, sim, a lista de Passos Coelho.

O líder regional e a sua equipa estão confiantes que, até outubro, Passos e Portas vão dar a volta ao eleitorado, retirando daí uma parte do sucesso para a caminhada eleitoral das regionais do próximo ano.

É um risco e a política faz-se de riscos.

O problema é que a lista do PSD-Açores é constituída por gente que só conhece derrotas quando se submete ao eleitorado regional.

Berta Cabral não perdeu as eleições no século passado. Foi apenas há três anos. O eleitorado açoriano foi claro. A que cargas de água iam agora reconsiderar? E com a agravante de ser agora o rosto de Passos Coelho na região, a mesma que perguntou, curiosamente, na última campanha eleitoral, «acham que tenho cara de Passos Coelho?»...

A jogada arriscada de Duarte Freitas só poderá ser avaliada depois do julgamento das eleições, mas sabendo-se que só um milagre poderá dar a vitória à coligação, é quase certa a derrota dessa estratégia do líder regional.

Esta será a campanha eleitoral que mais gozo vai dar a Carlos César, cheio de argumentos para fazer desta lista uma autêntica rodilha.

Na noite das eleições não haverá argumento plausível para Duarte Freitas.

Por mais que se esforce na atribuição da derrota à conjuntura nacional, a sua liderança morrerá ali mesmo.

Seguir-se-á o homem que está em fila de espera: José Manuel Bolieiro.

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EXEMPLO? – Quando Passos Coelho dispensa um político como Mota Amaral e logo a seguir vem dar-nos como exemplo de vida Dias Loureiro, fica explicado o caráter de que são feitos certos políticos deste país.

Estão bons uns para os outros.

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AUDITE-SE! – O PSD ficou nervoso com o documento apresentado pelo grupo de economistas do PS.

Pedir que o conjunto de propostas seja auditado por organismos técnicos é o mesmo que, a partir de agora, remeter a democracia e o regime para grupos de burocratas instalados em gabinetes.

Desde quando as propostas das forças políticas, ou de outros grupos de cidadãos, precisam de ser analisadas por organismos não-eleitos, antes de serem submetidas ao veredicto popular?

Então dispensa-se agora o voto do povo para estas decisões, em nome de quê?

Estes meninos saídos das jotas, sem preparação política e sem experiência de vida, acham que esta coisa da democracia popular é uma enorme maçada que deve ser dispensada, ficando a gerência do regime entregue aos tecnocratas do reino.

Os partidos tradicionais não são exemplo para ninguém e muito menos essa tribo de fato e gravata que vive no rodopio dos gabinetes da alta tirania financeira conspirando negócios e negociatas nas costas do eleitorado.

Eles sonham com um país onde a democracia seja suspensa e dirigida sob o patrocínio dos iluminados do negócio do offshore.

Seríamos todos uma espécie de Dias Loureiro.

É preciso muita lata.

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SOCRATISMO – António Costa ainda agora começou a liderar o PS e já revela o pior dos tiques da tralha socrática.

Esta de enviar uma SMS a um jornalista, a cacetá-lo por ter escrito um artigo de que não gostou, só faz lembrar os velhos tempos do «quem se mete com PS, leva!».

Não vai longe um político que não sabe lidar com a liberdade de opinião.

Açores
Duarte Freitas fez com que as próximas eleições para a Assembleia da República sejam um referendo à sua liderança.
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