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rss  Vol. XIX - Nº 327         Montreal, QC, Canadá - domingo, 05 de Julho de 2020
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LusoPresse e LusaQ TV...

A bordo com o comandante Robert Piché

Reportagem de Nuno Cansado, estagiário

O jornal LusoPresse e o programa de televisão LusaQ TV tiveram a honra de ser convidados a embarcar no voo que fez parte do grande evento «La Grande envolée du commandant Piché». Realizado com o objetivo da obtenção de fundos para a Fundação Robert Piché, o evento teve como principal atração uma viagem durante uma hora de voo num dos Airbus A330 com parceira de negócios Air Transat, comandado pelo piloto que se tornou célebre por ter aterrado de emergência em agosto de 2001 no aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, com mais de 300 passageiros a bordo, na sua maioria portugueses.

Antes de iniciado o voo, houve a possibilidade de visitar o comandante no cockpit a fim de se fazerem registos fotográficos, bem como entrevistas com os meios de comunicação social presentes.

Karene Aguiar, em servico de reportagem da LusaQ TV, aqui no cokpit do aviao pilotado por Robert Piche.jpg
Karene Aguiar, em serviço de reportagem da LusaQ TV, aqui no cockpit do aviao pilotado por Robert Piche

 

Karene Aguiar foi quem conduziu a entrevista do comandante para o programa semanal LusaQ TV, entrevista que será transmitida no próximo sábado pelas 11h00 no canal 47 (sinal aberto), canais 16 ou 616 em alta definição (Videotron), canais 216 Fibe ou 1216 em alta definição (Bell). Também para a LusaQ TV foi entrevistado o Cônsul-geral de Portugal em Montreal, José Guedes de Sousa, e Manuel Videira, membro da organização do evento.

O preço dos bilhetes para o voo foi de 500 $ e ainda havia 12 lugares disponíveis em classe executiva a 1 000 $ cada. Um Cocktail dînatoire, servido no Hotel Marriot do terminal do Aeroporto Pierre-Elliot-Trudeau, esperava depois do voo todos os convidados que durante uma hora sobrevoaram a província quebequense. Os valores dos bilhetes até pareciam elevados, não fossem a maioria dos presentes figuras conhecidas da sociedade canadiana que fizeram questão de se envolver de forma a contribuir para a fundação que se dedica à reabilitação e inserção social na comunidade de pessoas que sofrem ou sofreram de uma dependência.

Vista do Quebeque atraves do voo do Comandante Robert Piche.JPG
Vista do Quebeque através do voo do Comandante Robert Pichè
Fotógrafo Nuno Cansado - LusoPresse

 

Entre as as várias presenças, havia antigos governantes, celebridades ligadas ao desporto, humoristas, atores, etc.

O nome de Robert Piché ficará para a história da aviação, depois de ter planado sobre o Oceano Atlântico com um Airbus A330 durante mais de 20 minutos antes de aterrar com cerca de 300 passageiros a bordo.



 



 

O incidente ocorreu no dia 24 de agosto de 2001.

Um dia antes, o voo da Air Transat sai do aeroporto internacional Pearson de Toronto, com destino ao aeroporto da Portela, em Lisboa. Dos 304 passageiros, mais de 250 eram portugueses. Após 5 horas, Piché e o seu copiloto Dirk Jager verificam alguns indicadores de que algo não estaria bem com a aeronave. Cerca de meia hora mais tarde surge novamente um alerta na cabine, havia uma quantidade de combustível muito superior num dos tanques que possui o avião o que seria necessário fazer uma repartição do combustível para um maior equilíbrio da aeronave. Tentativa que se revela falhada, o que implicou por parte da tripulação a ter de tomar uma decisão que se revelou a mais acertada. Verificam que não havia combustível suficiente para chegar a Lisboa e decidem voltar para trás, tentando assim aterrar nos Açores. Depois de entrarem em contato com uma das torres de controlo de tráfego aéreo instalada no arquipélago, recebem a indicação que o aeroporto mais próximo é nas Lajes, na ilha Terceira.

Alguns momentos depois de decidirem fazer a aterragem nas Lajes o motor do lado direito do avião fica sem combustível e para, o que fez com que o avião ficasse a funcionar apenas com um motor. Dez minutos mais tarde o motor esquerdo também para, obrigando o A330 ao sabor das leis da física planando naquele que foi o maior voo com passageiros planado da história da aviação registado até hoje.

Claro que com os motores desligados, o avião planou durante mais de 20 minutos em direção ao aeroporto das Lajes, aterrando ali em segurança. Um papel importante tiveram também aqueles que naquela noite estavam ao serviço na torre de controlo que, segundo se sabe, tiveram durante todo o tempo enquanto o avião descia em direção à ilha em contacto com a tripulação do avião.

A Fundação Robert Piché

Fundacao Robert Piche.JPG
Fotógrafo 

- LusoPresse

Criada com o objetivo de reabilitar pessoas com problemas de dependência com o álcool e outros tipos de droga, a Fundação que tem como diretor geral Elphège Roussel, trabalha para reintegrar socialmente e de forma adequada as pessoas na comunidade.

Desde 2010 que a fundação procura soluções no sentido de se autofinanciar, bem como para obter uma maior notoriedade junto da comunidade e de futuros parceiros de negócio. Expedições, parcerias e eventos, são alguns exemplos que a fundação se tem vindo a apoiar para levar avante o seu objetivo. No ano de 2010 Robert Piché e a sua equipa subiram até ao cume do Kilimanjaro, situado a norte da Tanzânia na fronteira com o Quénia. Também constam expedições ao Evereste, situado nas cordilheiras dos Himalaias, a Machu Picchu no Peru, na Patagónia, entre muitos outros locais. Para além das expedições, também são realizados anualmente os clássicos torneios de golfe, bem como soirées e outros tipos de encontros com o Jet-7 canadiano. Não só a fundação agradece como o próprio público faz questão de apadrinhar a causa ligada ao muito famoso piloto canadiano.

Analisando todo o trabalho desenvolvido na última década, pode dizer-se que o piloto tem conseguido aproveitar e canalizar toda a sua popularidade em prol da fundação.

Destaque
O jornal LusoPresse e o programa de televisão LusaQ TV tiveram a honra de ser convidados a embarcar no voo que fez parte do grande evento «La Grande envolée du commandant Piché». Realizado com o objetivo da obtenção de fundos para a Fundação Robert Piché, o evento teve como principal atração uma viagem durante uma hora de voo num dos Airbus A330 com parceira de negócios Air Transat, comandado pelo piloto que se tornou célebre por ter aterrado de emergência em agosto de 2001 no aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, com mais de 300 passageiros a bordo, na sua maioria portugueses.
Voo com Robert Piche Nuno.doc
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