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rss  Vol. XIX - Nº 326         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 08 de Abril de 2020
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Impacto de Montreal

Três jogos = a dois pontos

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

O Impacto de Montreal, até este momento, já efetuou três jogos para o Campeonato da Major League Soccer em 2015. Nesses três desafios, a formação montrealense conquistou apenas dois pontos, obtidos por meio de dois empates, contra o Revolution, em Bóston, e diante do Orlando City, em Montreal, este em jogo realizado sábado passado, no Estádio Olímpico. No outro embate, o primeiro da época, contra o DC United, o Impacto perdeu por 1-0, em jogo disputado na capital dos Estados Unidos.

Com mais de meia equipa nova e onde as ambições são de chegar às eliminatórias de fim de temporada, pode dizer-se que este início de época não tem trazido os resultados que se esperavam, principalmente no jogo contra o Orlando City, uma equipa que chegou à liga este ano e que apesar disso arrebatou um ponto aos quebequenses, mesmo se estiveram a perder por dois zero.

Para uma equipa que tem pretensões, jogar em casa perante um conjunto novato e não vencer, não é nada bom para o moral dos jogadores e... adeptos. Principalmente para estes, que não controlam a «agenda» e por isso podem começar a duvidar do potencial da sua equipa favorita, deixando de assistir aos jogos, o que só viria a complicar a situação.

Franco Impacto KAKA.JPG
Kaká, na sua primeira visita a Montreal, sempre um gentlemen.
Foto de Franco Ruiz para o LusoPresse

Para alguns, a falta do belga Ciman, que esteve ao serviço da sua seleção, foi determinante no mau desempenho defensivo da equipa azul e preta. Para outros foi a ausência de Porter, o jovem avançado americano, que recentemente se lesionou gravemente. Não vemos a situação por esse prisma.

O que acontece é que as equipas da MLS são de nível muito igual. Logo, num jogo de futebol disputado a forças mais ou menos iguais, muitas vezes basta um simples pormenor para que o resultado tombe para um dos lados. E no que apreciámos até agora, ainda não vimos nenhuma equipa que demonstrasse ser muito superior à outra, e já vimos alguns jogos...

No caso do Impacto, que não tem nenhuma estrela mundial – caso de Kaká no plantel do adversário – o que a equipa tem de fazer é ganhar os jogos que disputa em casa porque tem a vantagem do ambiente a seu favor e porque jogar fora é muito difícil... Se não vencer em terreno alheio a quase totalidade dos seus jogos, o Impacto terá muitas dificuldades em marcar o seu cunho numa liga deste tipo, por muito equilibrada, por cima, e onde jogar fora torna-se muito complicado.

Voltando ao jogo com o Orlando City, formação que ainda em 2014 jogava na Terceira Divisão americana, o que se pode dizer é que não houve uma equipa que se impusesse à outra, como faz fé o próprio resultado, transformado num empate a dois golos. Marcou primeiro o conjunto da casa através de um penálti de Piatti, logo acompanhado do segundo golo, num magnífico chapéu de McInerny a Donovan Rickets (antigo guardião montrealense), atravessava-se o minuto 27 da primeira parte.

Quando se pensava que o Impacto estava construindo uma vitória tranquila, eis que a formação da Florida reage e logo dois minutos depois marca e reduz a diferença, muito por obra e graça dos seus dois brasileiros (Pedro Ribeiro e Kaká), por sinal os seus dois melhores elementos.

Não contentes, os forasteiros forçaram a nota, aproveitando-se de algum desnorte momentâneo dos da casa e, pumba! toma lá o segundo golo. E quem o havia de construir? Claro, de novo os dois brasileiros, mas agora com o papel invertido, ao ser Kaká a faturar o prévio trabalho de Pedro Ribeiro.

Daí por diante, muito embora tivessem surgido várias oportunidades de um lado e outro, não houve mais golos, o que de certa forma dececionou os mais de 25 mil espetadores, impressionados pelos quatro golos dos primeiros 30 minutos da partida.

Sendo o primeiro jogo do Impacto em casa para o Campeonato, embora emprestada devido às condições climatéricas deste período do ano, esperava-se mais gente a assistir, até pelo atrativo que era a visita de Kaká, ainda um dos melhores jogadores do Mundo! como bem demonstrou no decorrer dos 90 minutos.

Bem sabemos que há quem diga que já não é o jogador que era... Preconceitos falaciosos, pois aos 32 anos, Kaká está ainda no período em que um jogador está no auge da sua carreira e que vai, dizem os especialistas, dos 28 aos 34 anos. Se estivesse a jogar na Europa esse problema não se ponha, claro! Já disseram o mesmo de David Beckham, de Henri, entre outros. Ainda agora, na Seleção de Portugal, alinharam contra a Sérvia alguns jogadores com a idade ou mais do que tem Kaká e estou a lembrar-me de Boswinga, Bruno Alves, Pepe, já para não falar em Ricardo Carvalho que vai para os 37 anos em maio próximo. O próprio Cristiano Ronaldo já está na casa dos 30! Serão dois anos a fazerem assim tanta diferença?

Seja como for. A verdade é que Kaká, e outros da sua estirpe, como Villa, Martins, Dempsey, Bradley, Altidore, Giovinco, entre outros, está aí, no cada vez mais crescido futebol norte-americano para nos regalar com a sua categoria.

Vejamos os resultados do Impacto nos três jogos que já disputou até agora no Campeonato.

DC United – Impacto, 1-0

Revolution – Impacto, 0-0

Impacto – Orlando City, 2-2

Próximos jogos:

Dia 11 de abril

Dynamo de Houston – Impacto

Dia 18 de abril

Impacto – Chicago Fire

Estádio Saputo, 15h00.

Desporto
O Impacto de Montreal, até este momento, já efetuou três jogos para o Campeonato da Major League Soccer em 2015. Nesses três desafios, a formação montrealense conquistou apenas dois pontos, obtidos por meio de dois empates, contra o Revolution, em Bóston, e diante do Orlando City, em Montreal, este em jogo realizado sábado passado, no Estádio Olímpico. No outro embate, o primeiro da época, contra o DC United, o Impacto perdeu por 1-0, em jogo disputado na capital dos Estados Unidos.
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