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rss  Vol. XIX - Nº 326         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
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15º. Dia da Mulher do LusoPresse – Almoço na APC

Vibrante homenagem à Mulher Portuguesa da Comunidade

Vitória Faria

Reportagem de Vitória Faria

Depois da mesa-redonda de sábado, dia 28 de março, as comemorações do 15º aniversário do Dia da Mulher do LusoPresse encerraram com um almoço na Associação Portuguesa do Canadá para homenagear 15 mulheres da nossa comunidade e fazer a entrega de um troféu. A sala principal da APC estava decorada como para uma grande ocasião, e completamente cheia, mais de 160 pessoas, as homenageadas e familiares, alguns convidados e muitos outros membros da comunidade portuguesa.

Como convidado de honra estava presente o Dr. Horácio Arruda, Diretor-Nacional da Saúde Pública e Vice-Ministro, acompanhado da esposa, Dr.ª Nicole Mercier. Havia uma convidada surpresa, Tetchena Bellange, atriz, coreógrafa, documentarista e lusófila.

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Estavam presentes na sala Mme Karine Boisvin Roy, vereadora de Mercier-Hochelaga-Maisonneuve, e membro do Conselho Executivo; Mme Christine Poirier, candidata pelo Partido Liberal do Canadá no distrito de Laurier-Sainte-Marie nas próximas eleições federais; Émilie Laliberté, assessora de Amir Khadir, deputado por Mercier, que já assistira na véspera à mesa-redonda; Glenn Castanheira, que recentemente se juntou a Projet Montréal como conselheiro especial em matéria de comércio, turismo e eventos.

O almoço foi confecionado pelo Restaurante Casa Minhota. Entre o caldo verde e o «filet mignon» o diretor do jornal dirigiu as saudações às homenageadas, aos convidados, e a todos os presentes.

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Foi então revelada quem era a convidada surpresa, que se dirigiu à assistência na nossa língua, uma outra surpresa, e que representou um extrato da peça «Les Mains noires». A heroína desta história é uma conterrânea nossa, Marie-Josèphe, uma escrava negra nascida na Madeira em 1705, vendida na Nova França a Thérèse de Couagne e a seu marido em 1725, que a batizaram de Angélique. Acusada de ser a causadora dum incêndio que devastou um terço da cidade de Montreal no dia 10 de abril de 1734, foi condenada à morte sob o testemunho duma criança de 6 anos e executada a 21 de junho do mesmo ano. A interpretação de Tetchena provocou uma emoção forte de tristeza por esta vida ceifada tão jovem e ao mesmo tempo de orgulho pela força moral da Maria José, a primeira mulher portuguesa a chegar ao Canadá. Como reparação dos erros do passado o nome de Marie-Josèphe-Angélique foi dado a um pequeno parque, perto do local onde ela viveu, e que fica ao lado da estação de metro Champ-de-Mars. Da peça foi feito um filme que se pode obter em formato DVD na Amazon.

As homenageadas

Foi decidido chamar ao palco as homenageadas por ordem alfabética, sendo feita a leitura duma pequena nota biográfica de cada uma, resumindo as suas realizações. As notas biográficas encontram-se neste número do jornal, sob o título «Resumo biográfico das 15 mulheres homenageadas». A apresentação esteve a cargo de Ludmila Aguiar e de Daniel Pereira, as duas vedetas da LusaQ.TV.

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Foram animadores da festa, Daniel Pereira e Ludmila Aguiar, que também são os apresentadores do programa LusaQ TV, irmão-gémeo do LusoPresse.
Foto de Jules Nadeau - LusoPresse

A primeira a ser chamada foi Adelaide Vilela, colaboradora do LusoPresse desde a primeira hora, poetisa com vários livros publicados, que agradeceu a honra de ter sido escolhida e o belo troféu.

Ana Maria Rodrigues, que dirige o Centro de Referência, teve palavras de louvor para os membros da sua equipa, com quem quis partilhar a homenagem.

Foi nessa altura feita a leitura da inscrição na placa, assim como do documento que a acompanha.

Cristina Paulino, talvez a mais jovem das homenageadas e proprietária duma escola de ballet, considera não ter feito ainda muito pela comunidade mas agradeceu a homenagem, querendo continuar o trabalho começado.

Seguiu-se Alexandra Mendes, ex-deputada do Partido Liberal do Canadá e candidata nas próximas eleições, que felicitou o LusoPresse pela iniciativa e aproveitou para agradecer à mãe a inspiração que ela sempre foi para as suas filhas.

Clementina Santos, a Conselheira das Comunidades Portuguesas pelo Quebeque, quis partilhar a recompensa com aqueles que com ela colaboraram na sua ação pela comunidade.

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Grande surpresa na festa do Dia da Mulher do LusoPresse foi a presença do conceituado Doutor Horácio Arruda. Ele fezse acompanhar da sua esposa, a médica Nicole Mercier. Carlos de Jesus (diretor) e Vitória Faria fazem as honras da casa.
Foto de Jules Nadeau - LusoPresse

Helena Loureiro, a chefe proprietária de dois restaurantes, sendo um deles, o Portus Calle, classificado entre os 10 melhores restaurantes de Montreal e os 100 melhores do Canadá, para além de agradecer a todos do LusoPresse, dedicou o troféu aos filhos, pois o seu sucesso representou tempo que lhes roubou. Quis também agradecer à sua equipa, assim como aos clientes que, além de frequentarem os seus restaurantes, não se esquecem de os recomendar aos amigos.

Isabel dos Santos, a atriz bem conhecida, agradeceu ao nosso jornal e a toda a sua equipa, desejando que o Dia da Mulher o seja todo o ano. Aproveitou a ocasião para exprimir o desejo de que os diplomas que os nossos imigrantes detêm possam ser reconhecidos rapidamente.

Julie Pereira, contabilista e professora de dança num grupo folclórico, agradeceu ao jornal e declarou todo o orgulho que tinha de fazer parte deste grupo de mulheres. Incitou para que todas tivessem o encorajamento dos pais, dos maridos e dos filhos para realizarem as suas plenas capacidades.

Jacinta Amâncio, diretora da Caixa Portuguesa Desjardins, que estava num congresso das Caixas Desjardins e deu um salto entre duas reuniões, agradeceu ao LusoPresse e à LusaQ.TV. Frisou que o importante é gostar daquilo que se faz, e que todas as profissões são necessárias numa sociedade.

Luísa Querido, figura bem conhecida desde o primeiro programa de televisão em língua portuguesa, contou como ao longo dos anos, quando lia no LusoPresse que algumas mulheres eram homenageadas no Dia da Mulher, sonhava que um dia chegasse a sua vez. E estava muito feliz com a realização desse sonho.

Maria Fernanda Oliveira, talvez a mais antiga mulher implicada como benévola na comunidade, e ainda ativa, agradeceu ao Norberto Aguiar e a toda a sua equipa. Dedicou ao troféu à sua mãe, falecida há poucos dias.

Odete Cláudio, um outro caso de dedicação ao ensino na escola portuguesa, lembrou o mérito dos professores e dos pais que todos os sábados fazem o esforço de trazer os alunos para que possam aprender a nossa língua.

Paula de Vasconcelos, diretora artística de Pigeons International e coreógrafa de muitas peças de sucesso, agradeceu ao Norberto Aguiar e à equipa do jornal pela homenagem que lhe permitiu poder conhecer todas estas mulheres. Fez um apelo aos pais para que aceitem que os filhos sigam uma vocação artística.

Sílvia Garcia, a arquiteta, engenheira e mulher política, a nível provincial e municipal, quis agradecer ao Norberto Aguiar, ao LusoPresse e à LusaQ TV, todo o trabalho feito junto da comunidade.

Uma ausente

A 15ª homenageada, Meghan Benfeito, estava ausente pois participava numa competição na Itália.

Foi a vez de Norberto Aguiar tomar a palavra, resumir o porquê da festa, agradecer o apoio ao LusoPresse que se encaminha para 20 anos de existência. Agradeceu a Raul Mesquita a colaboração no projeto do troféu e a ajuda na escolha do texto que acompanha o mesmo. Continuou com os agradecimentos aos colaboradores, desde a revisora e tradutora do jornal, às suas filhas, a Carlos de Jesus, que é o diretor desde 2006, a outros colaboradores como Adelaide Vilela, Luís Aguilar, Vitália Rodrigues, a Dulce Mogas e Gabrielle Musto, a Jules Nadeau, o mais antigo dos seus colaboradores, e Daniel Pereira, o talentoso animador da LusaQ.TV. Foi o momento de fazer um balanço do programa televisivo que não beneficia de nenhum subsídio e apenas vive da publicidade, neste momento insuficiente para a sua sobrevivência. Foi como um apelo pois sem o aumento dos rendimentos publicitários, esta bela aventura que tem merecido tantos louvores, está condenada a desaparecer a curto prazo. Tem esperança que a colaboração que tem neste momento do trabalho de um estagiário, Nuno Cansado, lhe permita angariar a tal publicidade que lhe falta, sobretudo desde que a Caixa Portuguesa de Economia pôs um termo à que fazia no programa.

Fez então uma vibrante homenagem à mulher, que sempre o apoiou em todos os seus projetos, desde a criação do jornal, à do programa de televisão.

A última homenageada

Um pouco apreensivo mas cheio de esperança no futuro, chamou então ao palco a última homenageada, Tetchena Bellange, cuja família é originária do Haiti, que nasceu em Montreal e, como foi dito acima, fala bem o português que aprendeu durante uma estadia no Brasil. A atriz sentiu-se muito tocada com esta homenagem de que não estava à espera.

Destaque
Depois da mesa-redonda de sábado, dia 28 de março, as comemorações do 15º aniversário do Dia da Mulher do LusoPresse encerraram com um almoço na Associação Portuguesa do Canadá para homenagear 15 mulheres da nossa comunidade e fazer a entrega de um troféu. A sala principal da APC estava decorada como para uma grande ocasião, e completamente cheia, mais de 160 pessoas, as homenageadas e familiares, alguns convidados e muitos outros membros da comunidade portuguesa.
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