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rss  Vol. XIX - Nº 324         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 26 de Outubro de 2020
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Major League Soccer

Sempre a crescer!

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Enquanto o futebol está em declínio na Europa, com a Itália a poder ser apontada como exemplo, ao invés, na América do Norte, ele está cada vez mais vigoroso, com o aparecimento de novas equipas de futebol profissional... Se repararmos, só na Major League Soccer, este ano, de uma assentada, são mais duas equipas que entram no campeonato, no caso, Orlando City FC e Nova Iorque FC. E na lista de espera há mais umas 10 equipas pelo menos!

Para uma liga que apenas nasceu em 1996, dois anos depois do Mundial de Futebol disputado nos USA, albergar 20 equipas no seu campeonato em 19 anos é, sem sombra de nenhuma dúvida, um acontecimento sensacional! E, lembre-se para quem se tenha descuidado que para 2017 já há mais duas formações no bloco de partida: Atlanta e Los Angeles FC.

Para reforçar a nossa tese, podíamos referir aqui todas as cidades que estão, nos Estados Unidos, à procura de uma franchise neste momento. Mas não vamos fazê-lo de maneira a que, por hoje, economizemos tempo e espaço no jornal. Tempo haverá entretanto para podermos voltar a este assunto que tanta paixão está causando nos meandros do futebol norte-americano.

Camisola Impacto MTL_2015.jpg
A nova camisola alternativa do Impacto para a época que ora começa.

Passemos, agora, a fazer uma breve resenha do que poderá ser a época de 2015 na MLS, esta temporada com 20 equipas.

Comecemos pela Zona Este, este ano com duas equipas novas (Orlando City SC e Nova Iorque City FC), situação geográfica oblige.

DC United, 59 pontos – Até à época passada, o DC United era a formação com mais títulos – igualava o La Galaxy – na MLS. Com a vitória do La Galaxy, esse desiderato deixou de existir e agora é a equipa da Califórnia que ostenta o título de melhor clube da Major League Soccer. Sobra para os negros da capital dos USA o facto de serem a única equipa americana que já ganhou uma Liga de Campeões da CONCACAF. E se bem que ainda esteja em prova nesta mesma Liga de Campeões em 2015 (quartos-de-final), a verdade é que os 5-2 apanhados há duas semanas na Costa Rica lhe traçaram o destino...

Para esta temporada, o DC United parece não ter arcaboiço para repetir a liderança da sua zona e ao mesmo tempo concluir o Campeonato em 3° lugar... Mas pode, estamos certos, apurar-se, de novo, para as eliminatórias de fim de ano. Na Taça ficou-se pelas meias-finais.

New England Revolution, 55 pontos – Andou pelos últimos lugares no início da temporada. Depois ajustou a presença de alguns jogadores em contraponto com outros e de repente começou a ganhar até subir ao segundo lugar da sua zona. Quando entrou na fase final, jogou de tal maneira que só se viu batida pelo campeão La Galaxy, em desafio fratricida, decidido no prolongamento. E foi pena porque merecia mais e porque voltou a perder uma final – a quarta.

Columbus Crew SC, 52 pontos – Não parecia ter gabarito para fazer uma época vitoriosa. No entanto, os 52 pontos obtidos deram-lhe direito a ficar em 3° lugar da sua zona e ingressar no play off. Ficou-se pela primeira eliminatória, é verdade. Pelo nosso prisma, o Columbus Crew fez uma época honesta, sem ter poder para fazer mais do que fez.

New York Red Bull, 50 pontos – À partida pensou-se que tinha condições para lutar pelos primeiros lugares do Campeonato e da Taça da Liga. Isto sobretudo porque em 2013 o New York Red Bull tinha ganho o Campeonato. Afinal, salvou-se por ter ficado em lugar de disputar o play off, indo até à meia-final, que perdeu para a equipa sensação, o Revolution de Bóston. Em ano de fim de carreira do seu jogador vedeta, Henry, os nova-iorquinos queriam e podiam ter feito mais e melhor. Assim não aconteceu e quem pagou por isso foi o treinador Petky, despedido no final da época.

Sporting Kansas City, 49 pontos – Aqui está uma equipa que depois de duas temporadas de sucesso, quando chegou ao título máximo da Liga, vacilou de tal maneira que chegámos a pensar que não era a mesma equipa. No princípio do ano ainda pareceu querer lidar com os primeiros lugares. Depois foi perdendo fôlego até acabar o Campeonato na última posição com direito às eliminatórias. E se bem que se apurasse, a verdade é que não passou do primeiro obstáculo. Foi seu carrasco o Red Bull Nova Iorque.

Philadelphie Union, 42 pontos – Outro caso que nos deixa perplexo, pois que desde que chegou à MLS, o Filadélfia tem demonstrado boa capacidade como equipa, por ter um leque de jogadores interessante. Este ano aconteceu o que sempre tem acontecido: alguns bons jogos; outros muito medíocres. Tudo junto, em 2014, deu mau resultado com a equipa a falhar a qualificação. Salvou-se, apenas, a boa carreira na Taça dos Estados Unidos, onde chegou à final contra o poderoso Sounders de Seatlle – perdeu a final por 1-0.

Toronto FC, 41 pontos – Foi, sem sombra de dúvidas, a maior deceção de toda a Liga. Com um orçamento fenomenal, que deu para ir buscar jogadores de primeiro plano mundial, como Bradley, que continua esta época, Júlio César – joga agora no Benfica –, Jermaine Defoy, entre outros, e que acabou a temporada num modesto sétimo lugar, a oito pontos da linha das eliminatórias... Isto só prova que para além de haver bons jogadores, uma equipa precisa de muito mais, a começar por uma boa organização na retaguarda, o que parece que ainda não aconteceu no Toronto FC desde que entrou na liga, em 2008.

Houston Dynamo, 39 pontos – Mais uma deceção, até porque não há muitos anos, o Dynamo era campeão da MLS... Talvez os jogadores se tenham acomodado com um treinador de muitos anos de clube. Talvez por o clube se ter desembaraçado de um ou outro jogador e os reforços não terem dado o futebol que se esperava. O que é certo é que o Dynamo ficou muito mal classificado (8° lugar) numa liga onde estava habituado a andar lá por cima...

Chicago Fire, 36 pontos – É repetitivo, mas a verdade é que o Chicago Fire, que também já saboreou o título de campeão em anos idos, não correspondeu ao que se esperava dele. E isso apesar do investimento em jogadores novos e um treinador que muito prometia, o canadiano Frank Yallop. O resultado do esforço diretivo foi um nono lugar, muito longe do que os seus dirigentes pretendiam.

Impacto de Montreal, 28 pontos – Que o Impacto não seria campeão nem que ganharia a Taça da MLS, isso sabíamos nós. Mas que terminaria no último lugar das 19 equipas que formaram a liga em 2014, isso nunca, mas nunca imaginámos!

Infelizmente foi o que aconteceu. E porquê? Por uma série de asneiras cometidas logo no dia em que mandaram o treinador suíço embora. Depois houve chatices com o diretor técnico, com o treinador, que levou muito tempo para perceber como devia comandar o plantel, e, já agora, com alguns jogadores que falharam naquilo que deles se esperava.

Mas dos erros passados já estamos salvos. Agora é preciso acertar o passo e não repetir o que aconteceu, isto sob pena de fazer muito mal à equipa e ao clube.

Em próxima edição daremos a nossa opinião sobre a outra zona, a do campeão.

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