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rss  Vol. XIX - Nº 324         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020
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Helena Loureiro e o Festival Montréal en Lumière

Vitória Faria

Por Vitória Faria

Helena Loureiro participou na 16ª edição do Festival Montréal en Lumière, como o tem vindo a fazer desde há doze anos. Os seus dois restaurantes organizaram soirées gastronómicas com uma chefe convidada, a suíça Maryline Nozahic, visto que o país em destaque este ano era a Suíça. Esta chefe, que foi eleita Chefe do Ano em 2012, além de ter recebido o Certificado de Excelência do Tripadvisor em 2014, é proprietária do restaurante «La Table de Mary» em Cheseaux-Noréaz, a cinco minutos da bem conhecida Yverdon-les-Bains, no cantão de Vaud.

 

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No restaurante do Boulevard St-Laurent, o Portus Calle, os serões gastronómicos tiveram lugar nos dias 24 e 25 de fevereiro, enquanto no dia seguinte foi a vez do restaurante do Velho Montreal, o Helena. Facto a realçar, estes foram os únicos restaurantes portugueses a participarem no prestigioso festival que, como todos sabem, para além da vertente gastronómica, tem também uma artística, e diversas outras atividades de exterior, como uma forma de desafiar o rigor do inverno, que este ano tem sido particularmente duro. Após o final do mês a conclusão foi de que este fevereiro foi o mais frio desde que há registos há 115 anos.

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Na cozinha do Portus Calle.
Foto  - LusoPresse

O menu deste ano foi inteiramente concebido pela chefe convidada com pratos da cozinha suíça e confecionados com produtos equivalentes, com uma pequena exceção: à falta dum enchido do seu país, Maryline utilizou o chouriço português, o que foi uma nota surpreendente e deliciosa (chauvinismo à parte). Os seis vinhos servidos eram igualmente suíços, e quase totalmente desconhecidos pois, mesmo se a Suíça produz vinhos de grande qualidade, ela exporta apenas 1% da sua produção visto o restante ser consumido no país.

Para a abertura da refeição, a chefe proprietária Helena Loureiro apresentou a sua convidada Maryline Nozahic, com quem afirmou ter imensas afinidades pois, para além do facto de ambas serem mulheres, e mães, ambas são igualmente chefes e empresárias. Segundo Helena, o Festival Montréal en Lumière que é como uma pausa no nosso inverno glacial, são dez dias de festa e de partilha. Maryline tomou o tempo de nos explicar o menu e de como contornou a dificuldade de ter de substituir os produtos da sua Suíça natal que não existem no Quebeque.

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No dia 25 o Portus Calle tinha tido entre os presentes o enólogo Guénael Revel que, devido a ser solicitado por outros restaurantes participantes do Festival, não pode estar presente. Em seu lugar, foi David, sócio e escanção da casa, quem nos explicou as diversas variedades de vinhos servidos para acompanhar cada prato.

Helena Loureiro acabou a sua curta alocução com os agradecimentos aos clientes que encheram o restaurante, à presença da relacionista do Festival Michelle Vallée, à de Guy Larivée, fornecedor dos legumes para a refeição. Para acabar e não o menor, agradeceu o presente de Victorinox dum conjunto de facas para cada um dos seus restaurantes, o que encantou todo o pessoal.

Foi então que começou o repasto, com uma misse en bouche de lagostins e de boeuf Angus. A seguir, a entrada, foi das experiências mais surpreendentes que já tivemos, pois um tártaro de coelho é uma variação de que nunca tinha ouvido falar e que estava verdadeiramente delicioso. Seguiram-se-lhe um prato de peixe e outro de carne, qual deles mais delicado e refinado. Pessoalmente preferi o de peixe pois é assim na vida corrente, sou mais peixe do que carne. Outra surpresa neste setor foi o ter sido servido um vinho tinto – um Pinot Noir – para acompanhar o peixe, uma audácia cada vez mais frequente e que no caso presente era um casamento perfeito. Depois dum queijo, suíço naturalmente, para a grande finale, um délice gourmand autour de la poire.

Para além de ter sido uma refeição deliciosa, o facto de todos partilharmos o mesmo menu e as mesmas descobertas ao mesmo tempo, criou um ambiente particularmente festivo que não existe numa refeição no restaurante, seja ela extraordinária.

Em amena conversa Helena Loureiro confiou à LusaQ TV que participar no Festival é um momento de grande alegria, apesar de todo o trabalho que isso implica e o facto de não ser a mais rentável das atividades. Tendo-lhe sido pedido para comentar a recente afirmação de Carlos Ferreira de que Montreal tem os melhores restaurantes de cozinha portuguesa fora do país, Helena afirmou estar inteiramente de acordo pois temos aqui toda uma gama de grandes restaurantes que servem uma cozinha inovadora e sofisticada. Desde que David Dias abriu o Solmar no boulevard St-Laurent já vão 42 anos e todos os outros que seguiram – que não ousou nomear com o receio de esquecer alguns –, cada um procurando fazer melhor que os concorrentes, tem sido um crescendo na qualidade da restauração portuguesa. Acima de tudo, o desejo de cada um de apresentar uma cozinha simples e saudável, feita de produtos de grande qualidade e frescura, uma cozinha de que têm um grande orgulho em mostrar à comunidade de acolhimento que, sem dúvida nenhuma, se apaixonou por ela e pelos belos produtos da nossa terra.

Destaque
Helena Loureiro participou na 16ª edição do Festival Montréal en Lumière, como o tem vindo a fazer desde há doze anos. Os seus dois restaurantes organizaram soirées gastronómicas com uma chefe convidada, a suíça Maryline Nozahic, visto que o país em destaque este ano era a Suíça. Esta chefe, que foi eleita Chefe do Ano em 2012, além de ter recebido o Certificado de Excelência do Tripadvisor em 2014, é proprietária do restaurante «La Table de Mary» em Cheseaux-Noréaz, a cinco minutos da bem conhecida Yverdon-les-Bains, no cantão de Vaud.
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