logo
rss  Vol. XIX - Nº 322         Montreal, QC, Canadá - terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContactos arrowÚltima hora arrowClima arrowEndereços úteis
Partilhe com os seus amigos: Facebook

Base, mar, cabeços e cabeças...

Osvaldo Cabral

Por Osvaldo Cabral

O professor Miguel Monjardino, especialista em assuntos internacionais, publicou na sua habitual coluna do «Expresso» a síntese de todo um programa novo nas relações com os EUA, a propósito da Base das Lajes.

Os governos dos Açores e da República deviam chamá-lo, à semelhança de outros especialistas açorianos, para conselheiro nestas matérias, em vez de colocarem a questão das Lajes apenas no balancete do deve e haver.

Transcrevo somente a parte final do cenário proposto por Monjardino: «(...) As divergências com os EUA ocorrem no momento em que decorre o processo de delimitação da plataforma continental no Atlântico. Este é o nosso novo mapa azul. Se o quisermos manter temos de fazer duas coisas. A primeira é começar a canalizar para o Atlântico os meios e recursos que nos permitam ter algum controlo sobre este vastíssimo espaço. Se não o fizermos, alguém o fará por nós. A segunda é negociar com os EUA as bases de um entendimento para o novo mapa azul. É neste contexto que a questão das Lajes deve ser discutida».

Quanto à revitalização da ilha Terceira, particularmente da Praia da Vitória, é preciso envolver mais a sociedade e os privados, em vez da longa lista de betão armado que não gere economia produtiva.

                                                    ****

TRANSINSULAR – Por falar em mar e economia, vejam-se os resultados da Transinsular, a companhia de transporte marítimo que opera para os Açores, mas também para a Madeira, Canárias, Guiné, Mauritânia e Cabo Verde: de 2013 para 2014 o volume de vendas passou, respetivamente, de 59,64 milhões de euros para 61,59 milhões.

A Transinsular está a transportar, por ano, 110 mil toneladas de carga frigorífica, 9 mil cabeças de gado só dos Açores, bem como 8 mil viaturas e 850 mil toneladas em contentores cheios.

Com esta vitalidade, eu só não percebo como é que os produtos importados nas lojas dos Açores são sempre estupidamente mais caros do que no restante território nacional.

Se não são dos transportes, então é de quê?

                                                    ****

PORTOS – E já que falamos de mar, custa a compreender como foi possível derramar quase 40 milhões de euros na bonita baía da Horta e os navios de cruzeiros não poderem lá atracar.

Em frente, na Madalena, outro mamarracho portuário: o terminal é tão mal feito que nem os autocarros conseguem dar a volta para a entrada dos passageiros.

Já o terminal de cruzeiros em Ponta Delgada tinha sido o que foi, com o «esquecimento» do combustível para abastecer os navios.

Para culminar a bandalheira portuária açoriana, já vamos com quase três meses do acidente mortal com o cabeço no porto de S. Roque e nem uma conclusão, nem uma informação, nem um sinal da auditoria.

Nesta região é mais fácil desencantar um subsídio do que encontrar um responsável por tanta incúria.

                                                    ****

SATA – Com que então uma queixa no tribunal pelo aparecimento público de documentos confidenciais da SATA.

E que tal um polícia à porta da administração para não deixar sair, imprudentemente, os documentos?

                                                     ****

PARTIDOS – A vitória do Syriza na Grécia é uma má notícia para os partidos tradicionais europeus e uma boa motivação para os grupos de cidadania.

A coligação com a extrema-direita é que vai deitar tudo a perder.

Mas fica o aviso aos medíocres líderes europeus e aos políticos arrogantes que acham que os partidos são donos das consciências dos cidadãos.

O subsídio e os favores podem comprar alguns por algum tempo, mas não compram todos pelo tempo todo...

Crónica
O professor Miguel Monjardino, especialista em assuntos internacionais, publicou na sua habitual coluna do «Expresso» a síntese de todo um programa novo nas relações com os EUA, a propósito da Base das Lajes.
Base mar cabecos e cabecas.doc
no
O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.

Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2020