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Na Universidade de Montreal

A arte do Azulejo: do barroco à contemporaneidade

Inês Faro

Por Inês Faro

Um vídeo filmado dentro do metro de Lisboa dá-nos as boas vindas à exposição «A Arte do Azulejo. Entre o Artesanato e a Cultura Erudita» (L’art de l’azulejo. Entre artisanat et culture savante), comissariada pelo Professor Luís de Moura Sobral, titular da Cátedra de Cultura Portuguesa da Universidade de Montreal.

Para quem conhece bem Lisboa e as estações de metro esta exposição/instalação é como voltar a casa. Não é por nada que o metro de Lisboa é considerado um dos mais bonitos da Europa e um paradigma do tratamento dos espaços públicos. Transportados pelo vídeo à entrada da exposição, ficamos face-a-face com as figuras de convite, um elemento decorativo do séc. XVIII, com que Eduardo Nery cruza o tempo na estação do Campo Grande. O poder da imagem é também o de nos remeter para outras guardadas na nossa memória. É o caso dos ícones painéis de azulejos revestidos pela pintora Maria Keil, sobretudo nas primeiras 11 estações, à exceção da Avenida, que foram inauguradas em 1959; ou os coelhos atrás do tempo a partir de desenhos de António Dacosta na estação de metro do Cais do Sodré ou mesmo a assinatura do ceramista Querabim Lapa, sobretudo na linha vermelha. Magníficas são também as obras de artistas contemporâneos como Júlio Pomar, Cargaleiro, Maria Helena Vieira da Silva, entre outros, espalhadas por várias estações de metro da capital portuguesa.

Azulejo 2014-11-21 14.17.04.jpg

O destaque que é dado aos azulejos na última metade do séc. XX remete-nos ao apogeu que esta arte conheceu no século XVIII, como bem ilustra o vídeo monográfico da Igreja de Almancil, situada no sul de Portugal. Também o período barroco está representado, com o Palácio da Fronteira em Benfica decorado entre 1666 e 1673, com a predominância da representação de temas de carácter religioso. A exposição ilustra ainda cenas pastorais do universo bucólico do séc. XVI, assim como conta com peças vindas diretamente do Museu do Azulejo em Lisboa. Além da sala principal, a exposição continua no andar de baixo com uma série de posters dedicados à arte dos azulejos.

Mas não é só a compreensão da riqueza dos diferentes contextos em que o azulejo foi utilizado ao longo dos séculos que torna esta exposição um coup de foudre. A disposição dos vídeos (muito bem conseguidos), o painel suspenso a recriar um tecto em azulejos ou a projeção – inovadora, no chão da sala fazem desta mostra um hino contemporâneo a uma das manifestações artísticas mais características da cultura portuguesa.

Azulejos 2014-11-21 11.14.10.jpg

É impossível ficar indiferente ao ambiente inclusivo e imersivo que esta exposição/ instalação proporciona aos seus visitantes, além de revelar, uma vez mais, todo o empenho e seriedade que o Professor Luís de Moura Sobral demonstrou ao longo da sua carreira académica.

Como Gérard Boismenu, o Dean da Faculdade de Artes e Ciências bem notou, «A Arte do Azulejo. Entre o Artesanato e a Cultura Erudita» é um coup de chapeau que Moura Sobral nos faz a todos, a poucos dias da sua reforma.

Por tudo isto, a comunidade portuguesa não deve perder a oportunidade de se juntar a esta celebração e de elegantemente agradecer o muito que o titular da Cátedra Portuguesa tem feito pela divulgação da cultura do país que nos une a todos.

Informações:

Não perca a exposição A Arte do Azulejo. Entre o Artesanato e a Cultura Erudita.

Onde: Carrefour des arts et des sciences, Faculdade das Artes e das Ciências

Pavillon Lionel-Groulx - 3150, rue Jean-Brillant, 2e étage (salle C-2081) - Montréal

Datas: 25 de Novembro de 2014 – 6 de Fevereiro de 2015

Horário: De segunda a sexta-feira, das 9h00 até às 17h00.

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Artes
Um vídeo filmado dentro do metro de Lisboa dá-nos as boas vindas à exposição «A Arte do Azulejo. Entre o Artesanato e a Cultura Erudita» (L’art de l’azulejo. Entre artisanat et culture savante), comissariada pelo Professor Luís de Moura Sobral, titular da Cátedra de Cultura Portuguesa da Universidade de Montreal.
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