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rss  Vol. XVIII - Nº 320         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 08 de Julho de 2020
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Eu não disse?!

Osvaldo Cabral

Por Osvaldo Cabral

«A podridão que envolve grande parte da esfera política, no país e na região, vai cimentando a convicção popular de que as instituições públicas estão minadas de muita gente corrupta e que só trabalham para benefício pessoal ou do partido».

                                                        *

«Uma sociedade onde apenas perdura uma classe que enriquece, a política, ao mesmo tempo que se envolve nas maiores trapalhadas de abusos de dinheiros, lugares para os familiares e amigos, o carreirismo e tantas outras imoralidades».

                                                       *

«Perto das eleições, os partidos gostam de operações de cosmética, mas passado o ato eleitoral voltam à sua oligarquia, fomentam o carreirismo, perpetuam os cargos, não abrem mão às candidaturas independentes e aumentam as subvenções do Estado para o funcionamento dos seus poderosos aparelhos».

                                                      *

«Os cidadãos estão fartos desta classe política impreparada, incompetente e teimosa, de que são exemplos claros José Sócrates e Passos Coelho, contemporâneos das jotinhas, um aparelho de assalto ao poder, criado e estimulado dentro dos próprios aparelhos partidários e com rédea solta».

                                                         *

«A política portuguesa está cancerosa porque muitos dos seus agentes, hoje em dia, abraçaram-se ao desígnio apenas por interesses pessoais e de amigos».

                                                        *

«A confiança – que é a base do compromisso entre a política e os eleitores – anda cada vez mais perdida numa sociedade em que os valores da integridade e do mérito desapareceram da prática política».

                                                         *

«Os sinais são evidentes: a população está cansada das forças políticas, da generalidade da classe política e das constantes manobras dos seus dirigentes para promoverem-se a si ou os seus mais próximos».

                                                         *

«Quando os partidos e a classe política ignoram os sinais da sociedade, é meio caminho andado para o enfraquecimento do regime e o descrédito na democracia.

Os parlamentos e os políticos – lá e cá – deveriam aprender a lição».

                                                       *

«Estamos a assistir a uma deriva em que gente sem maturidade, sem experiência e, também, sem escrúpulos, não faz a mínima ideia do que é o país real, de como as famílias estão a sobreviver e qual os graus de prioridade da vida dos cidadãos.

Depois de tantas trapalhadas políticas, deste empobrecimento do país e das famílias, da olímpica ignorância pelos mais elementares direitos dos cidadãos, só por masoquismo é que os eleitores acorrerão às urnas em próximos actos eleitorais».

                                                         *

«A política – esta política destes últimos anos – desmobilizou por completo os cidadãos, com os mais jovens a desligarem-se da coisa pública».

                                                        *

«E o grande perigo que isto encerra, é que os partidos fazem-se despercebidos, enterrando a cabeça no fosso e prosseguindo na chafúrdia do apego ao poder a todo o custo, com a tradicional distribuição de benesses aos mais fiéis do aparelho.

Os partidos e o sistema têm que se regenerar».

                                                             *

«O Portugal político não cheira bem, porque está cheio de batoteiros.»

                                                            *

Estas frases são apenas alguns excertos das dezenas de artigos que escrevi aqui no último ano.

Penso que não é preciso dizer mais nada, para perceberem que dispenso comentar o caso Sócrates...

Crónica
«A podridão que envolve grande parte da esfera política, no país e na região, vai cimentando a convicção popular de que as instituições públicas estão minadas de muita gente corrupta e que só trabalham para benefício pessoal ou do partido».
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