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rss  Vol. XVIII - Nº 320         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020
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Recital Cristina Branco

Em serão contagiante

Vitória Faria

Reportagem de Vitória Faria

Em organização conjunta da Embaixada de Portugal em Otava, do Consulado-Geral de Toronto e do Consulado-Geral de Montreal, com o patrocínio do Instituto Camões, da Caixa Desjardins Portuguesa e Helena Loureiro, esteve de passagem entre nós a cantora Cristina Branco acompanhada do pianista João Paulo Esteves da Silva.

Na passada sexta-feira Cristina Branco deu o seu recital em Montreal, no Oscar Peterson Concert Hall, no Campus Loyola da Universidade Concordia.

A sala estava cheia para ouvir a cantora portuguesa.

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Cristina Branco e João Paulo Esteves da Silva no concerto da sala Oscar Peterson.

O programa anunciava «O Fado», mas a artista deu-nos sobretudo um florilégio das suas preferências musicais. Foi jazz, foi blues, foi pop, foi fado? Não, fado não foi. Porque fado sem guitarra não é fado. Foi simplesmente Cristina Branco e João Paulo da Silva. A voz de uma e o piano do outro. E foi um belo serão, muito agradável, a ouvir uma voz bem timbrada a cantar-nos na nossa língua. E, sobretudo, porque Cristina Branco irradia uma simpatia contagiante, uma sensualidade tranquila, uma melancolia que por vezes destoa numa jovem mulher de 42 anos.

Natural de Almeirim, onde ainda vive, portanto longe da fauna fadista da capital, Cristina Branco pertence à nova geração de vozes femininas, apesar de já cantar há 24 anos. Começou a cantar aos 18, «Estava na faculdade e alguém me convidou para ir cantar na rádio, num programa da manhã. Sempre gostei de cantar. Foi o meu avô que me deu um disco da Amália. Eu não gostava de fado na altura, mas o meu avô insistiu. Dizia que o fado era mais do que uma cantilena triste. E eu fiquei a adorar a Amália.»

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Foto Jules Nadeau - LusoPresse

Desta feita ela brindou-nos com várias interpretações da canção portuguesa, da tradicional ao contemporâneo, com algumas passagens no inglês, no francês e no castelhano. Mas foi sobretudo na língua de Camões que cantou e deliciou os presentes.

Este evento, que se integra no programa tradicional do corpo diplomático português no Canadá de oferecer à comunidade, por esta altura do ano, um espetáculo musical com artistas portugueses convidados, teve desta feita de ser deslocado para o oeste da cidade por não haver uma abertura no calendário da Chapelle historique du Bon-Pasteur, onde tradicionalmente se realizam estes eventos.

Foi afinal uma boa escolha a sala de concertos do Campus Loyola. Além duma excelente acústica, a sala acolhe no mínimo três vezes mais de espectadores, com a vantagem de haver facilidades de estacionamento nos arredores. Esperemos que este local seja privilegiado para o futuro.

Estão pois de parabéns os organizadores do espetáculo, a começar pelo cônsul-geral e os seus funcionários, assim como a Caixa Desjardins Portuguesa, que não só desabotoou os cordões à bolsa, mas participou ativamente na organização deste recital.

Após o espetáculo, foi servido um Porto de honra acompanhado de pastéis de nata no hall da sala de concertos.

 

Música
Em organização conjunta da Embaixada de Portugal em Otava, do Consulado-Geral de Toronto e do Consulado-Geral de Montreal, com o patrocínio do Instituto Camões, da Caixa Desjardins Portuguesa e Helena Loureiro, esteve de passagem entre nós a cantora Cristina Branco acompanhada do pianista João Paulo Esteves da Silva.
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