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rss  Vol. XVIII - Nº 320         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 29 de Maio de 2020
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Centro Comunitário de Anjou

Martinho perdeu a capa e não foi ao Fado

Adelaide Vilela

Reportagem de Adelaide Vilela (Texto e fotos)

Martinho não foi ao Fado, e não sabe o que perdeu… Terá perdido a sua metade da capa. Porquê? Será que, depois a ter divido com o pobre que encontrou a caminho de Roma terá comido muitas castanhas e bebido muito vinho, adormeceu pelo caminho, e quis ficar na clandestinidade. São tantas as histórias e as lendas, são tantos os contos de outros tempos que nos contavam as tiazinhas nas aldeias (ao crepitar da lareira), que hoje eu considero que esses episódios de ouro são encantos que em mim transpiram magia e fazem nascer castelos imaginários onde neste instante faço bailar Santos Martinhos com as Cotovias Açorianas transformadas em Fadistas e senhoras batizadas por Vallacorbas feitos anjos no Céu. Portanto, se você não concorda, paciência.

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S. Martinho neste episódio ilustra bem a alegria do povo de Ville de Anjou e Montreal, já que a direção do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo, no dia 15 de novembro, organizou a belíssima festa das castanhas e da pinga, seja a prova dos vinhos, e foi um sucesso. Podemos afirmar que as garrafas foram despedias uma a uma pelo Júri que foi provando o vinho e atribuindo os números, ou os votos. Na mesa estavam sentados: Isabel Coroa, Manuel Gonçalves e o Carlos Boal. Nesta parte da festa a curiosidade sentiu-se. O primeiro prémio caiu nas mãos da Karina, o segundo ficou com o Luís, os dois Vilela. Atenção, e nada de enganos, não havia nenhum Vilela na mesa do Júri… para aqueles que falam com «dor de cotovelo». O 3º. e último lugar coube a Carlos Pacheco que levou com satisfação o seu galardão.

A noite foi de alegria gigantesca e de amizade, como sempre naquela casa, onde bem se come e melhor se bebe, apesar da autora destas linhas não provar nem uma gota de álcool.

Quanto à música foi à Machado, quem quer mais, venha daí. Foi a noite inteira! O Eduíno e a sua discoteca não deixaram ninguém descansar, a festa seguiu até ao último par cair na cadeira e rumar até ao vale de lençóis.

Não percam, o melhor episódio é agora!

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S. Martinho vai bailando com a Cotovia Açoriana, a nossa bela Jordelina Benfeito, em jeito de conto imaginário, já que o Santinho bebeu umas pingas a mais e perdeu a melhor tarde de Fados realizada em Anjou.

Realizou-se no passado dia 22 de novembro – no Centro Comunitário do Divino Espírito Santo – um almoço, seguindo-se uma matiné de Fado, Jordelina Benfeito e a sua música. No teatro da dança emprestou o seu talento à pista o roqueiro único, o nosso grande Jimmy Faria.

Foi o fenómeno do tempo, uma excelente feijoada de marisco por apenas 15 dólares, e ainda uma bela tarde de entretenimento. De facto apostaram e de que maneira naquela tarde de Domingo e na Jordelina, esperavam uns quarenta ou cinquenta convivas e a sala encheu-se, o pior foi para os cozinheiros. A festa foi um êxito, notava-se a alegria no olhar e na expressão do presidente e do seu corpo diretivo, que apesar de cansados estavam todos satisfeitos.

É que nós nunca vimos uma festa interminável (é aqui como o nosso comentário), todos tinham uma encomenda a fazer à artista, uns queriam «O xaile de minha mãe», outros «Conceição nome de Santa», outros «Avó», e no meio de tantos pedidos a fadista acabou por ceder e cantar por quatro vezes e em duas delas interpretou «Pai inteiro». Foi um grande ramalhete de flores que a Jordelina nos deu, com a sua boa disposição, a sua belíssima voz cada vez mais madura e mais certinha na arte de cantar.

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A tarde já se ia recheando de escuridão e a noite marchava a largos passos quando a Cathy Pimentel, o marido Nilton e o menino de ambos, Isaac, tentaram despedir-se de nós, logo esboçamos um sorriso mas com aflição: espera Cathy temos aqui uma surpresa que chegou dos Açores e é para ti. Foi assim que a artista desceu até ao palco, e logo com beleza e originalidade agradeceu o livro e o Cd enviados pela professora e poetisa Ana Isabel Ferreira, de Ponta Delgada, Açores.

Ainda sobre o Jimmy Faria e nas despedidas, a vida para ele é uma viagem musical. O que ele deseja na verdade é que todos os seus amigos pulem na pista de dança até perderem o norte, ganhando o horizonte e a luz da amizade.

Para concluir, defendemos que tudo correu às mil maravilhas, mas por trás de toda esta multifacetada organização está o presidente Carlos Almeida e a sua simpática direção que, voluntariamente trabalham para que o Centro Comunitário dê àqueles que por lá passam um tratamento humano, afável, solidário, amistoso. E que todos sintam que fazem parte da mesma família portuguesa longe da Pátria. Assim seja.

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Martinho não foi ao Fado, e não sabe o que perdeu… Terá perdido a sua metade da capa. Porquê? Será que, depois a ter divido com o pobre que encontrou a caminho de Roma terá comido muitas castanhas e bebido muito vinho, adormeceu pelo caminho, e quis ficar na clandestinidade.
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