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Bilhete de Lisboa

Duas pequenas exposições

Por Filipa Cardoso

Fui visitar duas pequenas exposições muito interessantes que realçam o glorioso e notável passado de Portugal.

A exposição «Splendor et Gloria» cinco joias setecentistas, está patente no Museu Nacional de Arte Antiga até 4 de janeiro de 2015.

Esta pequena exposição de valor incalculável está exposta na Sala do Teto Pintado, assim designada por ostentar pintura barroca de «quadratura» – perspetiva ilusionista – do pintor toscano Vincenzo Bacherelli (1672-1745).

As cinco peças expostas são: Custódia da Bemposta, obra-prima da coleção do Museu, Custódia da Sé Patriarcal de Lisboa, Resplendor do Senhor Jesus dos Passos, de Lisboa, Resplendor do Senhor Santo Cristo dos Milagres, de Ponta Delgada e o Hábito Grande das Três Ordens Militares, que faz parte do espólio do Palácio Nacional da Ajuda.

O Resplendor do Senhor Santo Cristo dos Milagres, que faz parte do tesouro do Senhor Santo Cristo, é a primeira vez que se deslocou para o exterior de São Miguel, Açores, e embora a exposição só termine em janeiro o Resplendor regressou ao Santuário no dia 31 de outubro passado, conforme foi estabelecido em protocolo.

Antes de serem expostas estas peças de exceção foram todas limpas e restauradas no Laboratório José de Figueiredo, em Lisboa.

A outra visita foi à Muralha de D. Dinis, única muralha medieval de Lisboa, classificada como Monumento Nacional, que seria destinada a defender a população de ataques provenientes do rio Tejo, que então ali chegava.

Esta exposição, convida a descobrir objetos, sons e imagens dos períodos romano e medieval através de um Núcleo interpretativo

A muralha, com o Terramoto de 1755, permaneceu soterrada mais de 250 anos.

A Igreja de São Julião, depois do terramoto, foi reconstruída exatamente no Largo do mesmo nome.

Em 1810 sofreu um grande incêndio e desde 1930, depois de ter sido desconsagrada, passou a pertencer ao Banco de Portugal que utilizou o espaço como caixa-forte onde se guardavam as reservas de ouro de Portugal.

Só em 2010, aquando das escavações arqueológicas para a remodelação da sede do Banco de Portugal, trouxeram as muralhas de novo à luz do dia.

A muralha de D. Dinis expõe evidências materiais da história e os muitos artefactos descobertos revelam a presença humana que remonta a cerca de 2 000 anos.

A abertura em 2012 deste espaço, recuperado com um projeto dos arquitetos Gonçalo Byrne e Falcão de Campos, que futuramente vai albergar o Museu do Dinheiro, que se anuncia interativo, vai contribuir para a divulgação da história da capital aos inúmeros turistas que visitam Lisboa.

 

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