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rss  Vol. XVIII - Nº 318         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020
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No Balattou

Espetáculo Cathy e os seus amigos

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Foi a segunda vez que Cathy Pimentel, jovem cantora da comunidade, que agora virou fadista, atuou na casa de espetáculos Balattou. A primeira vez foi em abril passado, quando no âmbito do festival «Nuits d’Afrique», ela se exibiu para um público quebequense, na sua maioria conhecedor, não fosse o Balattou a porta de entrada de grandes artistas, principalmente de africanos que nos visitam ao longo do ano.

Desta segunda vez a «marca» foi diferente, isto na medida em que Cathy Pimentel participou numa noite a si dedicada e que por isso mesmo contou com dois artistas seus amigos, mas praticamente desconhecidos dos portugueses da Comunidade.

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Jeffrey André

O serão artístico começou já para lá das 21 horas. Primeiro com a atuação de Joseph Anthony B., oriundo de uma família da Maia, em São Miguel, com provas dadas no panorama musical local por meio de um irmão e sobrinho. A solo, Joseph Anthony B. interpretou meia dúzia de melodias, do popular ao folk, passando mesmo pelo rock. No dizer deste músico/cantor, com carreira fora da comunidade, os textos das suas interpretações ou são da sua autoria, ou arranjos de canções popularizadas por artistas de renome e que ele ama. Joseph Anthony B. cantou, assim e com alguma destreza, «Mãe querida», «Message of love», «Meu amor adorado», para além de outras interpretações. E sem que tenha uma voz de espantar, pode dizer-se que Joseph Anthony B. agradou aos presentes, que o cumularam com fortes aplausos.

A seguir foi a vez de subir ao palco Jeffrey André, um luso-descendente que, aos três anos de idade, já fazia furor nas festas associativas portuguesas. Na altura chegámos a dar conta disso no jornal que então dirigíamos. Depois, nunca mais tivemos notícias do miúdo até... à festa do Balattou.

Cathy Pimentel Club Ballatou Oct 2014-259.jpg
Cathy Pimentel e Joseph Anthony B.

Hoje, com 24 anos e funcionário bancário, Jeffrey André, de quando em vez pega no microfone e sobe a um palco para fazer o que muito gosta e que é cantar. Foi assim que respondeu ao convite da Cathy e lá esteve no Balattou para participar na festa. Desenvolto e com voz timbrada, Jeffrey André pode cantar na ocasião «My way», de Elvis Presley, e «Baile de verão», de José Malhoa, com um à vontade bastante natural, como se o pisar de palcos fosse a safra do seu dia-a-dia.

Numa terceira parte, e antes que Cathy Pimentel subisse ao palco para cantar, dois membros do Grupo Estrelas do Atlântico, de Laval, «bateram o pé» no exíguo palco do Balattou para dançarem as mais variadas melodias do folclore português, com predominância do folclore dos Açores.

O resto do serão foi passado na companhia de Cathy Pimentel, uma jovem fadista que começa a marcar uma presença assaz importante na comunidade artística local. Justifica-se esta afirmação pelos muitos espetáculos que tem dado ultimamente, desde as noites no Solmar, como nas salas e palcos da comunidade e não só. O Balattou, por duas vezes este ano, é disso prova irrefutável. Também a sua participação na recente festa de homenagem aos ministros Carlos Leitão e Charles de Sousa reforçam essa condição. É caso para dizer que a Cathy Pimentel se tornou ultimamente na artista do momento no seio da comunidade portuguesa de Montreal.

Cathy Pimentel Club Ballatou Oct 2014-169.jpg
Fernanda Arruda, com Dauto Ferreira meio encoberto.

Entretanto, acabada (no verão...) de chegar de Lisboa, onde se entusiasmou pelo Fado ao ponto de o ter interpretado nalgumas das casas mais famosas da capital, Cathy Pimentel agora virou fadista a tempo inteiro, tendo como patrona a Grande Amália Rodrigues. De resto, aqui há semanas ela chegou mesmo a organizar, no Centro Leonard da Vinci, um serão em sua honra e que teve ares de grande sucesso, como reportou na altura a nossa jornalista Adelaide Vilela.

«Fado ciúme», «Carmencita», «Barco negro», «Estranha forma de vida», «Malhão, malhão», «Gente da minha terra», foram, entre outras, as melodias que Cathy Pimentel interpretou até ao final do serão, perante uma plateia completamente rendida à sua atuação.

Para o bom desempenho da jovem fadista, muito contou a presença dos seus músicos, Luís Costa à viola, Nilton Rebelo (que também é esposo para quem ainda não saiba) à guitarra e Philippe Mius Destmont ao violoncelo.

Comunidade
Foi a segunda vez que Cathy Pimentel, jovem cantora da comunidade, que agora virou fadista, atuou na casa de espetáculos Balattou. A primeira vez foi em abril passado, quando no âmbito do festival «Nuits d’Afrique», ela se exibiu para um público quebequense, na sua maioria conhecedor, não fosse o Balattou a porta de entrada de grandes artistas, principalmente de africanos que nos visitam ao longo do ano.
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