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rss  Vol. XVIII - Nº 317         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020
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Encontro com o novo cônsul-geral de Portugal em Montreal

Associativismo, juventude e cultura como prioridades

Entrevista conduzida por Carlos de Jesus e Norberto Aguiar

 

Embora esta seja a sua primeira colocação como cônsul-geral, o Dr. José Guedes de Sousa, aos 46 anos, já conta com 15 anos de experiência na carreira diplomática.

Natural do Continente, por vontade expressa dos pais que então viviam em Angola, deu os seus primeiros passos em Luanda e ainda hoje resta muito da experiência africana no seu modo de vida... «Lá em casa nunca falta o gindungo» – confessa-nos.

Começou as suas relações internacionais como Coordenador da Expo-98 para os países de África, Médio Oriente e Ásia, mas o primeiro trabalho no estrangeiro foi na embaixada de Portugal em Moçambique, servindo de elo de ligação entre os serviços diplomáticos no Maputo e as várias chancelarias consulares espalhadas por aquela antiga colónia portuguesa.

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Como já é tradição, o LusoPresse foi entrevistar o novo cônsul de Portugal em Montreal.
Foto  - LusoPresse

De regresso a Portugal foi colocado na Missão das Nações Unidas em Genebra, de 2006 a 2010, período durante o qual teve à sua responsabilidade, durante a presidência europeia do governo português, de ser o porta-voz da Comunidade Europeia nas relações com os outros países, em matérias tão diversas como a propriedade intelectual, o meio ambiente e até mesmo em matéria de questões científicas.

Casado, tem uma filha de 3 anos – da qual nos fala com uma certa emoção na voz – depois de terminada a missão na ONU e regressado a Lisboa, resolveu candidatar-se ao posto de cônsul- geral em Portugal em Montreal.

Embora na candidatura tivesse de apresentar outros países onde poderia ser colocado, foi-lhe confiado o consulado em Montreal, que ele tinha posto como primeira escolha.

Depois de ter sido aceite, e por ocasião de uma viagem a Nova Iorque, resolveu dar uma saltada a Montreal, e poder assim inteirar-se, com o antigo cônsul em exercício, de alguns dossiês relativos à comunidade portuguesa do Quebeque.

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Determinação é o que não falta ao novo líder do Consulado
Foto  - LusoPresse

Ao assumir agora as suas novas funções, o novo cônsul já possui assim algumas informações sobre a comunidade, mas garantiu-nos que quer fazer a sua própria prospeção, sobretudo da vida associativa e informou-nos que vai contactar pessoalmente todas as coletividades para fazer um balanço do potencial, que julga ser bastante importante.

«Já em Lisboa – disse-nos – sempre que tinha a ocasião de encontrar canadianos que sabiam que eu vinha para cá me disseram o melhor dos portugueses. Sobretudo falaram-me da cozinha portuguesa de Montreal. Do famoso “poulet portugais” mas também de grandes restaurantes como o Ferreira, o Portus Calle e outros».

O grande desafio para ele, disse-nos: «é como prestar um bom serviço aos portugueses com um pessoal tão reduzido. [N.R: ao todo, são três funcionários, incluindo o próprio cônsul]. Mas é um desafio estimulante» – afirmou-nos.

Entre os dossiês que vai procurar abordar, para além do associativismo, vai tentar estimular as atividades para os jovens da segunda e terceira geração que se começam a afastar da comunidade.

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Motivar, aglutinar são palavras de ordem do novo cônsul.
Foto  - LusoPresse

Apesar da exiguidade dos meios que veio encontrar no consulado, considera que o seu papel vai ser o de aglutinador, de facilitador e de motivador.

Disse-nos dar grande importância aos aspetos relacionados com a cultura e a língua portuguesa e gostaria de poder trabalhar com todos no sentido se encontrar uma forma de unidade, de convergência, que pode passar, ou não, pela tão falada Casa de Portugal. Considera-se aberto a todas as sugestões. Mas para já acha que nos falta um centro cultural.

Embora o último censo canadiano registe um total de 63 mil portugueses e luso-descendentes no Quebeque, os dados que lhe chegaram era de que havia 40 mil portugueses na grande área de Montreal, mas que apenas 32 mil estão inscritos no consulado. Frisou também que, embora lhe conste que a maioria dos portugueses é de origem açoriana, mas que são uma minoria entre os inscritos. Aqui registamos pois a sua mensagem de apelo para que os açorianos não se esqueçam de se inscreverem também no consulado.

Destaque
Embora esta seja a sua primeira colocação como cônsul-geral, o Dr. José Guedes de Sousa, aos 46 anos, já conta com 15 anos de experiência na carreira diplomática.
Consul geral de Portugal - Entrevista.doc
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O que é o novo acordo?

O LusoPresse decidiu adotar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa.

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